Unidade I
- Tema 3 - Os Seres Vivos e suas Características
1 - Explique de forma resumida como se formaram os
Coacervados.
Os
Coacervados provalvemente surgiram no mar, como já sabemos os coacervado é um
aglomerado de moléculas protéicas envolvidas por água em sua forma mais
simples. Relata a história da biologia que a moléculas tenham sido as primeiras
formas de vida a surgir na Terra. Essas moléculas foram envolvidas pela água
devido ao potencial de ionização presente em alguma de suas partes. A Teoria de Oparin diz que existiam coacervados
formados de diversas maneiras. Os mais instáveis quebraram e se desfizeram.
Outros se uniram de outras formas e a moléculas inorgânicas, formando
coacervados complexos. É possível que em algumas desses milhares de combinações
que podem ter ocorrido, alguns coacervados tenham se tornado mais estável. Ao mesmo tempo, formou-se no oceano um caldo
quente composto por coacervados e outros tipos de matéria orgânica, assim como
substâncias inorgânicas. Isso possibilitou a sobrevivência dos coacevados, que
precisavam de energia inicialmente obtida dos raios ultravioleta e descargas
elétricas e posteriormente passou a ser obtida de forma bioquímica (açúcares,
matéria orgânica em geral). Inicialmente, os coacervados eram circundados por
uma membrana de estrutura simples. Porém com o passar do tempo,
progressivamente essa membrana foi tornando-se especializada, tornando possível
um controle melhor da entrada e saída de substâncias. Coacervado (Stephen
J. Dick, “The Biological Universe”, 1999, pg.340).
2. Qual o principal fator para se afirmar que o
primeiro ser vivo era heterotrófico?
De acordo com
a teoria heterotrófica a existência de moléculas orgânicas constituindo uma
verdadeira “sopa” orgânica nos mares primitivos pode ter servido como fonte de
alimento para esses primeiros organismos heterótrofos. A hipótese heterotrófica
atualmente é a teoria que melhor explica a origem da vida. Ela sugere que um ser muito simples,
partindo de uma matéria não-viva, se desenvolve gradualmente. Esta teoria se difere da geração espontânea,
pois a mesma apresentava a idéia de que estes seres surgiam da matéria não-viva
á todo momento, enquanto a hipótese heterotrófica afirma que este acontecimento
ocorreu apenas uma única vez a milhões de anos atrás. Veja no esquema a baixo as etapas da origem
da vida conforme a hipótese heterotrófica:
FORMAÇÃO DE AMINOÁCIDOS;
FORMAÇÃO DE PROTEÍNES;
FORMAÇÃO DE COACERVADOS;
OBTENÇÃO DE ENERGIA;
CAPACIDADE DE REPRODUÇÃO;
APARECIMENTO DE AUTÓTROFOS;
PREDOMÍNIO DE AUTÓTROFOS;
APARECIMENTO DE AERÓBIOS.
3. Qual a composição química básica de todos os
seres vivos?
Toda matéria
existente no universo é composta por átomos ao quais são formados por prótons,
nêutrons e elétrons. Composição química é o conjunto de moléculas dos elementos
químicos constituintes de certa substância. A matéria que forma os seres vivos
é constituída por átomos, assim, como as entidades não-vivas. Isso significa
que a matéria viva está sujeita às mesmas leis naturais que regem o universo
conhecido. Na matéria viva, porem, certos tipos de elemento químico sempre está
presentes em proporção diferente que da matéria não viva. Os átomos formam as moléculas, que formam os
genes, que por sua vez formam o DNA, que se deteriora depois da morte. Esta é a
composição básica do DNA. Todo ser vivo possui, em sua matéria, os seguintes
elementos químicos: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N),
fósforo (P) e enxofre (S), que ao lado de outros elementos que aparecem em
menor escala, formam substâncias complexas que constituem os seres vivos,
denominados compostos orgânicos, como os carboidratos, as proteínas, os
lipídios, as vitaminas e os ácidos nucléicos. Exemplificando os seres vivos são
constituídos de compostos orgânicos e inorgânicos, diferentes dos seres não
vivos, que apenas apresentam hum ou dois compostos inorgânicos em sua
formação. Um dos compostos a exemplo.
SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS: São estruturas simples e com poucos átomos. Ex.: H2O e sais minerais.
H2O: solvente universal. Funções
principais: Solvente de líquidos corpóreos; Meio de transporte de moléculas;
Regulação térmica; Ação lubrificante; Reações de hidrólise; Matéria prima para
a realização da fotossíntese. SAIS MINERAIS: atua na regulação do equilíbrio
corporal. Macronutrientes: o corpo precisa em quantidades acima de 100 mg/dia.
Ex.: Fosfato de cálcio – rigidez dos ossos. Micronutrientes: o corpo precisa em
quantidades abaixo de 100 mg /dia. Ex: Iodo – para o bom funcionamento da
tireóide. Ferro – constituição da hemoglobina. Etc. etc.
4. Como se distribuem os seres vivos quanto à
nutrição? Explique cada tipo.
Os seres
vivos se distribuem em duas formas básicas de nutrição existentes na natureza:
autotrófica e heterotrófica.
AUTOTRÓFICA: Autotrofismo ou autotrofia (grego trofein, alimentar-se), em biologia, é
o nome dado à qualidade do ser vivo de produzir seu próprio alimento a partir
da fixação de dióxido de carbono, por meio de fotossíntese ou quimiossíntese. É
o oposto de heterotrofismo. Os seres vivos com essa característica são chamados
de autótrofos ou autotróficos. Estão entre eles bactérias (Cyanobacteria),
protistas (algas), e plantas. Os animais e os fungos são heterótrofos.
HETEROTÓFICA: Heterotrofismo ou heterotrofia, em biologia, é o nome dado à
qualidade do ser vivo que não possui a capacidade de produzir glicose a partir
da fotossíntese (CO2+H2O+Energia Luminosa ----resulta em---- O2+Glicose) e por
isso se alimenta de outros seres vivos autótrofos, direta ou indiretamente. É o
contrário de autotrofismo.
5. Qual o principal fator de diferenciação entre
reprodução sexuada e reprodução assexuada?
“Diferença
que em uma situação não existe a necessidade de permuta ou complementação de
genes, e em outra se impõe a complementação. Reprodução, em biologia, refere-se
à função através da qual os seres vivos produzem descendentes, dando
continuidade à sua espécie. Todos os organismos vivos resultam da reprodução a
partir de organismos vivos pré-existentes, ao contrário do postulado pela
teoria da geração espontânea. Os métodos conhecidos de reprodução podem
agrupar-se, genericamente, em dois tipos: reprodução assexuada e reprodução
sexuada. No primeiro caso, um indivíduo reproduz-se sem que exista a
necessidade de qualquer partilha de material genético entre organismos. A
divisão de uma célula em duas é um exemplo comum, ainda que o processo não se
limite a organismos unicelulares. A maior parte das plantas tem a capacidade de
se reproduzir assexuadamente, tal como alguns animais (ainda que seja menos
comum). A reprodução sexuada implica a partilha de material genético,
geralmente providenciado por organismos da mesma espécie classificados
geralmente de "macho e fêmea” como no caso dos seres humanos. Nas
bactérias e, em geral, em muitos seres unicelulares de sexo indiferenciado,
duas células aparentemente iguais conjugam-se e combinam o seu material
genético, continuando as duas células a viver independentemente. Em muitas
espécies de fungos, geralmente haplóides, as hifas de dois
"indivíduos" conjugam-se para formar uma estrutura onde, em células
especiais, se dão a conjugação dos núcleos e, posteriormente, a meiose, para
produzir esporos novamente haplóides que vão dar origem a novos
"indivíduos". Noutros casos, são libertadas células sexuais iguais e
móveis, os isogametas, que se conjugam (REFERENCIA DE PESQUISA: “Reprodução – a continuidade da vida” no site
ClickBio em br.geocities.com acessado a 27 de fevereiro de 2012. Halliday,
Tim R. Kraig Adler (eds.). Reptiles & Amphibians. [S.l.]: Torstar Books,
1986. 101 p. ISBN 0-920269-81-8. Savage, Thomas F. (12 de Setembro, 2005). A
Guide to the Recognition of Parthenogenesis in Incubated
6. Descreva como ocorre o processo de Seleção
Natural.
Seleção
natural é um processo da evolução proposto por Charles Darwin para explicar a
adaptação e especialização dos seres vivos conforme evidenciado pelo registro
fóssil. Outros mecanismos de evolução incluem deriva genética fluxo gênico e
pressão de mutação. O conceito básico de
seleção natural é que características favoráveis que são hereditárias tornam-se
mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se
reproduzem. Com características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se
menos comuns. A seleção natural age no fenótipo, ou nas características
observáveis de um organismo, de tal forma que indivíduos com fenótipos
favoráveis têm mais chances de sobreviver e se reproduzir do que aqueles com
fenótipos menos favoráveis. Se esses fenótipos apresentam uma base genética,
então o genótipo associado com o fenótipo favorável terá sua freqüência
aumentada na geração seguinte. Com o passar do tempo, esse processo pode
resultar em adaptações que especializarão organismos em nichos ecológicos
particulares e pode resultar na emergência de novas espécies. A seleção natural não distingue entre seleção
ecológica e seleção sexual, na medida em que ela se refere às características,
por exemplo, destreza de movimento, nas quais ambas podem atuar
simultaneamente. Se uma variação específica torna o descendente que a manifesta
mais apto à sobrevivência e à reprodução bem sucedida, esse descendente e sua
prole terão mais chances de sobreviver do que os descendentes sem essa
variação. As características originais, bem como as variações que são
inadequadas dentro do ponto de vista da adaptação, deverão desaparecer conforme
os descendentes que as possuem sejam substituídos pelos parentes mais bem
sucedidos. Assim, certas características são preservadas devido à vantagem
seletiva que conferem a seus portadores, permitindo que um indivíduo deixe mais
descendente que os indivíduos sem essas características. Eventualmente, através
de várias interações desses processos, os organismos podem acabar desenvolvendo
características adaptativas mais e mais complexas (Referência bibliográfica: Falconer DS & Mackay TFC (1996)
Introduction to Quantitative Genetics Addison Wesley Longman, Harlow, Essex, UK
ISBN 0-582-24302-5. Darwin
C (1859) On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the
Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life John Murray, London;
modern reprint Charles Darwin, Julian Huxley. The Origin of Species. [S.l.]:
Signet Classics, 2003. ISBN 0-451-52906-5 Published online at The complete work
of Charles Darwin online: On the origin of species by means of natural
selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. Works
employing or describing this usage: Endler JA (1986). Natural Selection in the
Wild. Princeton, New Jersey: Princeton University Press. ISBN 0-691-00057-3.
Williams GC (1966). Adaptation and Natural Selection. Oxford University Press.
Works employing or describing this usage: Lande R & Arnold SJ (1983) The
measurement of selection on correlated characters. Evolution 37:1210-26 Futuyma
DJ (2005) Evolution. Sinauer Associates, Inc., Sunderland, Massachusetts. ISBN
0-87893-187-2 Haldane, J.B.S. 1953. The measurement of natural selection.
Proceedings of the 9th International Congress of Genetics. 1: 480-487. Sober E
(1984; 1993) The Nature of Selection: Evolutionary Theory in Philosophical
Focus University of Chicago Press ISBN 0-226-76748-5)
7. Enumere duas características que você considera
importantes para a manutenção da vida e descreva cada uma delas.
Reprodução e Nutrição. Um dos problemas principais que os organismos vivos tiveram que
resolver ao longo do processo evolutivo para tentarem "perpetuar" a
espécie foi a da sobrevivência de um número suficiente de descendentes. Para
além de eventuais situações de falta de alimentos e da predação, é necessário
pensar que os recém-nascidos são geralmente muito mais sensíveis que os adultos
às variações do meio ambiente, como a temperatura, ventos, correntes oceânicas,
etc. As formas como os organismos resolveram esses problemas designam-se de
estratégias reprodutivas. Em geral, os animais "concentraram" as suas
atenções na proteção dos óvulos, dos embriões ou das crias. As plantas
especializaram-se nas formas de disseminação dos produtos sexuais. Nutrição é um processo biológico em que os
organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam
nutrientes para a realização de suas funções vitais.
Unidade
I - Tema 4 - A Vida a Nível Celular
1. Cite a principal diferença entre
células procariotas e eucariotas e dê exemplos dos dois tipos de células.
As células são a menor unidade estrutural
e funcional de vivo e podem ser procariotas ou eucariotas. De forma genérica,
todas elas possuem membrana plasmática, estrutura esta que dá forma, protege e
seleciona a entrada e saída de substâncias pela célula; citoplasma, região
fluida na qual ocorre a maioria dos processos metabólicos e produção de
diversas substâncias; e material genético, onde estão registradas instruções
que controlam o funcionamento celular.
Células procarióticas são mais simples que as eucarióticas. Nestas, o
DNA não está envolto por uma membrana, não há núcleo definido pela carioteca
(membrana nuclear) e podemos encontrar ribossomos dispersos no citoplasma,
organelas estas responsáveis pela síntese protéica. Moléculas circulantes de
DNA, os plasmídios, também podem ser encontradas. Externamente à membrana
plasmática destas células, há a parede celular. Indivíduos procarióticos são
unicelulares, sendo estes: as bactérias, cianofíceas, micoplasmas, rickéttsias e clamídias. Alguns
destes indivíduos, como as cianofíceas, apresentam pigmentos responsáveis pela
fotossíntese. Células eucarióticas possuem maior tamanho e complexidade, a
começar pelo núcleo individualizado, envolvido pela carioteca. Seu citoplasma é
interconectado por uma rede de tubos e canais membranosos e é onde, além de
ribossomos, também são encontradas mitocôndrias, retículo endoplasmático
granuloso e não granuloso complexo golgiense, lisossomos, peroxissomos,
centríolos, dentre outras organelas. Exemplos de indivíduos eucariotas:
animais, vegetais, fungos e protozoários. Uma célula eucariótica possui
verdadeiro núcleo, (núcleo definido e protegido pelo envoltório nuclear) que
contém um ou mais nucléolos. É constituída por muitas organelas
citoplasmáticas, ao contrário das células procarióticas. E podem ser animais ou
vegetais. As células procarióticas são relativamente simples (comparativamente
às eucarióticas) e são as que se encontram nas bactérias e cianófitas
("algas" azuis ou cianobactérias). Procariotos são organismos
unicelulares.


2. Explique como surgiram as organelas
citoplasmáticas?
O
surgimento de células eucariontes provém da hipótese de que uma célula
procariótica teria sofrido modificações evolutivas. Com a invaginação de
membranas; acúmulo de enzimas em compartimentos individualizados, com
diferentes composições químicas e funções químicas, surgiram as ORGANELAS
CITOPLASMÁTICAS. Enfim, a necessidade de adaptação a Terra primitiva fez com
que surgissem seres mais especializados.
Organelas Citoplasmáticas: A célula animal cumpre todas as funções vitais
da vida como o metabolismo, o anabolismo, a respiração, a reprodução e a
capacidade de reagir às modificações do meio-ambiente. A célula animal possui
três partes funcionalmente distinta: membrana (ou parede externa), citoplasma e
núcleo. A membrana plasmática que
envolve qualquer tipo de célula, seja animal ou vegetal, é composta segundo
modelo de Singer e Nicholson por grandes moléculas protéicas que podem
atravessar toda a membrana e pequenas moléculas de lípides (gorduras), sendo,
portanto uma membrana lipoprotéica. A membrana tem uma função de
semi-permeabilidade sendo que as moléculas protéicas cumprem o papel de enzimas
que fazem o transporte ativo de substâncias. Para o funcionamento da célula se
faz necessária a presença de energia. A organela responsável por obter energia
para a célula é a mitocôndria. A mitocôndria possui uma membrana externa lisa e
lipoprotéica. Internamente ela possui uma membrana lipoprotéica que possui
dobras chamadas cristas mitocondriais que estão envolvidas num gel composto por
proteínas, água e sais minerais. A respiração celular consiste em obter energia
através do alimento da célula, quase sempre a glicose, em presença de
oxigênio. O complexo de Golgi é formado
por uma série de bolsas, sáculos achatados e vesículas que fazem o
armazenamento e a secreção de substâncias que são produzidas pela célula. Cada
conjunto de sáculos achatados é chamado de dictiossomos. Quase sempre o
complexo de Golgi une o núcleo e citoplasma a um pólo excretor da célula. O
retículo endoplasmático é encontrado na célula na forma lisa e rugosa. O
retículo endoplasmático rugoso, assim chamado pela presença de ribossomos, tem
a função de fazer a síntese de proteínas. Os canais do retículo endoplasmático
encaminham as substâncias para o complexo de Golgi para posterior excreção. Presente somente em células animais, os
lisossomos são compostos por uma membrana lipo-protéica externa e enzimas
digestivas internas. O lisossomo é responsável pela “quebra” dos alimentos, ou
seja, a digestão intracelular. O conjunto de pequenos túbulos utilizados na
divisão celular é chamado de centríolo, presente somente nas células animais.
Durante a divisão celular os centríolos formam o fuso acromático que encaminham
os cromossomos para as células filhas. Os centríolos também formam cílios e
flagelos que possibilitam a locomoção de células e substâncias através de seus
movimentos. O núcleo, que comanda todas as atividades celulares, possui a
carioteca, uma membrana porosa que permite a passagem de substâncias do
carioplasma para o citoplasma e vice-versa. Dentro do núcleo temos o nucléolo
(um núcleo dentro do núcleo) que faz o armazenamento de RNA ribossômica que é
matéria prima para a síntese de ribossomos. Quanto maior o metabolismo de
síntese de proteína de uma célula, maior será o nucléolo.
RESUMO:
MEMBRANA
PLASMÁTICA – LIPOPROTÉICA.
MITOCÔNDRIA
– RESPIRAÇÃO CELULAR.
LISOSSOMOS
– DIGESTÃO INTRACELULAR.
COMPLEXO
DE GOLGI – ARMAZENAMENTO E SECREÇÃO.
RETÍCULO
ENDOPLASMÁTICO – TRANSPORTE.
RIBOSSOMOS
– SÍNTESE PROTÉICA.
RETÍCULO
ENDOPLASMÁTICO RUGOSO OU ERGASTOPLASMA – SÍNTESE DE PROTEÍNAS.
CENTRÍOLOS
– DIVISÃO CELULAR E COORDENAÇÃO DE CÍLIOS E FLAGELOS.
CÉLULA
VEGETAL:
MEMBRANA
CELULÓSICA (PAREDE CELULAR) – SUSTENTAÇÃO.
PLASTOS
– ARMAZENAMENTO DE SUBSTÂNCIAS NÃO SOLÚVEIS EM ÁGUA.
CLOROPLASTOS
– FOTOSSÍNTESE.
COMPLEXO
DE GOLGI – FRAGMENTADO (DICTIOSSOMOS).
3. Analisando suas características
responda qual a célula mais evoluída: procariota ou eucariota?
Eucariota, eucarionte, eukaryota ou eukaria é a denominação de uma unidade de classificação da Taxonomia (VIDE) ou um táxon (VIDE), chamada de Domínio ou Império. Nesta unidade de classificação (táxon) estão incluídos todos os seres vivos com células que tenham um núcleo celular, separado do citoplasma, chamadas células eucarióticas. Os seres eucariotas variam desde organismos unicelulares até gigantescos organismos multicelulares. Como têm a mesma origem celular são, por isso, todos agrupados nesta mesma hierarquia taxonômica. Este termo vem do grego: eu = verdadeiro + karyon = núcleo. As únicas formas de vida que não fazem parte do Domínio eucariota são as bactérias (que possuem células procarióticas) e os vírus (que são seres acelulados).
Unidade I - Tema 5 - Seres Vivos e Energia.
1. Discuta a importância da molécula de glicose nos processos de obtenção
de energia pelos seres vivos.
Umas das principais
características do ser humano é a curiosidade, a necessidade de descobrir os
segredos da natureza, e muitas das vezes até copiá-los. Para alcançar esse
objetivo o homem se utiliza de experimentos que simulam os fenômenos naturais,
para isso ele necessita deter um conhecimento da Ciência natural (Química,
Física, Biologia). A respiração celular (anaeróbica e aeróbica) tem como
substrato inicial moléculas de glicose, pois estas possuem energia nas ligações
de carbono que constituem a molécula. Todos sabem que buscamos glicose através
da alimentação, e que está é metabolizada pelo organismo onde a energia contida
nas ligações de carbono é transferida para molécula de ATP, (molécula da qual o
organismo consegue utilizar/retirar a energia para seu funcionamento). RESUMO: O
nome Glucose veio do grego glykys (γλυκ? ς), que significa "doce",
mais o sufixo - ose, indicativo de açúcar. Tem função de fornecedor de energia,
participa das vias metabólicas, além de ser precursora de outras importantes
moléculas. A glicose, glucose ou
dextrose, um monossacarídeo, é o carboidrato mais importante na biologia. As
células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glucose é um
dos principais produtos da fotossíntese inicia a respiração celular em
procariontese eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula
molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada.
Juntamente com a frutose a galactose, é o carboidrato fundamental de
carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros de
glucose. A glicose, glucose ou dextrose,
um monossacarídeo, é o carboidrato mais importante na biologia. As células a
usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glucose é um dos
principais produtos da fotossíntese inicia a respiração celular em
procariontese eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula
molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada.
Juntamente com a frutose e a galactose, é o carboidrato fundamental de
carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros de
glucose. É encontrada nas uvas e em vários frutos. Industrialmente é obtida a
partir do amido. No metabolismo, a glucose é uma das principais fontes de
energia e fornece 4 calorias de energia por grama. A glucose hidratada (como no
soro glicosado) fornece 3,4 calorias por grama. Sua degradação química durante
o processo de respiração celular dá origem a energia química (armazenada em
moléculas de ATP- aproximadamente 30 moléculas de ATP por moléculas de
glucose), gás carbônico e água. Apresenta formula minima: CH2O.
REFERENCIA:
CRC Handbook
of Chemistry and Physics, 90. Auflage, CRC Press,
2. Comente quais as etapas da respiração aeróbica e qual a produção de
ATP na respiração aeróbica e na fermentação.
A respiração aeróbica é um conjunto de reações bioquímicas em que o oxigênio é um aceptor final de elétrons e ao longo do qual a energia de moléculas orgânicas é, em parte, transferida para moléculas de ATP. Organelas responsáveis: mitocôndrias em paralelo com o sistema golgiense. Os tecidos vivos libertam dióxido de carbono gasoso que resulta da reação de descarboxilação de metabolitos por ação de enzimas especificas - as descarboxilases. Simultaneamente, ocorrem reações de oxidação por desidrogenação. As desidrogenasses catalisam a desidrogenação do substrato que fica assim oxidado. A presença desse hidrogênio pode ser detectada experimentalmente, utilizando uma substância que facilmente se combine com ele, como o azul-de-metileno. O azul-de-metileno pode encontrar-se sob duas formas: oxidado (cor azul) e reduzido (incolor). Durante a respiração os compostos orgânicos, nomeadamente a glicose, são oxidados, sendo o hidrogênio recebido por um aceptor, que neste processo experimental irá ser o azul-de-metileno. Nas condições naturais da célula viva, o oxigênio desempenha a função do azul-de-metileno na experiência, ou seja, é o aceptor do hidrogênio, formando com ele água. Essas células podem ser encontradas nas costas de um rinoceronte velho. Estes fenômenos são realizados ao longo de cadeias de reações complexas, controladas por enzimas, havendo simultaneamente um aproveitamento progressivo de energia que vai sendo transferida. Trifosfato de adenosina, adenosina trifosfato ou simplesmente ATP, é um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. É constituído por adenosina, um nucleotídeo, associado a três radicais fosfatos conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celulare da fotossíntese, para consumo imediato. A molécula atua como uma moeda celular, ou seja, é uma forma conveniente da transformação da energia. Esta energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, entre outros. Não pode ser estocado, seu uso é imediato, energia pode ser estocados na forma de carboidratose lipídios. As principais formas de produção do ATP são a fosforilaçãooxidativa e a fotofosforilação. Um radical fosfato inorgânico (Pi) é adicionado a uma molécula de ADP (adenosina difosfato), utilizando energia proveniente da decomposição da glicose (na fosforilação oxidativa) ou da luz (na fotofosforilação). Existem enzimas especializadas no rompimento desta mesma ligação, liberando fosfato e energia, usada nos processos celulares, gerando novamente moléculas de ADP. Em certas ocasiões, o ATP é degradado até sua forma mais simples, o AMP (adenosina monofosfato), liberando dois fosfatos e uma quantidade maior de energia. Estima-se que o corpo humano adulto produza o próprio peso em ATP a cada 24 horas, porém consumindo outros tantos no mesmo período. Se a energia gerada na queima da glicose não fosse armazenada em moléculas de ATP, provavelmente as células seriam rapidamente destruídas pelo calor gerado (Törnroth-Horsefield S, Neutze R. (December 2008). "Opening and closing the metabolite gate". Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 105 (50): 19565–6. DOI: 10.1073/pnas. 0810654106. PMID 19073922.).
ETAPAS DA RESPIRAÇÃO AERÓBICA.
Empós ao breve comentário apresento o resumo das etapas da respiração aeróbica.
Etapas:
1 - Glicolíse: é o conjunto de reações iniciais da degradação da glicose, semelhantes em todos os tipos de fermentação e na respiração aeróbia. Tem início com a ativação da glicose, que recebe dois grupos fosfato, fornecidos pelo ATP, que se transforma em ADP.
2 - Ciclo de Krebs: decorre na matriz da mitocôndria e consiste numa série de reações complexas de descarboxilações e desidrogenações. Recebe o nome do bioquímico inglês que esclareceu o seu mecanismo em 1938. Inicia-se com a combinação do grupo acetil com o ácido oxalacético, originando ácido cítrico. Este se isomeriza transformando-se em ácido isocítrico. A sua desidrogenação origina ácido oxalsuccínico e os átomos de hidrogênio reduzem o NADP a NADPH2. Uma descarboxilação liberta dióxido de carbono e forma ácido cetoglutárico. Este é novamente descarboxilado e desidrogenizado, originando ácido succínico e GTP (guanosina trifosfato, equivalente ao ATP) e reduzindo NAD a NADH2. A desidrogenação transforma o ácido succínico em fumárico, com redução do FAD a FADH2. Este ácido reage com a água e forma ácido málico, que desidrogenizado recupera o ácido oxalacético, reduzindo NAD a NADH2. Note-se que, por cada molécula de glicose decorrem 2 ciclos de Krebs, pois se formam 2 moléculas de ácido pirúvico no fim da glicólise;
3 - Cadeia respiratória: decorre na membrana interna da mitocôndria e consiste na transferência de 12 átomos de hidrogênio, libertados durante a oxidação da glicose, para o oxigênio. Esta transferência forma água e liberta energia. Em condições não celulares a libertação de energia seria explosiva, mas este mecanismo gradual permite que esta seja utilizada. Cada conjunto completo de moléculas receptoras intermédias de hidrogênio (por vezes apenas o seu electrão, ficando o protão em solução) designa-se, então, cadeia respiratória. Além das moléculas de NAD e FAD, já referidas anteriormente, são fundamentais nesta cadeia os citocromos. De cada vez que um electrão é transferido há libertação de energia, mas apenas se forma ATP quando a energia é superior a 10000 calorias. Por vezes, a energia é suficiente para formar mais que uma molécula de ATP, mas apenas uma é sintetizada. O oxigênio, aceptador final de electrões, fica carregado negativamente e combina-se com os protões em solução, originando água.
4 - Oxidações do ácido pirúvico - decorre ainda no citoplasma e produz acetilcoenzima A. Inicia-se aqui a diferença entre a fermentação e a respiração aeróbia, pois o ácido pirúvico vai ser descarboxilado (liberta uma molécula de dióxido de carbono) e transforma-se em ácido acético. Este é desidrogenado (liberta hidrogênio que reduz NAD a NADH2) e combina-se com a coenzima A, formando acetilcoenzima A. O grupo acetil da acetilcoenzima A será transferido para o interior da mitocôndria, onde decorrem as etapas seguintes do processo.
3. Quais os tipos de fermentação estudados?
Basicamente podemos especificar os seguintes tipos de fermentação:
Fermentação alcoólica;
Fermentação Láctica;
Fermentação acética.
Fermentação alcoólica.
É realizada por leveduras; o ácido pirúvico é convertido em etanol e CO2 em duas etapas: 1ª - O ácido pirúvico é descarboxilado e forma-se acetaldeído; 2ª - O acetaldeído é reduzido pelo NADH a etanol.
Utilização na Produção de Alimentos.
Pão.
- A fermentação é realizada pela
levedura Saccharomyces cerevisiae e a temperatura favorável é de 27ºC.
- O amido da farinha é hidrolisado em
açúcares simples e posteriormente transformado em CO2 e etanol. O CO2 é o
produto desejado, uma vez que faz crescer a massa, dando ao pão uma textura
porosa.
- A fermentação inicia-se com a
adição das leveduras (fermento de padeiro) e termina quando o calor do forno as
mata. O calor provoca a expansão do gás, a evaporação do álcool e dá estrutura
ao pão.
Vinho.
- A fermentação do açúcar de uvas é
realizada por leveduras, principalmente do tipo Saccharomyces cerevisiae, que
existem na casca das uvas.
- As uvas são colhidas, esmagadas e
tratadas com compostos de enxofre, que inibem o crescimento de microorganismos
competidores das leveduras. As uvas esmagadas formam o mosto, que inicialmente
é mexido para provocar a aerificação e o crescimento das leveduras;
posteriormente, é deixado em repouso, o que cria condições anaeróbias
favoráveis à fermentação.
- O CO2 liberta-se para a atmosfera
no decurso da fermentação (o vinho ferve) e a concentração de etanol, que é o
produto desejado, vai aumentando. O etanol torna-se tóxico para as leveduras
quando atinge uma concentração de cerca de 12% e a fermentação termina.
Cerveja.
- São fabricados com malte (grãos de
cevada germinados e secos), outros materiais ricos em amido (como arroz, milho
ou sorgo), lúpulo, água e leveduras das espécies Saccharomyces cerevisiae ou
Saccharomyces carlsbergensis.
- Antes de iniciar a fermentação
provoca-se a sacarificação (produção de açucares simples a partir do amido) na
mistura de cereais. Durante a fermentação, as leveduras convertem os açucares
em etanol e CO2 e pequenas quantidades de glicerol e ácido acético. O CO2 é
libertado e o álcool atinge uma concentração de cerca de 3,8% do volume.
- Após a fermentação, a cerveja é
armazenada durante alguns meses, durante os quais ocorre a precipitação de
leveduras, proteínas e outras substâncias indesejáveis. Por fim, a cerveja é
carbonatada, clarificada, filtrada e engarrafada.
Fermentação Láctica.
O ácido pirúvico é diretamente reduzido a ácido láctico pelo NADH; a fermentação homoláctica produz grandes quantidades de ácido láctico; a fermentação heteroláctica leva à produção de outras substâncias, para além do ácido láctico, como CO2, etanol e ácido acético.
Utilização na Produção de Alimentos.
Queijo.
Vários tipos de queijo são produzidos
por fermentação levada a cabo por diferentes espécies de bactérias pertencentes
aos gêneros Propionibacterium, Lactobacillus, Streptococcus e Leuconostoc, em
culturas puras ou mistas. As bactérias produzem ácido láctico e outras
substâncias que contribuem para o aroma. Aumento da acidez provoca a coagulação
das proteínas do leite.
Iogurte.
Produzido por uma cultura mista de
Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus.
Fermentação acética.
É assim designada devido às características do produto obtido, no entanto, não é uma fermentação, mas uma oxidação.
Utilização na Produção de Alimentos.
Vinagre.
-É obtido a partir de materiais
contendo açúcar ou amido, como sumo de fruta, vinho ou cereais.
- A sua produção compreende duas
etapas:
1ª – Fermentação do açúcar que é
convertido em etanol – processo anaeróbio realizado por leveduras.
2ª – Oxidação do etanol a ácido
acético. Reação aeróbia realizada por bactérias acéticas dos gêneros
Acetobacter e Glucanobacter.
4. Estabeleça comparação entre glicólise e ciclo de Krebs em relação à
produção de energia.
Glicólise é a seqüência
metabólica composta por um conjunto de dez reações catalizadas por enzimas
livres no citosol, na qual a glicose é oxidada produzindo duas moléculas de
piruvato, duas moléculas de ATP e dois equivalentes reduzidos de NADH+, que
serão introduzidos na cadeia respiratória ou na fermentação. A glicólise é uma das principais rotas para
geração de ATP nas células e está presente em todos os tipos de tecidos. A importância da glicólise em nossa economia
energética é relacionada com a disponibilidade de glicose no sangue, assim como
com a habilidade da glicose gerar ATP tanto na presença quanto na ausência de
oxigênio. A glicose é o principal carboidrato em nossa dieta e é o açúcar que
circula no sangue para assegurar que todas as células tenham suporte energético
contínuo. O cérebro utiliza quase exclusivamente glicose como combustível. A
oxidação de glicose a piruvato gera ATP pela fosforização (a transferência de
fosfato de intermediários de alta energia da via do ADP) a nível de substrato e
NADH. Subseqüentemente, piruvato pode ser oxidado a CO2 no ciclo de Krebs e ATP
gerado pela transferência de elétrons ao oxigênio na fosforização oxidativa.
Entretanto, se o piruvato e o NADH gerados na glicólise forem convertidos a
lactato (glicólise anaeróbica), ATP pode ser gerado na ausência de oxigênio,
através da fosforização a nível de substrato.
REFERENCIA: David L Nelson e Michael M Cox. Lehninger
Principles of Biochemistry.
A Glicólise tem uma seqüência:
Fase 1: Preparação, regulação e gasto de energia.
Reação 1: hexoquinase.
Reação 2: fosfoexose-isomerase.
Reação 3: fosfofrutoquinase.
Reação 4: aldolase.
Reação 5: triosefosfato isomerase.
Fase 2: Produção de ATP e oxidação.
Reação 6: Triose fosfato desidrogenase.
Reação 7: Fosfoglicerocinase.
Reação 8: Fosfogliceromutase.
Reação 9: enolase.
Reação 10: piruvato cinase.
Após a glicólise.
Ciclo de Krebs (ou ciclo do ácido cítrico).
Para o ciclo de a glicose interagir com o ciclo de Krebs, há uma reação intermediária a qual se transforma o Piruvato em Acetil-CoA. Nesta etapa, ocorre a entrada de NAD e CoA-SH. O Piruvato gerado na glicólise sofre desidrogenação (oxidação) e descarboxilação catalisado pelo complexo Piruvato desidrogenase. Durante essas reações, é adicionada a coenzima A (CoA). Desta forma, a partir de cada piruvato, produz-se um acetil-CoA. Esta etapa é fundamental, principalmente no fígado, que regula a glicemia no sangue, pois é irreversível. O piruvato pode ser transformado novamente em glicose, através do gasto de energia, num processo chamado gliconeogênese, processo essencial para manutenção do nível mínimo de glicose no corpo, sem o quais certos tecidos morreriam, por não realizarem o ciclo de Krebs. Uma vez transformado em acetil-CoA, não há como gerar glicose novamente, sendo este acetil-CoA usado para produzir energia (com oxigênio), corpos cetônicos, gordura, colesterol ou isoprenóides. Quando usado para produzir energia, o acetil-CoA vai para o ciclo de Krebs, onde será oxidado, produzindo CO2, água e GTP (energia). Os produtos da oxidação são oxidados pelo oxigênio na Fosforização oxidativa, gerando ainda mais energia. Somado com a glicólise, são produzidos 38 ATP por molécula de açúcar.
Fermentação Anaeróbica em caso de hipoxia. A fermentação ocorre quando, após a glicólise, não é realizado o ciclo de Krebs, porque o organismo em questão não o possui ou porque esta via está bloqueada, como durante a hipóxia (falta de oxigênio). Em ambos os casos, a glicólise gasta NAD+ e produz NADH. Como a quantidade de NADH na célula é limitada, este deve ser regenerado a NAD+. Para isso, alguma molécula deve receber estes elétrons que o NADH carrega. Na respiração aeróbica, o oxigênio recebe estes elétrons, mas na ausência de oxigênio, o produto da glicose piruvato ou seus derivados, recebem estes elétrons. No caso do ser humano, outros animais e algumas bactérias, a ausência de oxigênio suficiente leva a reação do NADH com o piruvato, gerando NAD+ e ácido láctico (Fermentação láctica). No caso das leveduras e bactérias do gênero Zymonas, ocorre a Fermentação alcoólica: o piruvato é descarboxilado, gerando acetaldeído, através da enzima piruvato descarboxilase (ausente em animais), e o NADH reduz o acetaldeído, produzindo NAD+ e etanol (como nos processos fermentativos do pão, dos vinhos e das cervejas). Alguns microorganismos fermentam produzindo outras variadas substâncias, como nos estudos de Chaim Weizmann, primeiro presidente de Israel (produzindo acetona), ou usando outros aceptores de elétrons que não o oxigênio, como nitrato, sulfato, íons férricos, etc.
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