terça-feira, 26 de novembro de 2024

Unidade I - Tema 2 – A Origem da Vida. 1. Qual a importância de Redi e Pasteur nos estudos sobre a origem da vida na Terra?

 

Unidade I - Tema 2 – A Origem da Vida.

 

1.   Qual a importância de Redi e Pasteur nos estudos sobre a origem da vida na Terra?

Fundamentalmente eles com as suas experiências (Pasteus e Redi) fizeram com que a hipótese da biogênese, fosse aceita pelos cientistas de todo o mundo. Francesco Redi (19 de fevereiro de 1626, Arezzo, Itália – 1 de março de 1691) foi um biólogo italiano. É conhecido pelo seu experimento realizado em 1668 que se considera um dos primeiros passos para a refutação da abiogênese. O saber do seu tempo considerava que as larvas se formavam naturalmente a partir de carne putrefacta. Na sua experiência, Redi utilizou mais de 8 frascos, nos quais colocou carne em estado de putrefação. Selou fortemente a metade deles, deixou outra metade aberta e cobriu o a outra metade com gaze. Desenvolveram-se larvas no frasco aberto e sobre a gaze do frasco correspondente. Não se desenvolveram larvas em nenhuma parte do frasco selado. Porém seu experimento não satisfez os abiogênicos, que seguiam os conceitos que a vida surgia espontaneamente da matéria bruta, que para Aristóteles continha um principio ativo capaz de gerar a vida. E falaram que no frasco selado, não continha a máteria bruta principal, o ar. Assim, disseram que apenas as larvas nasciam de seres pré-existentes. Essa experiência acabou gerando muita polêmica mas hoje não traz dúvidas. A nova teoria de Redi (Biogênese) generalizou suas conclusões afirmando que todos os seres vivos, vem sempre de outros seres vivos. Esses animais a qual Redi se referiu não são,de fato ,animais do grupo Vermes. São na verdade, larvas de moscas, que surgem de ovos postos na carne por fêmeas adultas fecundadas.Essas larvas crescem e se desenvolvem, tornando-se pupas imóveis envolvidas por uma casca externa resistente. Depois de passar por grandes transformações, cada pupa origina uma nova mosca adulta. Com isso comprovou a experiência da biogênese. Com tudo isso pode se afirma que Redi provou que os defensores da teoria da abiogêneses estavam totalmente errados sobre o principio ativo e a geração espontânea.  Redi comprova que, mesmo com a penetração do ar através do tampo de gaze, não há o surgimento de larvas.  Com estes resultados, Redi comprovou que as larvas eram oriundas de ovos postos por moscas que pousavam sobre a carne (biogênese) e não surgiam por Geração Espontânea (abiogênese).   Francesco Redi (1626-1697): tentou combater a idéia de Aristóteles fazendo experiências com pedaços de carne e frascos de vidro (metade abertos e outra metade coberto com gazes). Após alguns dias pode-se notar que os "vermes"(larvas de mosca) apareciam apenas nos frascos abertos. Foi provado que os insetos eram atraídos pela carne em decomposição. Foi fortalecida a teoria da biogênese. No século XVII, o cientista Francisco Redi (1626-1698) realizou experiências controladas para provar que a Geração Espontânea era equivocada. Para provar que os vermes em cadáveres não surgiam por Geração Espontânea, ele realizou experimentos controlados:

1º experimento.

Redi mostra que as larvas desaparecem depois de terminar de comer a carne.

2º experimento.

Redi comprova que as larvas que foram aprisionadas passaram pela metamorfose e se transformaram em moscas.

3º experimento.

Redi demonstra que nos frascos tampados não há o surgimento de larvas.

4º experimento.

Redi comprova que, mesmo com a penetração do ar através do tampo de gaze, não há o surgimento de larvas.

 

Com estes resultados, Redi comprovou que as larvas eram oriundas de ovos postos por moscas que pousavam sobre a carne (biogênese) e não surgiam por Geração Espontânea (abiogênese).

 

Louis Pasteur (Dole, 27 de dezembro de 1822 — Marnes-la-Coquette, 28 de setembro de 1895) foi um cientista francês.

 Suas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina. É lembrado por suas notáveis descobertas das causas e prevenções de doenças. Entre seus feitos mais notáveis pode-se citar a redução da mortalidade por febre puerperal, e a criação da primeira vacina contra a raiva. Seus experimentos deram fundamento para a teoria microbiológica da doença. Foi mais conhecido do público em geral por inventar um método para impedir que leite e vinho causem doenças, um processo que veio a ser chamada pasteurização. Ele é considerado um dos três principais fundadores da microbiologia, juntamente com Ferdinand Cohn e Robert Koch. Pasteur também fez muitas descobertas no campo da química, principalmente a base molecular para a assimetria de certos cristais. Seu corpo está enterrado sob o Instituto Pasteur em Paris, em um mausoléu decorado por mosaicos em estilo bizantino que lembram suas realizações.  Por volta de 1862, o cientista Louis Pasteur (1822-1895), desmentiu a abiogênese, comprovando assim, que os microrganismos, originam-se a partir de outros preexistentes. Ele ferveu caldo de carne em um vidro aberto que possuía um gargalo curvado em forma de S, conhecido como “pescoço de cisne”. O líquido ficou por muito tempo sem micróbios, apesar de entrar ar os micróbios que vinham juntamente com o ar ficavam depositados junto à poeira na curvatura do gargalo. Para comprovar que não havia micróbios, o cientista curvou o frasco, para que o caldo estéril juntasse com a poeira e logo depois, o frasco estava cheio de bactérias. As experiências de Pasteus e Redi fizeram com que a hipótese da biogênese, fosse aceita pelos cientistas de todo o mundo.

 

2.   Qual o cientista que comprovou através de um aparelho que recebeu o seu nome, a origem do primeiro ser vivo?

 

Stanley Lloyd Miller (7 de Março de 1930 - 20 de Maio de 2007), nasceu em Oakland, Califórnia. Ele se formou em química pela Universidade da Califórnia em Berkeley em 1951 e fez doutorado na Universidade de Chicago, concluído em 1954. Passou um ano com uma bolsa no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e outros cinco anos na Universidade Columbia, antes de se instalar na Universidade da Califórnia em San Diego - onde terminou sua carreira científica. Ficou conhecido pelos seus trabalhos sobre a origem da vida. Notabilizou-se, pela primeira vez, aos 23 anos de idade, por seu trabalho feito em colaboração com Harold Clayton Urey, que ficou conhecido como a Experiência de Urey-Miller, ou mesmo como "Sopa Orgânica". O grande feito do cientista foi realizado em 1952 (Alguns dizem 1953), sob a supervisão de Harold Urey (1893-1981), quando ambos estavam na Universidade de Chicago. Num recipiente projetado para ser uma versão artificial da [suposta] atmosfera terrestre primitiva - uma mistura de hidrogênio, água, amônia e metano -, a dupla disparou cargas elétricas para simular o efeito de raios, e o resultado, após uma semana, foi o surgimento espontâneo de glicina e a alanina que são aminoácidos - moléculas orgânicas não complexas. Este experimento é considerado um marco histórico nas pesquisas a respeito da origem da vida, embora novos enfoques tenham questionado a sua validade, devido, em parte, à improbabilidade de uma atmosfera altamente redutora na terra primitiva, porem muitas pessoas já refizeram o experimento, e em todos os casos aconteceram a mesma coisa. Desde então conhecido como "Experimento de Staley-Miller" ou a "Sopa Orgânica" foi publicado em 15 de maio de 1953 pela revista científica Science, com um impacto notável - era a primeira demonstração de como moléculas orgânicas poderiam ter surgido nas condições especiais da Terra primitiva.

Stanley Miller

 

 

3.   Descreva de forma resumida o experimento que ele realizou.

Stanley Miller desenvolveu um experimento que onde projetou e construiu um aparelho que reproduzia as condições Terra primitiva. Parte desse aparelho consistia em um balão de vidro em que Miller colocou os gases que se presumia que poderiam ser encontradas na atmosfera primitiva submetendo-os a um aquecimento elevado e constante descargas elétricas.  O vapor d’água era fornecido por outro balão contendo água em ebulição. Posteriormente ele se condensava e precipitava simulando a chuva. Após uma semana, Miller coletou o produto que se acumulou no reservatório do aparelho e pode comprovar a presença de carboidratos e aminoácidos, sendo quatro deles abundantes nos seres vivos.

 

 4. Você acha que em outros planetas também pode ter havido formação de vida parecida com o que aconteceu em nosso planeta ou acha que apenas a Terra possui vida?

Somos nós as únicas criaturas no Universo que pensam sobre sua origem e evolução, ou existiriam outras formas de vida inteligente entre as estrelas? A origem da vida e a existência de vida extraterrestre vêm sendo focalizadas nos noticiários com grande intensidade desde os anos 1950, mas de forma crescente nos últimos anos, com a possível detecção de vida microscópica em Marte, através dos possiveis restos de nanobactérias no meteorito ALH84001, e da existência de água em forma de oceanos, sob uma manta congelada, na lua Europa de Júpiter e em Marte. Qual é a origem da vida? O que diferencia seres vivos de simples matéria orgânica? No contexto de evolução cósmica, a vida resulta de uma sequência natural de evolução química e biológica da matéria pré-existente, regida pelas leis físicas. A regra fundamental é que os seres vivos são organismos que têm metabolismo, se reproduzem, sofrem mutações, e reproduzem as mutações, isto é, passam por seleção cumulativa. Já a vida inteligente requer mais de uma centena de bilhões de células, diferenciadas em um organismo altamento complexo e, portanto, a seleção natural cumulativa requer um longo tempo. Em 1959, Juan Oró, na Universidade de Houston, conseguiu produzir adenina, uma das quatro bases do ARN (RNA) e ADN (DNA), a partir de HCN e amônia em uma solução aquosa. Embora a atmosfera da Terra possa não ter sido redutora no início, vários aminoácidos já foram detectados em meteoritos, mostrando que eles podem se formar no espaço. A existência de vida inteligente pode ser descartada em todos os demais planetas do Sistema Solar. Em Marte, onde há água em certa abundância, atualmente em forma de vapor ou sólido, e a pressão atmosférica na superfície é 150 vezes menor do que na Terra, a morfologia da superfície indica que houve água líquida no passado. O meteorio ALH84001, proveniente de Marte, mostra depósitos minerais que ainda estão em disputa científica se são restos de nanobactérias, compostos orgânicos simples, ou contaminação ocorrida na própria Terra.

Vida na Galáxia.

A inteligência, interesse sobre o que está acontecendo no Universo, é um desdobramento da vida na Terra, resultado da evolução e seleção natural. Os seres inteligentes produzem manifestações artificiais, como as ondas eletromagnéticas moduladas em amplitude (AM) ou frequência (FM) produzidas pelos terráqueos para transmitir informação (sinais com estrutura lógica). Acreditando que possíveis seres extra-terrestres inteligentes se manifestam de maneira similar, desde 1960 se usam radiotelescópios para tentar captar sinais deles. Esta busca leva a sigla SETI, do inglês Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou Busca de Inteligência Extra-Terrestre. Até hoje não houve nenhuma detecção, mas esta busca se baseia em emissões moduladas de rádio, que produzimos aqui na Terra somente nos ultimos 60 anos. Hoje em dias, as tramissões de dados por ondas eletromagnéticas estão sendo superadas por transporte de informação por fibras óticas, que não são perceptíveis a distâncias interestelares. OVNIs

Devido às grandes distâncias interestelares, e à limitação da velocidade a velocidades menores que a velocidade da luz pela relatividade de Einstein, não é possível viajar até outras estrelas e seus possíveis planetas. O ônibus espacial da NASA viaja a aproximadamente 28 000 km/h e, portanto, levaria 168 000 anos para chegar à estrela mais próxima, que está a 4,4 anos-luz da Terra. A espaçonave mais veloz que a espécie humana já construiu até agora (Voyager da NASA) levaria 80 mil anos para chegar à estrela mais próxima. Quatro espaçonaves da Terra, duas Pioneers e duas Voyagers, depois de completarem sua exploração do sistema planetário, estão deixando este sistema planetário. Entretanto, elas levarão milhões de anos para atingir os confins do Sistema Solar, onde situa-se a Nuvem de Oort. Estas quatro naves levam placas pictoriais e mensagens de audio e vídeo sobre a Terra, mas em sua velocidade atual levarão milhões de anos para chegarem perto de qualquer estrela Acredito sim que existam vidas fora do Planeta Terra. Porém dúvido da existência de vidas inteligentes a exemplo da encontrada no nosso planeta. Sou adepto da À equação de Drake.  Para justificar essa afirmativa. Aqui na me respostarei a A equação de Drake. Mais faço isso no meu Site de Ead.

via-lactea-nasa-20090828092434Estudo de imagens do espaço revela que a Via Láctea não é exatamente como se imaginava. Analisando imagens infravermelhas do telescópio espacial Spitzer desde o ano passado, a NASA descobriu que a estrutura espiral central da nossa galáxia não possui quatro grandes braços centrais, como antes se pensava. Na ilustração feita para retratar a descoberta, um artista mostra que, na verdade, ela possui uma espiral formada por apenas dois braços mais densos e dois outros menores, que espiralam entre seus companheiros mais brilhantes.  Os braços maiores (Scutum-Centaurus e Perseus) são bem mais densos, repletos tanto de estrelas jovens como velhas. Os dois menores (Norma e Sagittarius) são menos nítidos e, basicamente, possuem gás e bolsões de estrelas que ainda estão se formando.

300px-Spitzer_space_telescopeO telescópio espacial Spitzer foi inicialmente denominado de SIRTF, que significa Space Infrared Telescope Facility. Lançado ao espaço por um Foguete Delta II da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Estado da Flórida em 25 de agosto de 2003. Trata-se de um telescópio norte-americano lançado pela NASA e gerenciado pelo Jet Propulsion Laboratory - JPL. Com uma missão inicial de 2,5 anos, o Spitzer deve obter imagens e espectros obtidos pela detecção de radiação infravermelha ou de calor, que os objetos do espaço irradiam no comprimento de ondas entre 3 a 180 micrômetros. 1 micrômetro corresponde a 1 milionésimo de metro. Concepção artística do telescópio SpitzerComo a maioria das radiações infravermelha é bloqueada pela atmosfera da Terra ela não podem ser observadas de sua superfície.  O telescópio consiste em uma estrutura tubular de 85 cm de diâmetro, que é resfriado criogenicamente. Spitzer é o maior telescópio infravermelho lançado no espaço. É um instrumento muito sensível, que permite observar regiões do Universo antes não observadas pelos telescópios terrestres. Muitas áreas do espaço estão cheias de nuvens de gás e de poeira que bloqueiam a luz visível. A radiação infravermelha consegue passar por estas nuvens e permite observar estrelas em formação, o centro das galáxias e a formação de novos sistemas solares. A luz infravermelha transporta informações sobre os objetos mais frios do espaço, tal como uma pequena estrela que produz pouca luz visível, planetas extra-solares e grandes nuvens moleculares. Muitas moléculas estão dispersas no espaço, incluindo as orgânicas, podem ser detectadas pelo telescópio. Como o infravermelho é basicamente uma radiação de calor, o telescópio deve ser esfriado próximo ao zero absoluto, ou seja a -273º Celsius, para poder observar sinais do espaço sem sofrer a interferência do calor do próprio telescópio. Também ele deverá ser protegido do Sol e das radiações infravermelhas provenientes da Terra. Para fazer tudo isso o telescópio Spitzer leva um escudo solar e foi lançado em uma órbita distante da Terra. Assim o telescópio pode se esfriar rapidamente sem ter que transporta uma grande quantidade de criogênio, reduzindo o custo da missão. O Spitzer faz parte do programa da NASA denominado de Programa Astronômico de Pesquisa das Origens' - Astronomical Search for Origins Program. Ele foi criado para obter informações do espaço a fim de entender as origens do universo, como as estrela e galáxias se formaram. O telescópio Spitzer é a última missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais- Great Observatories Program, consistindo numa família de Quarto Observatórios Orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho. As outras missões relacionados a este programa são:

 

 

Hubble - Telescópio Espacial Hubbe;

Chandra - Observatório de Raio-X;

Compton - Observatório de Raios Gama.

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