Unidade II -
Tema 4 - Vitaminas
1. Diferencie
as vitaminas hidrossolúveis das lipossolúveis.
RESUMO:
As vitaminas do complexo B (Hidrossolúveis) são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade. Ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.
As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O organismo somente usa o necessário, eliminando o excesso. Vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em água. Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios, além de bílis e suco pancreático.
As vitaminas hidrossolúveis são vitaminas solúveis em água. São absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O organismo somente usa o necessário, eliminando o excesso. Elas não se acumulam no corpo, ou seja, não permanece no nosso organismo por muito tempo, sendo assim, excretada pelo organismo através da urina. As vitaminas hidrossolúveis são muito sensíveis ao cozimento e se perdem facilmente na água em que as verduras e legumes são cozidos. Por isso longos cozimentos devem ser evitados. As vitaminas hidrossolúveis são:
Vitaminas do complexo B:
Vitamina B1;
Vitamina B2;
Vitamina B6;
Ácido pantotênico;
Niacina;
Biotina;
Ácido fólico (folato);
Vitamina B12;
Vitamina C.
Vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em água. Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios, além de bílis e suco pancreático. Após a absorção no intestino, elas são transportadas através do sistema linfático até aos tecidos onde serão armazenadas. As vitaminas lipossolúveis são as vitamina A, a vitamina D, a vitamina E e a vitamina K. As vitaminas A e D são armazenadas principalmente no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em menor escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K.
|
A (Retinol, Betacaroteno, Tretinoína, Alfacaroteno) - D (Ergocalciferol, Colecalciferol, Didrotaquisterol, Calcitriol, Calcidiol) - E (Tocoferol, Tocotrienol) - K (Naftoquinona, Filoquinona/K1, Menatetrenona/K2) |
|
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HIDROSSOLÚVEIS: VITAMINAS B |
B1 (Tiamina, Sulbutiamina, Benfotiamina) - B2 (Riboflavina) - B3 (Niacina, Nicotinamida) - B5 (Ácido pantotênico, Dexpantenol, Pantetina) - B6 (Piridoxina, Fosfato de piridoxal) - B7 (Biotina) - B9 (Ácido fólico) - B12 (Cianocobalamina, Hidroxocobalamina, Metilcobalamina, Cobamamida) |
|
HIDROSSOLÚVEIS: OUTRAS |
C (Ácido ascórbico) - Colina |
2. Cite as
vitaminas que, juntas, constituem o chamado Complexo B.
Introdução contextual.
VITAMINA
(do latim “Vita”, vida + elemento composto amina) isso se deve a Casimir Funk,
ao criar o termo, em 1911, descobrindo a primeira vitamina - vitamina B1-
identificou-a como uma amina imprescindível para a vida. Desde as experiências
fundamentais de Lavoisier, no século XVIII, até os estudos de Funk, um período
de hipóteses, de investigações experimentais e observações clínicas imperaram,
por etapas, até chegar-se ao ano de 1920, encerrando-se, assim o que poderia
denominar o primeiro ciclo das investigações vitaminológicas. Entre as décadas de 1920 a 1940 diversos estudos possibilitaram a
identificação das causas de diversas doenças que hoje são reconhecidas como “carências de vitaminas”..
A descoberta de novos fatores vitamínicos tais como a distinção entre as
vitaminas A e D; a natureza nutricional e a vitaminótica da pelagra; a função
nutritiva da riboflavina; as diversas funções da tiamina; a descoberta do ácido
ascórbico; da biotina, da vitamina K; do ácido fólico; o isolamento da vitamina
E; da vitamina B12 e a constatação que, sob a denominação genérica de vitamina
B estavam grupados diversos fatores vitamínicos de estrutura e funções
diferentes que compunham o chamado "complexo B”, se desenvolve novas
perspectivas. Nesse período foram tentadas com sucesso as primeiras sínteses
vitamínicas e sobre maneira enriquecido o patrimônio vitaminológico com o
estabelecimento de sua importância na nutrição, suas fontes alimentares, suas
funções fisiológicas e seu emprego em diversas afecções em que elas se mostram,
em muitos casos, eficazes. Segundo os
Anais do III Congresso Internacional de Vitaminologia, realizado em 1953 em
Milão, na Itália, "as vitaminas são substâncias orgânicas especiais, que
procedem freqüentemente como coenzimas, ativando numerosas enzimas importantes
para o metabolismo dos seres vivos. São reproduzidas nas estruturas celulares
das plantas e por alguns organismos unicelulares. Os metazoários não as
produzem e as obtêm através da alimentação. São indispensáveis ao bom
funcionamento orgânico. Agem em quantidades mínimas e se distinguem das demais
substâncias orgânicas porque não constituem uma fonte de energia nem
desempenham função estrutural". A deficiência de algumas vitaminas no
organismo desencadeia distúrbios que são conhecidos como avitaminoses ou
doenças de carência, como por exemplo, o escorbuto, o beribéri, o raquitismo
etc., algumas são encontradas na natureza sob uma forma inativa, precursora da
vitamina propriamente dita, denominada provitamina. As vitaminas são
classificadas pela sua ação biológica e em termos de suas características
físico-químicas em: Hidrossolúveis: tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina,
ácido pantotênico, ácido fólico, cobalamina, biotina, ácido ascórbico,
inositol, paba, vitaminas P, F, B15. Lipossolúveis: vitamina A, D, E e K.
O complexo B é um conjunto
de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação
no metabolismo
celular.
Antigamente, pensava-se que as vitaminas
do complexo B, como são conhecidas, eram uma só vitamina, chamada de vitamina B. Depois, pesquisas
mostraram que elas eram vitaminas quimicamente distintas que coexistem em
alguns alimentos. Facilita a digestão e
absorção dos carboidratos, das proteínas e da gordura. No estômago,
as vitaminas B estimularão a liberação e controlarão a ação do suco gástrico,
ajudando na absorção e digestão dos nutrientes e,
dessa forma, aumentarão a eficácia de sua dieta. Se você é um
esportista ou praticante de atividades físicas que deseja obter o máximo de
benefícios da sua dieta, a suplementação com complexo B é indicada. Vitamina B1 - A tiamina é
importante para produção de ácido clorídrico e para a formação do sangue. Tem
importante função no metabolismo dos carboidratos. Não há problema se for
ingerida em excesso, pois ela não se acumula no organismo (é eliminada pelas
fezes). A absorção fica prejudicada com o consumo elevado de álcool, que
interfere no transporte da substância. A deficiência de vitamina B1
manifesta-se principalmente em pacientes alcoólatras e é denominada beribéri.
Os sintomas principais das falta da tiamina são fadiga, depressão, anorexia
e instabilidade
emocional. Podem aparecer também sintomas gastrointestinais e insuficiência cardíaca. Vitamina B2 (antes
conhecida por vitamina G) - A riboflavina é fundamental no processo metabólico de
proteínas, carboidratos e gorduras. A riboflavina também está envolvida nos
processos de manutenção da integridade cutânea. Ela é necessária para a
formação de hemácias, produção de anticorpos, respiração celular e para o
crescimento de forma geral. Alivia a fadiga ocular (vista cansada) e é
importante na prevenção e tratamento da catarata. Participa do metabolismo de
carboidratos, gorduras e proteínas. Vitamina
B3 - niacina, incluindo ácido nicotínico e nicotinamidaA
vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável. Vitamina
B3 ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos,
lipídeos e proteínas, e na produção de ácido clorídrico para o sistema
digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação. Vitamina B5 - Ácido pantotênico, conhecido como a vitamina
anti-stress, a vitamina B5 atua
na produção dos hormônios supra-renais e na formação de anticorpos. A
utilização de vitaminas auxilia na conversão de lipídeos, carboidratos e
proteínas em energia. Esta vitamina é necessária para produzir esteróides
vitais e cortisona na glândula supra-renal e é um elemento essencial da
coenzima A. Vitamina B6
- A piridoxina
participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado.
Muitas reações do metabolismo são dependentes da piridoxina. É importante tanto
para a saúde física quanto mental. A vitamina B6 é uma coenzima e interfere no
metabolismo das proteínas, gorduras e triptofano. Atua na produção de hormônios
e é estimulante das funções defensivas das células. Participa no crescimento
dos jovens. Vitamina B7
(antes conhecida como vitamina H) - A biotina ajuda no
crescimento celular, produção de ácidos graxos, metabolismo de carboidratos,
lipídeos e proteínas, e na utilização das vitaminas do complexo B. Quantidades
suficientes são necessárias para a saúde dos cabelos e pele. A biotina pode
evitar a queda de cabelos em alguns homens. Vitamina B9 (antes conhecida como vitamina M ou
vitamina Bc) - O ácido
fólico, considerado um alimento para o cérebro, o ácido fólico é necessário
à produção de energia e formação das hemácias. Vitamina B11 - Amparadora do crescimento. Vitamina B12 - A cobalamina
é necessária na prevenção da anemia. Auxilia na formação e longevidade das
células. Essa vitamina também é necessária à digestão apropriada, absorção dos
alimentos, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos e lipídeos. Além
disto, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove
o crescimento e desenvolvimento normais. É essencial para o funcionamento da
célula, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido
nervoso. É necessária para a formação de DNA e afeta a formação de mielina.
Fontes de Alimentos do Complexo BVitamina B1 (Tiamina).
Carnes vermelhas, fígado, legumes
cereais, leite e ovos;
Vitamina B2 (Riboflavina);
Carnes vermelhas e brancas,
fígado, leite, queijos e ovos;
Vitamina B3 (Niacina);
Carnes vermelhas e brancas,
fígado, ovos e germe de trigo;
Vitamina B5 (Ácido Pantotênico);
Carnes vermelhas, fígado, rins,
germe de trigo, brócolis, batata e tomate;
Vitamina B6 (Piridoxina);
Germe de trigo;
Vitamina B7 (Biotina);
Carnes vermelhas, gema de ovo,
cereais;
Vitamina B9 (Ácido Fólico)
Miúdos, vegetais folhosos, legumes,
milho e amendoim.
Vitamina B12 (Cobalamina)
Carnes vermelhas e brancas.
Existem nutrientes que já foram reconhecidos como vitaminas B, mas que
agora apenas formam os intervalos existentes na lista das consideradas
verdadeiras vitaminas B.
Vitamina B4 – adenina;
Vitamina B8 – colina;
Vitamina B10 ou Bx - ácido
para-aminobenzóico;
Vitamina B13 - ácido orótico;
Vitamina B15 - ácido pangâmico;
Vitamina B17 – amigdalina.
3. Escreva os
nomes das vitaminas que desempenham as seguintes funções no organismo:
a) coagulação sangüínea.
“VITAMINA DA
COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA”
FUNÇÃO: O principal papel da vitamina K é na
modificação pós-translacional de vários fatores de coagulação do sangue, onde
serve como coenzima na carboxilação de certos resíduos de ácido glutâmico
presentes nestas proteínas. A vitamina K existe em várias formas, por exemplo,
em plantas como filoiquinona (ou vitamina K1) e na flora bacteriana intestinal
como menaquinona (ou vitamina K2). Para terapia existe um derivado sintético da
vitamina K1 a menadiona. Em animais, como no homem, não exerce atividade
farmacológica, quando sadios, porém, quando estes apresentam sua deficiência, a
filoquinona exerce funções importantes como na biossíntese da protombina no
fígado. A protombina é indispensável na coagulação do sangue. Controla
hemorragias e sangramentos internos. É anti-hemorrágico.
CLASSIFICAÇÃO: Lipossolúveis.
METABOLISMO. A absorção da vitamina K é feita no
intestino de modo idêntico ao das gorduras, necessitando da presença da bile,
sendo que a absorção varia muito, dependendo de seu grau de solubilidade. É
transportada do intestino para o sistema linfático e após algumas horas temos
quantidades apreciáveis de vitamina K que aparecem no fígado, rim, pele,
músculos, coração, apresentando seu máximo de concentração no sangue cerca de
duas horas após a administração oral, e isso é seguido por uma rápida queda do
índice inicial. A vitamina K não se estoca no organismo, se armazenado no
fígado em pequena proporção, ocorrendo síntese bacteriana no intestino do
homem, fornecendo desta forma fonte dessa vitamina. Pouco se conhece do destino
metabólico da vitamina K, tendo sido detectado o “Simon metabólico” da
fitomenadiona na urina, assim como no fígado e nos rins. A considerável
quantidade de vitamina K que a parece nas fezes é primariamente de origem
bacteriana, isso pode ser grandemente reduzido pela administração de drogas que
exerçam efeito bacteriostático no intestino. Estudos recentes mostram que a
vitamina K travessa a barreira placentária.
DEFICIÊNCIA. Uma verdadeira deficiência de vitamina K
é incomum, pois quantidades adequadas geralmente são produzidas pelas bactérias
intestinais ou obtidas na dieta. Se a população no intestino está diminuída,
por exemplo, por antibióticos, a quantidade de vitamina formada endogenamente
está reduzida e pode levar a hipoprotrombinemia no indivíduo levemente
desnutrido. Esta condição pode exigir suplementação com vitamina K para
corrigir a tendência ao sangramento. O aumento no tempo de coagulação no
sangue. Os recém nascidos têm intestinos estéreis e inicialmente não podem
sintetizar vitamina K, o qual é recomendado que todos os neonatos recebam uma
dose única intramuscular de vitamina K como profilaxia contra as doenças
hemorrágicas.
EXCESSO. A administração prolongada de grandes doses
de vitamina K pode produzir anemia hemolítica e icteríciano latente,
hernicterus em crianças devido a efeitos tóxicos sobre a membrana das hemácias.
FONTES. Também é produzido pela flora intestinal
equilibrada. São encontrados em vegetais de folhas verdes, cabeça da cenoura,
arroz integral, ervilha, couve-flor, aveia, tomate, ovo, óleos não-refinados,
morango, algas, alfafa e iogurte. Fígado, leite e nabo.
b) antioxidante e anti -
radicais livres.
C,e E e a BETA-CAROTENO.
Nome
IUPAC - β,β-carotene - Outros nomes - β-Carotene, all-trans- (8CI);
(all-E)-1,1'-(3,7,12,16-Tetramethyl-1,3,5,7,9,11,13,15,17-octadecanonaene-1,18-diyl)bis[2,6,6-trimethylcyclohexene];
BetaVit; Betacarotene; C.I. 40800; C.I. Food Orange 5; Carotaben; Carotene Base
80S; CoroCare; Cyclohexene,
1,1'-(3,7,12,16-tetramethyl-1,3,5,7,9,11,13,15,17-octadecanonaene-1,18-diyl)bis[2,6,6-trimethyl-,
(all-E)-; Food Orange 5; KPMK; Lucaratin; Lucarotin; Lucarotin 10CWD/O;
Lucarotin 30SUN; Lurotin; NSC 62794; Provatene; Provatenol; Rovimix β-carotene;
Serlabo; Solatene; all-E-β-Carotene; all-trans-β-Carotene; β-Carotene
O ácido ascórbico ou vitamina C
(C6H8O6, ascorbato, quando na forma ionizada) é uma molécula usada na
hidroxilação de várias outras em reacções bioquímicas nas células. A sua
principal função é a hidroxilação do colágeno, a proteína fibrilar que dá
resistência aos ossos, dentes tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Além
disso, é um poderoso antioxidante, sendo usado para transformar os radicais
livres de oxigênio em formas inertes. É também usado na síntese de algumas
moléculas que servem como hormônios ou neurotransmissores. Em gêneros
alimentícios é referido pelo número INS 300.
- Nome IUPAC -
3-oxo-L-gulofuranolactona (5R)-5-[(1S)-1,2-diidroxietil]-3,4-diidroxifurano-2(5H)-ona.
Outros nomes Vitamina C
Ácido L-xiloascórbico
Uma parte do oxigênio que
respiramos se transforma em radicais livres, que estão ligados a processos
degenerativos como o câncer e o envelhecimento. Deve ser lembrado os radicais
livres também tem um papel importante atuando no combate a inflamações, matando
bactérias, e controlando o tônus dos "músculos lisos". Os
antioxidantes protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns
antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as
vitaminas C, E e o beta-caroteno - são ingeridos. O ácido ascórbico(Vitamina C) é um sólido cristalino de cor branca,
inodoro, hidrossolúvel e pouco solúvel em solventes orgânicos. O ácido
ascórbico presente em frutas e legumes é destruído por temperaturas altas por
um período prolongado. Também, sofre oxidação irreversível, perdendo a sua
atividade biológica, em alimentos frescos guardados por longos períodos. Aos
valores de pH normalmente encontrados no meio intracelular, o ácido ascórbico
encontra-se predominantemente na sua forma ionizada, o ascorbato. Uma das
actividades mais importantes do ascorbato no organismo humano é na desidratação
de resíduos de prolina no colagénio. O colagénio, uma proteína estrutural
fundamental, necessita ter determinados resíduos de prolina na forma
hidroxiprolina para manter uma estrutura tridimensional correcta. A
hidroxilação é feita pela enzima prolil-4-hidroxilase; o ascorbato não intervém
directamente nesta hidroxilação, pelo que é assumido que é necessário para
reduzir o íon Fe3+ que participa na catálise enzimática (nesta, o íon passa do
estado Fe2+ para Fe3+, sendo necessário o seu restabelecimento para novo ciclo
catalítico). Em plantas, o ascorbato encontra-se em concentrações relativamente
elevadas (
Fontes
alimentares
|
Acerola 1 copo (250 ml) = 3.872 mg |
Mamão (ou papaia) |
Laranja 1 copo (250ml) = 124 mg |
|
Limão (fresco) 100 ml = 46 mg |
||
|
Morangos |
||
|
Cantalupo 100 gramas= 26 mg |
Toranja (pomelo) |
Pimentão
(vermelho ou verde) |
|
Camu-camu |
|
|
Alimentos com maior poder antioxidante.
Pesquisadores da U. S. Department of Agriculture nutrition center na Tufts University, em Boston, estão testando quais alimentos tem maior poder antioxidante. Para isto, Dr. Ronald Prior e seus colegas, mediram a capacidade de absorção de radicais livres dos alimentos. O problema é que os testes foram feitos com os alimentos comprimidos em tubos. Eles ainda não descobriram como testar o poder antioxidante no corpo humano. Os pesquisadores descobriram que os vegetais e frutas com maior poder antioxidante são os listados na tabela abaixo:
|
|
Poder Antioxidante |
|
|
Pos. |
Vegetais |
Frutas |
|
1 |
Repolho |
Morango |
|
2 |
Beterraba |
Ameixa |
|
3 |
Pimenta vermelha |
Laranja |
|
4 |
Brócolis |
Uva |
|
5 |
Espinafre |
Maçã |
|
6 |
Batata |
Tomate |
|
7 |
Milho |
Banana |
|
8 |
. |
Pêra |
|
9 |
. |
Melão |
ALIMENTOS
QUE CONTÊM VITAMINA.
|
|
Exercícios físicos produzem radicais livres?
Dr. Kenneth Cooper, em seu livro "Revolução
Antioxidante" (Editora Record, 1994), descreve duas maneiras pelas quais
os radicais livres são produzidos durante exercícios físicos. A primeira está
ligada aos exercícios exaustivos nos quais há um aumento de
Então atletas sofrem mais a ação dos radicais livres?
Não necessariamente! É verdade que pesquisas detectaram que
seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas
Edmund Burke, Ph.D., salienta, em sua coluna para o site da Endurox, alguns
pontos importantes a se considerar nestas pesquisas.
Primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas
temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante,
geralmente despercebido, é que em pessoas bem treinadas o aumento da ação dos
radicais livres devido ao exercício é bem menor. Isto se deve ao fato de que
atividade física regular aumenta os níveis de enzimas que destroem os radicais
livres. Uma demonstração disto é o
estudo realizado pela Universidade de Tubingen na Alemanha. Homens treinados e
não treinados realizaram um teste de intensidade progressiva em esteira
ergometrica até a exaustão. O dano ao DNA nas células brancas no sangue foi
significativamente menor nos homens treinados. Deve-se lembrar que os treinados
correram por mais tempo e por isso consumiram mais oxigênio (International Journal
of Sport Medicine, 1996, 17 : 397-403).
Os exercícios de baixo-moderada intensidade combatem os
radicais livres?
Sim. Segundo o Dr. Kenneth Cooper os exercícios entre 65-80%
da sua freqüência cardíaca máxima tem importância fundamental no combate aos
radicais livres. Sem eles as defesas internas de seu organismo contra os
radicais livres ficam fragilizadas.
Quantidade de vitaminas que devemos ingerir para combater os
radicais livres.
A maior parte dos médicos e nutricionistas segue as
recomendações de quantidades diárias de vitaminas (RDA) do departamento de
agricultura do governo americano (U. S. Department of Agriculture). Entretanto
as superdoses de algumas vitaminas têm o aval de pesquisadores de renome como o
cientista americano Linus Pauling, Prêmio Nobel de Química em 1954 (e da Paz
oito anos mais tarde). Pauling se auto prescreveu
OBSERVAÇÃO:
Tomar um comprimido de vitamina C por dia não protege a maioria das pessoas de resfriados comuns, de acordo com um estudo feito por cientistas na Austrália e na Finlândia. Uma análise de 30 pesquisas, envolvendo um total de 11.350 pessoas, também concluiu que doses de pelo menos 200 miligramas por dia não tiveram grande eficácia em reduzir a duração ou gravidade de resfriados. Mas pessoas expostas a períodos de grande estresse, como corredores de maratona, podem reduzir o seu risco de pegar resfriados em 50% se tomarem vitamina C diariamente. O estudo foi publicado na última edição da revista científica Cochrane Library. Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana e da Universidade de Helsinki concluíram que, para a maioria das pessoas, os benefícios de tomar vitamina C diariamente são tão poucos que não valem o esforço ou o gasto. Embora eles tenham descoberto que a vitamina C pode reduzir a duração de resfriados em até 8% em adultos e 13,6% em crianças, como a maioria das pessoas só tem dois ou três resfriados anualmente, este benefício é muito pequeno. Harri Hemilä, que participou do estudo, disse: "Não faz sentido tomar vitamina C 365 dias por ano para diminuir a chance de pegar um resfriado." Mas os cientistas dizem que isso pode se justificar no caso de pessoas expostas a frio em excesso ou estresse físico, onde doses de vitamina C reduziram pela metade o risco de se pegar resfriado. Além disso, afirmam que há evidências sugestivas de um estudo de que doses muito grandes de vitamina C tomadas no começo de um resfriado podem ter um efeito positivo. Mas mais pesquisas serão necessárias para avaliar esta possibilidade. Em 1970, o químico Linus Pauling, que recebeu o prêmio Nobel, encorajou as pessoas a tomarem mil miligramas de vitamina C diariamente para afastar a possibilidade de resfriados. Mas desde então os efeitos da vitamina em resfriados causam polêmica.
Infecção.
A atual dose diária recomendada de vitamina C é de apenas 60 miligramas, e Catherine Collins, uma nutricionista da Associação Dietética Britânica, disse que a dose ideal é de 200 miligramas por dia. Mas ela disse que a maioria das pessoas pode facilmente obter essa quantidade da vitamina dos alimentos, comendo cinco porções de frutas e verduras todos os dias. Além disso, vitamina C em excesso não é absorvida e, portanto, é eliminada pelo organismo. Embora os glóbulos brancos do organismo, que combatem infecções, utilizem vitamina C, Collins disse que há poucas evidências que sugerem que ela possa ajudar a impedir resfriados. "Parece biologicamente plausível, porque a vitamina C ajuda a melhorar o sistema imunológico, mas ela só parece funcionar em pessoas com deficiência (da vitamina C), o que é muito raro", afirmou. Mas ela acrescentou que o estudo é útil para um melhor conhecimento da vitamina C.
c) facilitar a absorção de
cálcio e fósforo na formação óssea.
CALCIFEROL. A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que
promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o
desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente
descoberto, no sistema imunológico, no coração, no cérebro e na secreção de
insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do
colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes
dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as
concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da
absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o
metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos. O nome da vitamina foi
criada pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em
latim vita (vida) e no sufixo -amina. Foi usado inicialmente para descrever
estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que
todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se. A vitamina D
também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por
favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes. Além
da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos
ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções
metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A
deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e
causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.
d) Proteção dos tecidos
epiteliais e visão.
Retinol. Aaxeroftol.
Nome IUPAC - (2E,4E,6E,8E)-3,7-Dimethyl- 9-(2,6,6-trimethylcyclohex-1-enyl)nona- 2,4,6,8-tetraen-1-ol.
Principais fontes na natureza - A vitamina A, uma vitamina lipossolúvel, ocorre sob duas formas principais na natureza – o retinol, o qual se encontra apenas em fontes animais e certos carotenóides (provitaminas), as quais se encontram apenas em fontes vegetais. Os carotenóides são os compostos que dão a vários frutos e vegetais a sua cor amarela ou laranja. O carotenóide mais abundante e mais conhecido é o beta-caroteno. O beta-caroteno é um precursor da vitamina A ou “provitamina A”, porque a sua atividade como vitamina A ocorre apenas após a sua conversão para retinol no interior do corpo. Uma molécula de beta-caroteno pode ser clivada por uma enzima intestinal específica em duas moléculas de vitamina A. Os alimentos ricos em beta-caroteno incluem as cenouras, os vegetais de folhas verde-escuras, e amarelas (p.e. espinafres e bróculos), abóboras, alperces e melões. A vitamina A pré-formada ou retinol, pode ser encontrada no fígado, gema de
FRUTA NÃO CONHECIDA COM POPULARIDADE NO BRASIL..
Os alperces são frutos pequenos, de cor laranja dourada, com pele e tegumento aveludados: não muito sumarento, mas marcadamente suave e doce. O seu sabor é quase almiscarado, com uma leve acidez que é mais pronunciada quando o fruto está seco. Há quem ache que o sabor se encontra algures entre o do pêssego e o da ameixa, frutos dos quais são próximos. Os alperces são cheios de beta-caroteno e fibra, dão-nos os primeiros sinais da chegada do Verão e são abundantes em vários nutrientes, em particular em vitamina C e vitamina A.
|
35 GRS / 16.80
CALORIAS |
|
NUTRIENTES |
QUANT. |
DDR (%) |
DENSIDADE DO NUTRIENTE |
CLASS. |
|
VITAMINA A |
914.20 IU |
18.3 |
19.6 |
EXCELENTE |
|
VITAMINA C |
3.50 MG |
5.8 |
6.3 |
MUITO BOM |
|
FIBRAS |
|
3.4 |
3.6 |
BOM |
|
TRIPTOFANOS |
|
3.1 |
3.3 |
BOM |
|
POTÁSSIO |
103.60 MG |
3.0 |
3.2 |
BOM |
Benefícios para a Saúde:
|
|
● Dietas de Emagrecimento
● Doenças dos Olhos
● Anemia Ferropénica
● Lesões da Pele e Mucosas
● Afecções Nervosas (astenia; depressão; inapetência, etc.)
● Afecções Digestivas.
Estabilidade.
A vitamina A é sensível à oxidação pelo ar. A perda de atividade é acelerada pelo calor e pela exposição à luz. A oxidação das gorduras e dos óleos (p.ex. manteiga, margarina, óleos de cozinha) pode destruir as vitaminas lipossolúveis, incluindo a vitamina A. A presença de antioxidantes, tais como a vitamina E contribui para a proteção da vitamina A. O beta-caroteno é uma das vitaminas mais estáveis em vegetais. Têm sido documentadas perdas pela cozedura de 25%, mas apenas após fervura por um período comparativamente longo.
Principais Iterações.
O estado da vitamina A pode ser influenciado por vários fatores, incluindo os seguintes: Doenças e infecções, especialmente o sarampo, comprometem o estado da vitamina A e, reciprocamente, um estado de pobreza em vitamina A diminui a resistência às doenças. A ingestão crônica e em excesso de álcool pode comprometer o armazenamento da vitamina A no fígado. Uma deficiência aguda de proteínas interfere com o metabolismo da vitamina A e, ao mesmo tempo, baixas quantidades de gordura na dieta interferem com a absorção tanto de vitamina A como de carotenóides. As alterações no metabolismo do ferro ocorrem associadas à deficiência em vitamina A, resultando, por vezes, em anemia. A vitamina E protege a vitamina A da oxidação; deste modo um estado adequado de vitamina E protege o estado da vitamina A.
Funções.
A vitamina A é essencial para a visão, para um crescimento adequado e para a diferenciação dos tecidos.
Visão.
Os bastonetes, as células visuais receptoras de luz na retina do olho permitem-nos distinguir entre a luz e a escuridão. Estas células contêm um pigmento sensível à luz chamado púrpura visual (rodopsina), o qual é um complexo da proteína opsina e da vitamina A. Quando um bastonete é exposto à luz, a púrpura visual desintegra-se, libertando cargas elétricas para o cérebro. Estes estímulos são depois traduzidos numa imagem compostos a qual nós “vemos”. Ao mesmo tempo, é formada nova rodopsina nas células visuais a partir da opsina e da vitamina A.
Crescimento.
A vitamina A tem um papel importante no crescimento normal e no desenvolvimento, bem distinto do seu papel na manutenção da visão. Um dos primeiros sinais de deficiência de vitamina A nos animais é a perda de apetite, acompanhado por um retardamento do crescimento.
Dose Diária Recomendada (DDR).
Os seres humanos baseiam-se na dieta alimentar para cobrir as suas necessidades de vitamina A. A Dose Diária Recomendada para os adultos nos EUA é 1000 RE (5000 IU) para os homens e 800 RE (4000 IU) para as mulheres. Durante a gravidez e a amamentação, são recomendadas 200 RE e 400 RE adicionais por dia, respectivamente. Os bebês e crianças, devido ao seu menor tamanho corporal, têm uma DDR inferior à dos adultos.
Deficiência.
Um dos sintomas iniciais de deficiência em vitamina A é a cegueira noturna, ou uma capacidade diminuída para ver na penumbra. A deficiência grave produz cegueira parcial ou total, uma doença chamada xeroftalmia. O surgimento de lesões na pele (hiperqueratose folicular) tem também sido utilizado como um indicador inicial de um estado inadequado de vitamina A. A deficiência em vitamina A é de longe a mais generalizada e a mais grave nas crianças, especialmente nos países pobres. É a principal causa de cegueira na infância e, combinada com outros fatores, tais como uma mal nutrição protéico calórica e a crescente ocorrência de infecções, é associada a elevadas taxas de mortalidade infantil. Nas crianças com xeroftalmia são comuns os problemas associados, tais como crescimento subdesenvolvido, doenças respiratórias, doenças parasitárias e infecciosas. As doenças podem elas próprias induzir a deficiência de vitamina A, mais especificamente as doenças hepáticas e gastrointestinais, as quais interferem com a absorção e utilização da vitamina A. Acredita-se atualmente que um estado de carência da vitamina A pode estar também associado ao desenvolvimento do cancro, embora não sejam ainda conhecidos os mecanismos exatos.
Utilização Terapêutica.
São distribuídas doses terapêuticas de vitamina A em zonas mundiais específicas, de modo a prevenir a xeroftalmia e tratar aqueles nos quais já tenham surgido os estágios iniciais de cegueira. Dado que a vitamina A pode ser armazenada no fígado, é possível construir uma reserva nas crianças através da administração de doses de elevada potência. A dose terapêutica standard utilizada atualmente para as crianças é de 200.000 IU administradas oralmente em líquido ou em cápsulas, duas a três vezes por ano. A cápsula contém também 40 IU de vitamina E, para facilitar à absorção de vitamina A. A administração de 400.000 IU de vitamina A a crianças com complicações decorrentes do sarampo, mas sem sinais claros de deficiência em vitamina A, diminuiu a mortalidade em cerca de 50% e reduziu significativamente a morbidade. O intervalo de idades da população alvo para os programas de intervenção de vitamina A é normalmente entre o nascimento e os sete anos de idade. A xeroftalmia é habitualmente uma doença infantil de crianças entre os seis meses e os três anos. Em programas de distribuição periódica regulares, é dada uma seqüência de meia dose de 100.000 IU a crianças entre os seis meses e um ano de idade. Descobriu-se que uma única dose de 200.000 IU dada às mães imediatamente após o parto aumenta o conteúdo de vitamina A no leite materno. Quando consideramos a terapia de vitamina A em mulheres a amamentar, é necessária precaução dado que pode ser colocada em risco uma gravidez coexistente. Durante a gravidez não deve ser excedida uma dose diária de 10.000 IU de vitamina A.
Segurança.
Dado que a vitamina A (enquanto retinol) é armazenada no fígado, quantidades elevada tomadas durante um longo período de tempo podem eventualmente exceder a capacidade de armazenamento do fígado, passar para o sangue e provocar efeitos adversos. Existe assim uma preocupação relativa à segurança de ingestão de elevadas de doses de vitamina A pré-formada (retinol), especialmente em bebês, crianças e em mulheres em idade fértil. A experiência de campo no que se refere aos programas de intervenção em nutrição em países onde a deficiência de vitamina A é prevalente, indica que doses únicas orais de 200.000 IU em crianças e 400.000 – 500.000 IU em adultos são seguras. No entanto, deve ser recordado que estas são doses profiláticas, dadas em níveis bastante elevados de modo a preencher reservas físicas devem ser diminuídas durante pelo menos a cada seis meses. Em pessoas bem nutridas, a toxicidade da vitamina A pode ocorrer de forma aguda no seguimento de doses muito elevadas (superiores a 500.000 IU) tomado durante um período de alguns dias, ou como estado crônico no seguimento de doses elevadas (50.000 IU) tomadas durante um longo período de tempo. Geralmente tomas de até 10 vezes a DDR são consideradas seguras. Os níveis atuais de vitamina A em alimentos fortificados são baseados nos níveis da DDR, assegurando que não existe possibilidade razoável de sobre ou super dosagem de vitamina A na população. Na esmagadora maioria dos casos, os sinais e os sintomas de toxicidade são reversíveis após a cessação da ingestão de vitamina A. O beta-caroteno é considerado uma forma segura de vitamina A, dado que é convertida pelo corpo apenas à medida que é necessária. O beta-caroteno apresenta uma absorção pobre a partir do trato gastrointestinal e a sua conversão em retinol torna-se progressivamente menos eficiente à medida que o estado da vitamina A melhora. Ingestões elevadas (superiores a 30mg/dia) de beta-caroteno podem, no entanto resultar numa coloração amarelo-alaranjada da pele (hipercarotenemia), a qual é reversível após a cessação da ingestão do beta-caroteno.
Suplementos.
A vitamina A está disponível em cápsulas de gelatina mole, comprimidos mastigáveis ou efervescentes ou em ampolas. Está também incluída na maioria dos multivitamínicos.
História.
Embora se saiba, desde os
tempos do antigo Egito que certos alimentos curavam a cegueira noturna, a
vitamina A em si mesma só foi identificada em
1831 Wackenroder isola
o corante amarelo-laranja das cenouras e dá-lhe o nome de “caroteno”.
1876 Snell consegue demonstrar que a cegueira nocturna e a
xeroftalmia podem ser curadas dando ao paciente óleo de fígado de bacalhau.
1880 W. N. Lunin descobre que para além de necessitar de
hidratos de carbono, gorduras e proteínas, os animais sob experiência apenas
podem sobreviver se lhes forem dadas pequenas de quantidades de leite em pó.
1887 Arnaud descreve a presença generalizada de carotenos nas
plantas.
1909 W. Stepp consegue extrair a substância lipossolúvel
vital a partir do leite.
1915 McCollum diferencia entre “lipossolúvel A” e
“hidrossolúvel B”.
1929 A atividade do
beta-caroteno como vitamina A é demonstrada em experiências com animais.
1931 Paul Karrer isola
retinol praticamente puro do óleo de fígado de uma espécie de sarda. Paul
Karrer e R. Kuhn isolam carotenos activos.
1946 Isler inicia a primeira síntese industrial em larga
escala da vitamina A.
1984 Alfred Sommer demonstra na Indonésia que a deficiência
em vitamina A é a maior causa de mortalidade infantil.
Alimentos ricos em Vitamina A.
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Fígado.
·
Manteiga.
·
Leite.
·
Gema de ovos.
·
Sardinha.
·
Queijos gordurosos.
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Abacate.
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Acelga.
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Caju.
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Pêssego.
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Mamão.
·
Escarola.
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Melão.
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Cenoura.
·
Brócolis.
·
Batata-doce.
·
Couve.
·
Espinafre.
·
Abóbora.
·
Manga.
Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são lipossolúveis, portanto a absorção
de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com
gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as
paredes das células se rompam e liberem cor também aumentam a absorção.
4. Identifique as vitaminas
cuja deficiência causa as seguintes doenças:
a) queda de imunidade,
fraqueza capilar e sangramento gengival.
IMUNIDADE.
Uma alimentação saudável e balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias do organismo contra vários tipos de doenças. A nutrição como ferramenta para modular um estado ideal de imunidade tem se tornado um fato real não apenas em estados patológicos de imunodepressores, como também para a manutenção de estados saudáveis em pessoas sem comprometimento do seu sistema imune. Convém enfatizar que a relação nutrição-imunidade é extremamente dinâmica: tanto uma "overdose" de nutrientes quanto as deficiências podem levar a conseqüências negativas. Esta dinâmica também se observa na direcionalidade da relação, pois estados infecciosos decorrentes de uma deficiência da imunidade podem ocasionar má nutrição. A nutrição é muito importante no processo da resposta imune e infecção. Quando um organismo está com seu estado nutricional deficiente, acaba ficando mais suscetível a adquirir infecções e a resposta imunológica acaba comprometida. A falta de alguns nutrientes como as vitaminas A,E e C, ferro, zinco entre outros, comprometem as reações que fazem parte da resposta imune. Para catalisar e potencializar o sistema imunológico é preciso controlar o consumo de gorduras, açúcares, alimentos processados e refrigerantes, que prejudicam o bom funcionamento do sistema imunológico. E ingerir freqüentemente alimentos variados (grãos, hortaliças frescas, frutas, nozes, sementes) para conseguir ingerir vitaminas, minerais e enzimas diferentes.
Veja com alguns alimentos que agem diretamente no sistema imunológico.
Vitamina C: aumenta a produção das células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Vitamina E: Parte do sistema de defesa do corpo interage com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante e retardando o envelhecimento. Vitamina A: Tem ação antiinflamatória. Vitamina B6: Excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. Tem ação protetora contra o câncer, ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré-menstrual. Selênio (Se): Antioxidante, imunoestimulante, desintoxicante e antiinflamatório. Zinco (Zn): Atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. O processo infeccioso pode levar à desnutrição ou deficiência de macro ou micronutrientes, pois a infecção tem alguns efeitos sobre o metabolismo, tais como: Algumas infecções intestinais podem diminuir a absorção e a biodisponibilidade de nutrientes. A febre aumenta a necessidade calórica do organismo (para cada grau, 7% do valor calórico diário). Infecções crônicas consomem as reservas energéticas que estão no fígado e tecido adiposo. A maioria das infecções altera o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, o balanço eletrolítico e os níveis de micronutrientes. As alterações hormonais (principalmente corticosteróides) interferem no metabolismo de nutrientes. Alguns alimentos são importantíssimos para aumentar a imunidade do organismo, como o iogurte. Estudos científicos mostraram que os lactobacilos presentes no iogurte recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico. A noz moscada e a páprica têm ação antiinflamatória. E o suco de agrião com laranja é rico em zinco, ferro e vitamina C. O cogumelo shitake tem uma substância chamada lentinan que tende a estimular a produção das células de defesa do organismo. O alho (preferencialmente assado) ajuda a prevenir o câncer e as doenças cardíacas. E o gengibre fortalece o sistema de defesa do organismo. O ideal é consumi-lo antes das refeições para ajudar no processo digestivo. Só não é recomendando para gestantes por causar contrações uterinas. E a banana é uma campeã na promoção da saúde. Por conter muito ferro, ela estimula a produção de hemoglobulina no sangue e é de grande auxílio em casos de anemia. Usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago. Ela é indicada para pessoas que estão deixando o cigarro, por conter elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de potássio e magnésio, ajudando o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina. De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND (The National Association for Mental Health), no Reino Unido, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em banana. Ela contém Triptofano, um tipo de proteína que o organismo converte em serotonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar. Os brócolis ajudam na prevenção de câncer em geral e aumento da imunidade em todas as idades e a soja na regulação hormonal, diminuindo casos de câncer, aumento da imunidade, além de auxiliar no tratamento de colesterol e triglicérides altos. Assim, podemos concluir que uma alimentação balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias contra as mais variadas doenças, promovendo benefícios à saúde e à qualidade de vida.
FRAQUEZA CAPILAR.
Isso é possível porque a pele que recobre a cabeça é diferente da do resto do corpo: além de fina e repleta de folículos pilosos, ela não tem uma camada protetora de gordura, colágeno e elastina. "Como é uma área bastante vascularizada, tudo o que for aplicado ali entra na circulação sangüínea e chega à raiz do cabelo, alimentando-o", explica a engenheira química e cosmetóloga Sônia Corazza, de São Paulo. "Os cosméticos modernos têm múltiplas funções: ajudam na regeneração do fio, aumentam a retenção de água, melhoram a irrigação sangüínea e a oxigenação celular no couro cabeludo." Bons produtos são os que contêm vitaminas, sais minerais e fitoativos necessários.
Quando o cabelo cai... Qual o papel da cabeleira?" Se imaginarmos o corpo como uma máquina inteligente, o cabelo não tem função, já que não faz parte de nenhum processo fisiológico. Assim, toda vez que o organismo precisar de um nutriente e este estiver em falta, ou em pequena quantidade, os fios vão sofrer as conseqüências", explica Valcinir Bedin, especialista em Nutrologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo (SBEC). Recentemente, os cientistas fizeram duas descobertas sobre a queda. A primeira é que o ferro é muito importante no crescimento do cabelo e que as mulheres precisam ter uma reserva maior do que os homens para que esse mineral vá parar nos fios. "A mulher pode ter um nível de ferro adequado para evitar a anemia, mas insuficiente para alimentar a raiz do cabelo. Daí a queda ou a interrupção do crescimento", explica o dermatologista. Por isso, é importante que o médico faça uma avaliação e solicite exames detalhados antes de determinar a causa e o melhor tratamento. Outro dado importante é em relação ao ácido fólico e aos folatos, utilizados com freqüência no tratamento da queda. Descobriu-se que, em doses maiores do que as necessárias, esses elementos impedem que outros nutrientes entrem na raiz do cabelo, obstruindo o seu crescimento em vez de estimulá-lo. Portanto, exagerar nos suplementos está fora de questão. Ácido Fólico (folatos): É essencial para deixar o organismo mais resistente à doenças (age como um fortificante natural) e ainda atua como um potencializado do alto astral. Onde encontrar: abóbora, amendoim, farelo de trigo, feijão preto, fígado, grão de bico, lentilha, nozes, ovos, suco de laranja, banana, pepino, repolho verde cozido, espinafre, agrião, brócolis, escarola crua, couve refogada e outras folhas verdes em geral. Ferro: Importante na produção de glóbulos vermelhos, responsáveis pela circulação de oxigênio no sangue. Sua falta causa desânimo, queda de cabelo e fraqueza, de acordo com um alerta feito no último Congresso Brasileiro de Nutrição. Onde encontrar: amêndoa, canela, carnes vermelhas em geral, castanha de caju, feijão preto, fígado, ovos, rúcula, soja.
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Vitamina
A e carotenóides. Interrompem a degeneração das
células capilares causada pela oxidação; controlam a produção sebácea,
reduzindo a oleosidade excessiva do couro cabeludo; melhoram a elasticidade
do fio e regulam a multiplicação celular.
Onde encontrar: fígado, ovos, leites integrais e derivados, manteiga,
algas, frutas e vegetais amarelos, laranjas e verde-escuros, como
batata-doce, espinafre, brócolis, abóbora, pêssego, damasco, manga, melão,
papaia, cenoura, couve, salsa, cebolinha e espinafre. Pró-vitamina
B5 (pantenol ou ácido pantotênico). Quando aplicada topicamente,
penetra rapidamente na raiz e no corpo do cabelo. Através da técnica de
microscopia eletrônica, mediu-se o seu efeito e verificou-se que encorpa o
fio em até 10% do seu diâmetro normal. O tratamento com pantenol também reduz
a queda de cabelo e acelera o seu crescimento. Onde encontrar: miúdos, gema
de ovo, levedo de cerveja, leguminosas, salmão, grãos integrais, germe de
trigo. Vitamina
E. Ações antirradicais livres previnem
danos celulares decorrentes da UV e do envelhecimento; melhora a micro
circulação do couro cabeludo; protege de gorduras oxidáveis. Onde encontrar:
óleos vegetais prensados a frio (azeite, por exemplo), ovos, germe de trigo,
miúdos, vegetais folhosos, abacate, manteiga. Vitamina
F (ácidos
graxos essenciais). A sua carência causa a
desorganização no processo de queratinização do couro cabeludo, propiciando o
aparecimento da caspa e deixando o fio mais fino e frágil. Vitamina
H (biotina). Vitamina hidrossolúvel faz parte da família do complexo B. É um nutriente essencial para o crescimento das células, sua carência altera o ciclo capilar, aumentando o tempo de queda. Onde encontrar: gema de ovo, fígado, arroz integral, levedo de cerveja, leguminosas, sardinhas, grãos integrais. Fotoativos. Ricos em ácido oléico, linoléico e fonte protéica. Emolientes, restauram a emulsão protetora do fio, garantindo sua penteabilidade e a homogeneidade. |
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Fitoativos.
Ricos em
ácido oléico, linoléico e fonte protéica. Emolientes, restauram a emulsão
protetora do fio, garantindo sua penteabilidade e a homogeneidade. |
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Minerais .Sódio Magnésio. Gera energia na célula e é vital
para a renovação celular. |
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Enxofre. Mineral essencial para a formação de queratina, a proteína que estrutura e encorpa o cabelo. Onde encontrar: pimentão vermelho, alho, cebola, ovos, peixe, carne, repolho, couve de Bruxelas raiz forte. |
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SANGRAMENTO GENGIVAL.
A gengiva saudável não sangra espontaneamente e nem durante a escovação ou alimentação. Quando a higiene bucal não é realizada de forma adequada há acúmulo de placa bacteriana na superfície dentária que pode resultar no aparecimento das doenças periodontais conhecidas como gengivite e periodontite. É importante salientar também que a infecção presente na cavidade bucal é considerada fator de risco para várias alterações sistêmicas. Entre elas doenças cardiovasculares, diabetes, doenças pulmonares além de risco de parto prematuro visto que a infecção bucal pode migrar para outras partes do organismo através da porção da gengiva que se encontra em contato com o dente que é chamado de bolsa periodontal. Desse modo, devemos sempre lembrar que a boca é a porta de entrada do nosso organismo e a prevenção e o correto tratamento da doença periodontal são fundamentais não apenas para adequada saúde bucal, mas também para um corpo todo saudável! A vitamina K é o nome genérico para diversas substâncias necessárias à coagulação normal do sangue. A principal forma é a vitamina K1 (filoiquinona ou fitomenadiona), encontrada em plantas, principalmente em folhagens verdes. A vitamina K2 (menaquinona) é formada como resultado da ação bacteriana no trato intestinal. A vitamina K3 (menadiona), composto lipossolúvel sintético, é cerca de duas vezes mais potente biologicamente que as vitaminas K1 e K2. A deficiência de vitamina K não é muito comum, pois a vitamina é bastante distribuída nos alimentos e a síntese da mesma pelos microorganismos do intestino fornece grandes quantidades da substância. Está associada com má absorção de lipídeos ou destruição da flora intestinal por uma terapia antibiótica contínua. Mas em relaçao ao que vc falou sobre os vegetarianos: os vegetarianos nao só ingerem alimentos de origem animal, comem derivados de leite, de fribras, como por exemplo, leite de soja, pão, iogurt. O que pode acontecer é o excesso dessa vitamina que pode causar: Dispnéia, rubor, dores no tórax (na injeção intravenosa de vitamina K1). Hiperbilirrubinemia em recém-nascidos (cujas mães foram tratadas com vitamina K3).
b) dificuldade de coordenação
motora;
Colina é um catião orgânico, um nutriente essencial que faz parte do
complexo B de vitaminas. Este catião, o (2-Hidroxietil)-trimetilamônio, sais
quaternários de amônio como o cloreto de colina. Trata-se de uma amina natural
encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e no neurotransmissor
acetilcolina. A ingestão diária recomendada está entre 425-550mg para adultos.
É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral.
As fontes são gema do ovo, feijão, soja e semelhantes, lecitina de soja e
outros(61) (62).
Alimentação
cerebral.
Por tudo até aqui dissertado já é ciente que uma dieta equilibrada para a saúde, seja para manter uma pele bonita e jovem, seja para o bem do coração, ou para buscar uma vida longa. Mas você tem idéia do impacto que sua alimentação tem sobre o seu cérebro? Para começar do básico: considere que tudo o que compõe o seu cérebro vem da sua alimentação: proteínas, carboidratos, as gorduras que constituem a membrana das células e da bainha de mielina, os sais minerais que participam do equilíbrio elétrico das células e dos sinais nervosos, as vitaminas que mantêm as células vivas. Para manter o cérebro (e o resto do corpo) saudável, é preciso, portanto ter uma alimentação saudável: diversificada e equilibrada. Pesquisas recentes têm demonstrado os efeitos (positivos e negativos) de substâncias presentes nos alimentos sobre o sistema nervoso. Os dados a seguir mostram o papel conhecido de algumas dessas substâncias no organismo, as conseqüências da sua deficiência, e os efeitos da suplementação. Lembre, contudo, que suplementação não é necessariamente sinônimo de benefícios: o importante é ter quantidades adequadas de nutrientes disponíveis para o corpo. Para você ter uma idéia, o ferro, disponível em vários suplementos, precisa ser regulado cuidadosamente pelo organismo: se a deficiência causa anemia profunda, o excesso pode até levar à morte, se o corpo não conseguir eliminá-lo. Como você vê grandes quantidades de uma coisa boa podem ser mais danosas até do que sua deficiência. Quem mantém uma dieta balanceada e diversificada já ingere as quantidades necessárias dos nutrientes importantes para um funcionamento saudável de corpo e cérebro. Os dados apresentados a seguir não devem ser utilizados como base para a montagem de uma dieta sem orientação de um nutricionista. Se você quer tratar bem do seu cérebro, preocupe-se em ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios regularmente - e, sobretudo, em usar o seu cérebro!
Ômega-3.
Fontes: Peixes (sobretudo salmão), krill, sementes de linhaça, kiwi, sálvia, nozes, noz-branca americana.
Função: Manutenção das funções sinápticas e plasticidade em roedores. É componente estrutural das membranas celulares e da mielina.
Deficiência: Em roedores, causa problemas de memória e aprendizado. Em humanos, a deficiência em ômega-3 parece estar associada a um aumento do risco de vários distúrbios mentais, incluindo distúrbio de déficit de atenção, dislexia, demência, depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.
Suplementação: Eleva níveis de BDNF no hipocampo e melhora funções cognitivas em roedores com trauma encefálico. Alguns estudos mostraram que a suplementação com ômega-3 está associada a uma redução de déficits cognitivos (em leitura, em soletração, etc) em crianças afetadas por distúrbio de desenvolvimento de coordenação.
Curcumina.
Fontes: Açafrão da terra, Cúrcuma ou Turmérico (curry).
Atuação: Tem efeitos inibitórios sobre enzimas metabólicas. A curcumina contém uma mistura de antioxidantes fito nutrientes fortes, conhecidos como os curcuminóides, que tem sido descritos como tendo propriedades antiinflamatórias.
Suplementação: Diminuição de déficit cognitivo em modelos animais de Doença de Alzheimer e em roedores com trauma encefálico.
Flavonóides.
Fontes: Cacau, chá verde, ginseng, frutas cítricas, vinho (especialmente tinto), chocolate amargo.
Função: Antioxidantes, com um papel fundamental na proteção contra agentes oxidantes.
Suplementação: Aumento cognitivo em combinação com exercícios, em roedores. Melhora das funções cognitivas em idosos.
Gorduras Saturadas.
Fontes: Manteiga, ghee, sebo, toucinho, óleo de côco, óleo de semente de algodão, laticínios, carne, óleo de semente de palmeira.
Função: As gorduras de origem vegetal e animal propiciam uma fonte concentrada de energia. Elas também fornecem os lipídios formadores das membranas das células, além de uma variedade de hormônios e substâncias assemelhadas, e auxiliam na absorção das vitaminas A, D, E, e K. As gorduras da dieta alimentar são necessárias para converter caroteno em vitamina A, para absorção de minerais e para uma gama de outros processos. Porém, as gorduras saturadas são as principais responsáveis pela aterosclerose. Eleva o nível de produção de LDL, o que gera placas de ateroma e aumenta as chances de acontecer ataque cardíaco e derrame cerebral.
Suplementação: Associada ao déficit cognitivo em roedores adultos. Danos cognitivos agravados após trauma encefálico, em roedores. Exacerbação do déficit cognitivo em idosos.
Efeitos colaterais da suplementação: Dietas ricas em gorduras saturadas aumentam o risco de disfunções neurológicas tanto em humanos como em animais, além de diminuir a plasticidade sináptica no hipocampo.
Vitaminas do complexo B.
Fontes: Várias fontes naturais. Vitamina B12 não está disponível em produtos derivados de plantas.
Função: O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular.
Deficiência: Folato: pode levar a distúrbios neurológicos como depressão e danos cognitivos.
Suplementação: Folato: por si só, ou juntamente com outras vitaminas do complexo B, é eficaz na prevenção de déficit cognitivo e demência durante o envelhecimento, além de potencializar os efeitos dos antidepressivos. Vitamina B12 melhora danos cognitivos em ratos alimentados com dieta deficiente em colina. Suplementação com vitamina B6, B12 ou folato tem efeitos positivos na memória em mulheres de várias idades.
Efeitos colaterais da suplementação: Folato: anemia, baixa função imunológica e câncer.
Vitamina D.
Fontes: Fígado de peixe, peixes gordurosos, cogumelos, produtos fortificados, leite, leite de soja, cereais em grãos.
Funções: É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol (seu precursor metabólico) através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado.
Deficiência: A carência de vitamina D provoca, nas crianças, o raquitismo e nos adultos a osteomalácia (amolecimento dos ossos). Nos idosos leva à osteoporose.
Suplementação: Importante na preservação da cognição em idosos.
Efeitos colaterais da suplementação: O consumo de altas doses (10 vezes o valor diário recomendado) por vários meses pode causar toxicidade, resultando em nível alto de cálcio no sangue. Pode ocorrer depósito de cálcio pelo organismo, principalmente no rim.
Vitamina E.
Fontes: Aspargos, abacate, nozes, amendoim, azeitonas, óleo de palmeira laca vermelha, sementes, espinafre, óleos vegetais e gérmem de trigo.
Função: Protege a integridade celular e prolonga-lhes a vida. A sua ação antioxidante neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres provenientes da contaminação química e atividade do organismo, e potencializa fortemente a ação de outros antioxidantes, como a vitamina C e vitamina A.
Deficiência: É geralmente caracterizada por problemas neurológicos devido à condução nervosa prejudicada.
Suplementação: Diminuição dos danos cognitivos após trauma encefálico em roedores. Reduz o declínio cognitivo em idosos. Existem evidências discretas de que altas doses de Vitamina E associadas ao Ginko biloba tornariam a progressão da Doença de Alzheimer mais lenta.
Efeitos colaterais da suplementação: Pesquisas realizadas revelaram que há um aumento significativo de acidentes vasculares cerebrais em fumantes que recebem altas doses de Vitamina A e E.
Colina.
Fontes: Gema de ovos, carne de soja, frango, vitela, fígado de peru, alface.
Função: Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e na neurotransmissora acetilcolina. É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral.
Deficiência: Provoca acúmulo de gorduras no fígado, cirrose, aumento na incidência de câncer de fígado, lesões hemorrágicas dos rins e falta de coordenação motora.
Suplementação: Redução dos danos de memória induzidos por epilepsia, em roedores. Uma revisão da literatura revela evidências de uma casual relação entre colina na dieta e cognição em humanos e ratos.
Combinação de vitaminas.
Fontes: Vitamina C: frutas cítricas, várias plantas e vegetal fígado de boi e bezerro. Vitamina E: veja acima.
Função: As vitaminas são moléculas orgânicas (contendo carbono) que funcionam principalmente como catalisadores para reações enzimáticas dentro do organismo.
Deficiência: A manifestação principal da carência de ácido fólico é a alta incidência de crianças com malformações congênitas do sistema nervoso nascidas de mães que foram carentes em ácido fólico no início da gravidez. A carência de ácido fólico, junto com a carência de vitamina B12, pode levar as pessoas a sentirem vertigens, cansaço, perda de memória, alucinações e fraqueza muscular. Efeitos da carência de vitamina A no Sistema Nervoso: alterações do olfato, do paladar e da audição podem ocorrer. Lesões de nervos e aumento na produção de líquor com conseqüente hidrocefalia têm sido relatadas.
Suplementação: Ingestão de vitaminas antioxidantes atrasa o declínio cognitivo em idosos.
Cálcio, Zinco, Selênio.
Fontes: Cálcio: leite, coral. Zinco: ostras, algumas variedades de feijão, nozes, amêndoas, grãos inteiros, sementes de girassol. Selênio: nozes (castanha do Pará especialmente), cereais, carne, peixe, ovos.
Função: Cálcio: possui funções importantes como atuar na formação estrutural dos ossos e dos dentes. Além disso, ele atua juntamente com a vitamina K no sistema circulatório, auxiliando na coagulação do sangue. Age na sinalização intracelular, na transmissão sináptica, na contração muscular e cardíaca, na ação de hormônios. Zinco: Participam na divisão celular, na expressão gênica, em processos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, na morte celular; age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares, além de participar da função imune e desenvolvimento cognitivo. Atuando com a vitamina E ele protege as células do organismo contra danos oxidativos, especialmente retardando a oxidação do colesterol LDL; apresenta ação inibidora do efeito tóxico de metais pesados As, Cd, Hg e Sn. No caso de doenças crônicas como a arteriosclerose, câncer, artrite, cirrose e enfisema, há fortes indícios de que ele atue como elemento protetor. O selênio retarda o envelhecimento, combate a tensão pré-menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza radicais livres.
Deficiência: Estudos indicam que pessoas que tem carência do mineral Selênio têm tendência a ter sintomas depressivos, como ansiedade, nervosismo e confusão mental. Um baixo nível de selênio ao longo da vida está associado com baixa função cognitiva em humanos. Na deficiência leve de zinco podem ocorrer alterações neurossensoriais. A deficiência moderada de zinco é agravada pelo desenvolvimento de letargia mental e diminuição acentuada do apetite. Redução de zinco na dieta pode ajudar a reduzir déficit cognitivo em idosos.
Efeitos colaterais da suplementação: Altos níveis de cálcio sérico estão associados com rápido déficit cognitivo em idosos. O excesso de cálcio também pode causar câimbras. O excesso de selênio é tóxico e pode levar à morte. O excesso de zinco no corpo, como de outros metais pesados, causa distúrbios neurológicos.
Cobre.
Fontes: Ostras, fígado de boi e carneiro, castanha-do-pará, melaço, cacau, pimenta preta.
Função: Parceiro do zinco, ele também compõem a enzima que combate os radicais livres, além de transportar o ferro.
Deficiência: Déficit cognitivo em pacientes com Doença de Alzheimer está correlacionado com baixa concentração de cobre no plasma.
Suplementação: Estudos realizados com pacientes de Doença da Alzheimer, que foram tratados ou com suplementação de cobre ou com placebo, foram submetidos a diversos testes de memória durante um ano. Ao final desse período, os indivíduos com menor taxa de cobre no sangue apresentavam mais falhas. Experiências com ratos nos mostram que uma concentração elevada do mineral ajuda a reduzir placas presentes no cérebro que são relacionadas com a doença. Não há comprovação de que de o cobre ajuda a reverter os danos causados pela doença, mas sabe-se que ele influi na funções cognitivas.
Efeitos colaterais da suplementação: a suplementação com cobre é problemática devido a seu grande potencial como gerador de radicais livres, e por sua relação direta com esquizofrenia e distúrbios psiquiátricos. Só um mineralograma pode justificar a sua administração quando se detecta severa deficiência. A suplementação excessiva de cobre pode baixar o nível de zinco e produzir insônia, perda de cabelos, menstruação irregular e depressão. O excesso de cobre no organismo, como o excesso de qualquer outro metal pesado, é tóxico e causa distúrbios neurológicos.
Ferro.
Fontes: Carne vermelha, peixe, aves, lentilha, feijão.
Função: O ferro participa da síntese de proteínas, do transporte de oxigênio e da renovação celular.
Deficiência: Deficiência de ferro pode causar anemia, com sonolência e cansaço persistentes. Em grávidas a deficiência pode causar hemorragias e baixo peso do bebê ao nascer, entre outros efeitos.
Suplementação: Tratamento com ferro normaliza funções cognitivas em mulheres jovens.
Efeitos colaterais da suplementação: O excesso de ferro pode ser letal a pessoas portadoras de hemocromatose, cujo corpo tem dificuldade de regular a absorção de ferro e, portanto não consegue eliminar o ferro ingerido em excesso.
Calorias.
Fontes: Grandes quantidades em “junk food”.
Função: Calorias não são nutrientes, e sim uma medida da energia que esses fornecem para o metabolismo humano.
Deficiência: A restrição calórica eleva os níveis de BDNF. E também leva a diminuição de déficits motores e cognitivos que são associados ao envelhecimento.
Suplementação: A suplementação calórica gera desregulação hipotalâmica, levando a pessoa a continuar comer mais do que necessita, causando obesidade. O excesso de comida pode provocar um estímulo das células do sistema imunológico a atacar invasores inexistentes e com isso provocar inflamações crônicas no organismo.
Efeitos colaterais da suplementação: Além da obesidade e dos riscos associados a ela, o excesso de calorias pode reduzir a plasticidade sináptica e aumentar a vulnerabilidade das células a se danificarem pela formação de radicais livres.
Ácido Alfa-lipóico.
Fontes: Carnes como fígado, rins e coração, e vegetais como espinafre, brócolis e batata.
Função: Atua como cofator de inúmeras enzimas envolvidas na produção de energia possui propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e protegendo as células da oxidação. Além de combater os radicais livres, ele regenera os tecidos lesados.
Suplementação: Aumenta o fluxo sanguíneo para os nervos e melhora a condução dos impulsos nervosos. Melhora déficits de memória em modelos animais de Doença de Alzheimer e mostrou reduzir déficits cognitivos em pequenos grupos de pacientes com Doença de Alzheimer. É utilizada no tratamento de lesões neurológicas, inclusive a neuropatia diabética, uma complicação tardia do diabete que provoca dor e perda da sensibilidade nos membros.
c) Lesões na pele e no sistema
nervoso, provocando dermatite e demência (pelagra).
NIACINA E NIACINAMIDA (FATOR PP).
http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/12_78_alim_enriquecido.htm
Outros nomes pyridine-3-carboxylic acid, nicotinic acid, nicotinamide, niacinamide, vitamin B3.
Estrutura
química do ácido nicotínico e da nicotinamida.
A niacina, também conhecida como vitamina B3, vitamina PP ou ácido
nicotínico, é uma vitamina hidrossolúvel cujos derivados (NAD+, NADH, NADP+ e
NADPH) desempenham importante papel no metabolismo energético celular e na
reparação do DNA. A designação "vitamina B3" também inclui a amida
correspondente, a nicotinamida, ou niacinamida. Outras funções da niacina
incluem remover substâncias químicas tóxicas do corpo e auxiliar a produção de
hormônios esteróides pelas glândulas supra-renais, como os hormônios sexuais e
os relacionados ao estresse.
Histórico.
Pelle agra é o termo em
italiano para pele áspera, doença conhecida há séculos na Itália, onde se comia
principalmente milho. Em 1914, Funk postulou que a pelagra era uma doença de
carência nutricional (carencial). Pouco
tempo depois Goldberg demonstrou que se podia curar a pelagra com carne fresca,
ovos e leite. Goldberg também observou que se dava a dieta carente dos humanos
aos cães, causando a doença da língua preta. Depois verificaram ser também um
componente hidrossolúvel, termo estável que acompanhava o complexo B. Em 1935,
Warburg e outros isolaram o ácido nicotínico do sangue de cavalos. Sinônimos: ácido nicotínico e niacinamida e
fator PP. Também denominados de vitaminas da inteligência. Doses diárias recomendadas:
15 mg. Principais funções: influencia a formação de colágeno e a pigmentação da
pele provocada pela radiação ultravioleta. No cérebro, a niacina age na
formação de substâncias mensageiras, como a adrenalina, influenciando a
atividade nervosa. Principais fontes: carnes e cereais. Origina-se do
metabolismo do Triptofano: 60 mg de Triptofano produzem 1 mg de Niacina. As
pessoas que se alimentam principalmente à base de milho são propensas a
manifestações de carência de Niacina por ser o milho muito pobre em Triptofano.
Manifestações de carência: a doença dos 3 "D", composta por Diarréia,
Demência e Dermatite. A língua pode apresentar cor avermelhada, ulcerações e
edema. Pode haver salivação excessiva e aumento das glândulas salivares. Podem
aparecer dermatites parecidas com queimaduras de pele, diarréia, esteatorréia,
náuseas e vômitos. No sistema nervoso, aparecem manifestações como cefaléia,
tonturas, insônia, depressão, perda de memória e, nos casos mais severos,
alucinações, demência e alterações motoras e alterações neurológicas com
períodos de ausência e sensações nervosas alteradas. Manifestações de excesso:
a Niacina não costuma ser tóxica, mesmo em altas doses, mas pode provocar
coceira, ondas de calor, hepatotoxicidade, distúrbios digestivos e ativação de
úlceras pépticas. Observação: a denominação PP significa Previne Pelagra,
manifestação encontrada principalmente em alcoólatras de destilados quando
mal-alimentados. A nicotinamida e o ácido nicotínico são abundantes
na natureza. Há uma predominância de ácido nicotínico nas plantas, enquanto que
nos animais predomina a nicotinamida. São encontradas principalmente na
levedura, no fígado, nas aves, nas carnes magras, no leite e nos ovos, nas
frutas secas, nos cereais integrais e em vários legumes, frutas e verduras
(como o brócolis, o tomate, a cenoura, o aspargo, o abacate e a batata-doce). A
ingestão diária recomendada de miligramas equivalentes de niacina (NE) para um
adulto são 6,6 mgNE por 1.000 kcal e não menos de 13 mg NE para necessidades de
calorias inferiores a 2.000 kcal. As mulheres grávidas precisam de suplementos
de 2NE ao dia, e as que amamentam, 5 mg NE ao dia. Para crianças de até seis
meses, com uma dieta calórica de 1.000 kcal ao dia, as necessidades são de 8 mg
NE ao dia. Para idades superiores as necessidades diárias dependem da ingestão
calórica diária. Uma dieta pobre em vitamina B3 pode causar sintomas como
fadiga, irritabilidade, insônia, dor-de-cabeça, depressão nervosa, diarréia e
dermatite. A doença causada pela deficiência de Niacina é conhecida como Pelagra
cuja tríade diagnóstica é composta por Dermatite, Demência e Diarréia.
Pelagra é uma doença causada pela falta de niacina (ácido
nicotínico ou vitamina B3 ou vitamina PP) e/ou de aminoácidos
essenciais, como o triptofano. É conhecida por seus três sintomas que começam
com a letra D. São eles: o
aparecimento de uma cor escura na pele (Dermatite),
que fica seca e áspera e mais tarde provoca o aparecimento de crostas. Mais
tarde aparecem Diarreias e
alterações mentais (Demência);
também conhecida como doença dos três "Ds". O nome 'vitamina PP' faz
referência à ação Preventiva à Pelagra. Na antiga Europa esta doença
propagou-se quando a farinha de milho começou a substituir a de trigo, por
volta de
|
PATOLOGIA
NUTRICIONAL |
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VITAMINAS B:
B1: BERIBÉRI/ENCEFALOPATIA DE WERNICKE, B2: ARIBOFLAVINOSE,
B3: PELAGRA, B6: DEFICIÊNCIA DE PIRIDOXINA, B7: DEFICIÊNCIA DE BIOTINA, B9: DEFICIÊNCIA DE FOLATO, B12: DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 |
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DEFICIÊNCIA DE MINERAIS |
DEFICIÊNCIA DE ZINCO - DEFICIÊNCIA DE FERRO - DEFICIÊNCIA DE MAGNÉSIO - DEFICIÊNCIA DE CROMO - DEFICIÊNCIA DE IODO |
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HIPERALIMENTAÇÃO |
OBESIDADE - ENVENENAMENTO POR VITAMINA (HIPERVITAMINOSE A, HIPERVITAMINOSE D) |
ICONOGRAFIA – PELAGRA.




Unidade II - Tema 5 - Ácidos Nucléicos
- Cite os tipos de base que formam o DNA e as que formam o RNA.
DNA:
Adenina.. ++.... Guanina (<--- bases púricas)
Timina ..... ++... Citosina (<--- pirimidinas)
RNA:
Adenina.. ++.... Guanina
URACILA..... ++... Citosina
Ácido Nucleico é um tipo de composto químico, de elevada massa molecular,
que possui ácido fosfórico, açúcares e bases purínicas e pirimidínicas. São
portanto macromoléculas formadas por nucleotídeos. Ocorrem em todas as células
vivas e são responsáveis pelo armazenamento e transmissão da informação genética
e por sua tradução que é expressa pela síntese precisa das proteínas. Os ácidos
nucleicos são as biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm
a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucleicos: ácido
desoxirribonucleico - DNA e ácido ribonucleico - RNA. Utilizando técnicas
apropriadas, foi possível isolar os ácidos nucleicos e identificar os seus
constituintes. Nos ácidos nucleicos podem identificar-se três constituintes
fundamentais: Ácido fosfórico - confere aos ácidos nucleicos as suas
características ácidas. Faz as ligações entre nucleotídeos de uma mesma cadeia.
Está presente no DNA e no RNA. Pentoses - como o próprio nome descreve, é um
açúcar formado por cinco carbonos. Ocorrem dois tipos: a desoxirribose e a
ribose. Base nitrogenada - há cinco bases azotadas diferentes, divididas em
dois grupos:
Bases de anel duplo (puricas)- adenina (A) e guanina (G);
Bases de anel simples (pirimidicas)- timina (T), citosina (C) e uracila
(U).
Os ácidos nucléicos são os compostos responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, sendo sintetizados por grupos, complexos denominados Nucleotídeos. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: DNA e RNA, cada um com suas características e funções especificas no organismo.
Diagrama muito
simplificado de um ácido nucleico duplamente trançado. Os círculos amarelos
representam fosfatos,
os verdes pentoses
e os vermelhos bases nitrogenadas. As linhas sólidas representam ligações covalentes e as pontilhadas ligações de hidrogênio.
Em 1869, Friedrich Miescher, trabalhando em Tübingen, sul da Alemanha, iniciou experiências que, aparentemente, eram de pouca importância. Seu trabalho consistia no exame de células do pus humano. O pesquisador retirava o material para estudo a partir de curativos utilizados em secreções purulentas. Durante suas observações, verificou que todas as células vivas, inclusive as de pus, continham um glóbulo central mais escuro que o restante, denominado núcleo celular. Já se sabia que nas células do pus o núcleo representava uma grande parte do organismo celular. Miescher acabou por concluir que daquele material poderia obter, quase que na sua totalidade um grande número de núcleos celulares isolados. O processo utilizado pelo pesquisador era fazer o produto retirado das células ser assimilado por uma enzima digestiva chamada de pepsina. Em seguida, através de centrifugações e outros processos de separação e filtragem observou o aparecimento de uma substância química até então desconhecida e rica em fósforo. Inicialmente esta substância foi chamada de nucleína. Ao submetê-la à verificação do PH, descobriu que esta substância era bastante ácida. Em função desta descoberta, Miescher mudou o nome do produto para “Ácido Nucléico”. A informação genética contida no DNA especifica os tipos de proteínas que são feitas pelas células. Entretanto o DNA não é o molde direto da síntese de proteínas. Uma molécula intermediária faz a ligação entre o código genético e o produto do gene. A transcrição é o processo em que ocorre a síntese de RNA a partir de um molde de DNA. O RNA é sintetizado apenas de um filamento de um DNA de dupla-hélice.
Estrutura do ADN(ou DNA).
A estrutura do ADN é mais fácil de se compreender começando pelos componentes menores. Um único bloco de bases de ADN é um nucleotídeo (ou nucleotídeo).. Este consiste de um açúcar de desoxirribose, um grupo fosfato (que é um átomo de fósforo ligado a quatro de oxigênio), e uma base de nitrogênio. Existem quatro tipos de bases: adenina (A) e guanina (G), que são purinas e têm uma estrutura de dois anéis; citosina (C) e tiamina (T), que são pirimidinas e têm uma estrutura de um anel.

Os nucleotídeos juntam-se em cadeias longas quando se formam ligações químicas entre os açúcares desoxirribose e os fosfatos, que criam um esqueleto açúcar-fosfato. Duas cadeias de nucleotídeos deste tipo alinham-se “topo-a-topo”. Um gene é uma longa secção de uma molécula de ADN cuja seqüência de blocos bases contém o código que permite definir a seqüência de aminoácidos numa proteína particular. A atividade da proteína é responsável pelo fenótipo associado com o gene. O fato de diferentes blocos bases se combinarem para formar ácidos nucléicos habilita a transportar informação, tal como as letras de um alfabeto se combinam para formar palavras. A orientação oposta dos dois nucleótidos é uma propriedade do ADN chamada antiparalelismo. Deriva da estrutura do esqueleto açúcar-fosfato. O antiparalelismo torna-se evidente quando aos carbonos dos açúcares são atribuídos números para indicar as suas posições na molécula.
Os carbonos são numerados
de
As moléculas de ADN
são incrivelmente longas. Uma única molécula com várias polegadas de
comprimento tem que dobrar-se para caber dentro da célula. Vários tipos de
proteínas ajudam na compactação de ADN sem o danificar ou emaranhar. Proteínas “scaffold” (forcadas) formam “frameworks” (armações) que guiam os cordões
de ADN. Então, o ADN enrola-se à volta de proteínas chamadas histonas, formando uma estrutura tipo
“contas num rosário”. A parte da “conta” é o nucleossoma. O ADN enrola-se várias vezes até estar compactado num
cromossoma. Ele “empacota-se” tanto durante a mitose que os cromossomas ficam
suficientemente condensados para serem visíveis quando corados especificamente.
O ADN consegue-se desenrolar localmente quando se replica ou quando está a ser copiado para ARN, que é o passo
intermediário na síntese protéica. Um cromossoma consiste em cerca de um terço
de ADN, em um terço de histonas, e um terço de outros tipos de proteínas de
ligação de ADN. Uma quantidade pequena de ARN pode também estar associada com
um cromossoma. No conjunto, o material cromossômico chama-se cromatina.
SÍNTESE.
DNA: Adenina.
Nome IUPAC -
9H-purin-6-amine Outros nomes 6-aminopurine
A adenina é uma
purina que possui uma grande variedade de papeis em bioquímica participando da
respiração celular, na forma de adenosina trifosfato (ATP), dinucleotídeo
nicotinamida-adenina (NAD) e dinucleotídeo flavina-adenina (FAD). Na síntese de
proteínas participa como um componente químico do DNA e RNA (Definition of Adenine from the Genetics Home
Reference - National Institutes of Health) A adenina forma muitos tautômeros,
compostos que podem ser rapidamente interconvertidos e são freqüentemente
considerados equivalentes. Tautomeria
é o caso particular de isomeria funcional em que os dois isômeros ficam em equilíbrio
químico dinâmico. Os casos mais comuns ocorrem entre: aldeído
e enol;
cetona e enol(• FELTRE, Ricardo - Fundamentos da Química. 4ª edição, São
Paulo - 2005 - Ed. Moderna)
O metabolismo das purinas envolve a formação da
Adenina e Guanina. Tanto a Adenina como a Guanina são derivados do nucleotídeo
inosina monofosfato (IMP) o qual é sintetizado em uma ribose preexistente por
uma complexa via usando átomos provenientes de aminoácidos como a glicina,
glutamina e aspartato, bem como o folato e bicarbonato. Em livros antigos,
observa-se que a adenina é algumas vezes chamada de Vitamina B4. No entanto, ela não é mais considerada
uma vitamina verdadeira(O
complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação
no metabolismo celular. Antigamente, pensava-se que as vitaminas do complexo B,
como são conhecidas, eram uma só vitamina, chamada de vitamina B. Depois,
pesquisas mostraram que elas eram vitaminas quimicamente distintas que
coexistem em alguns alimentos). Porém, duas vitaminas B, niacina e riboflavina, liga-se com a adenina para formar
os co-fatores essenciais dinucleotideo nicotinamida-adenia (NAD) e o dinucleotideo
flavina-adenina (FAD) respectivamente. Alguns cientistas acreditam que, na
origem da vida na terra, a primeira adenina foi formada pela polimerização de
cinco moléculas de cianeto de hidrogênio (HCN). Porém, há
quem questione tal acontecimento.
Cianeto de hidrogênio (ou cianureto de hidrogênio)
(HCN) é um composto extremamente volátil. Puro pode ser encontrado tanto na
forma líquida quanto gasosa, devido ao seu baixo ponto de ebulição (
DNA: Guanina (bases púricas)
Para fixar em processo de cognição:
“As bases nitrogenadas são: Adenina
(A), Citosina (C), Guanina (G), Timina (T).
Bases púricas são duas cadeias nitro-carbônico (compostas principalmente por
nitrogênio e carbono) e podem também ser nomeadas de purinas = Adenina (A) e
Guanina (G)
Bases Pirimídicas são compostas por apenas uma cadeia nitro-carbônico e podem
também ser nomeadas de pirimidinas = Timina (T) e Citosina (C).
Guanina é uma base nitrogenada, orgânica, assim como a adenina,
a citosina
e a timina,
que se une com uma molécula de desoxirribose
(pentose,
monossacarídeo) e com um ácido fosfórico, geralmente o fosfato, para
formar um nucleotídeo, principal base para formar cadeias
polinucleotídeas que, por sua vez, formam o ADN (ácido
desoxirribonucléico). Guanina. Nome IUPAC
- 2-amino-1H-purin-6(9H)-one - Outros nomes 2-amino-6-hydroxypurine,
2-aminohypoxanthine, Guanine
Blocos.
DNA: Timina.
Nome IUPAC - 5-Methylpyrimidine-2,4(1H,3H)-dione. Outros nomes 5-Metil-uracil
A timina é uma base nitrogenada que compõe
o nucleotídeo,
a principal estrutura que forma o ácido desoxirribonucleico, mais conhecida
como ADN
ou DNA. A
estrutura da timina é formada por substâncias químicas que formam uma molécula
num único anel. Este tipo de composição é chamada pirimidina.
A timina é a única molécula que existe apenas no ADN. As outras moléculas (guanina,
citosina
e adenina)
também fazem parte do ácido ribonucléico (ARN ou RNA). Nela, a timina é
substituída pela uracila.
Por que a timina só existe no ADN/DNA, e no
RNA/ARN é substituída pela uracila ?
Não esqueçamos que o DNA é
um livro de receitas que não pode sofrer nenhuma alteração, caso isso ocorra
existem mecanismos que podem corrigir esse erro. No caso do DNA a timina é uma
base que dá certa segurança a uma provável mutação que ocorra na citosina. Como
isso pode ocorrer? O tipo de lesão mais comum e importante é a lesão
hidrolítica, que é uma desaminação da base citosina (lembra que citosina pareia
com guanina). A citosina sofre essa desaminação espontânea, originando a base
que não é natural (no DNA), a URACILA. A uracila realiza pareamento
preferencialmente com adenina, introduzindo a base A na fita oposta, ao invés
do G, que deveria ter sido pareada com C (essa sofreu desaminação e originou a
base U). Caso o DNA possuísse naturalmente a uracila ao invés da timina, a
desaminação da citosina produziria uma base natural dificilmente reconhecida
pelos sistemas de reparo do DNA. Quando essa desaminação da citosina ocorre e
gera uma uracila, sendo uma base que não é comum do DNA o sistema de reparo
conserta esse erro por um mecanismo chamado excisão de bases. É por isso que o DNA possui
timina e não uracila... Reparação de
ADN é um processo em constante funcionamento nas células; sendo essencial para
a sobrevivência das mesmas. A reparação protege o genoma de danos que podem
levar a mutações nocivas. A reparação ocorre em todas as células e em todos os
organismos. Em células humanas, tanto atividades metabólicas normais quanto
fatores ambientais (como raios UV) podem causar danos no ADN, resultando em
cerca de 500 000 lesões moleculares individuais por dia. Essas lesões causam
danos estruturais à molécula de ADN, e podem dramaticamente alterar o resultado
da transcrição gênica. Conseqüentemente, o processo de reparo de ADN precisa
estar operando constantemente, para corrigir rapidamente qualquer dano a
estrutura do ADN.
Lesões no ADN resultando de múltiplas fraturas nos cromossomos.
DNA: Citosina (pirimidinas)
Nome
IUPAC - 4-aminopyrimidin-2(1H)-one - Outros nomes: 4-amino-1H-pyrimidine-2-one.
As quatro bases nitrogenadas emparelhadas, pondo
em evidência que as purinas
fazem par com as pirimidinas e que o número de ligações de hidrogénio nos dois pares é
diferente.
Citosina é uma substância cristalina, uma base nitrogenada, derivada do aminado da pirimidina cuja fórmula é a seguinte: C4H5N3O. É uma das bases que compõem o código genético. É correto afirmar que uma das três bases pirimídicas que se encontram nos ácidos nucléicos e que universalmente se representa pela letra C, no estado livre, encontra-se em duas formas tautómeras em equilíbrio entre si. O mecanismo da sua biossíntese está praticamente esclarecido a partir do ácido aspártico e do carbonil-fosfato.
Contextualização.
Tautomeria. É uma isomeria funcional onde dois ou até mais isômeros ficam simultaneamente em equilíbrio dinâmico na solução, transformando-se um no outro, através da mudança da posição do H na molécula. A tautomeria ou isomeria dinâmica pode ser chamada também de cetoenólica ou aldoenólica, pois ela acontece nas cetonas e enóis ou aldeídos e enóis. O enol é um composto que possui hidroxila (–OH) ligada a um carbono com uma dupla ligação.
I)
C2H4O.

II) C3H6O

Estrutura
de um ADN. – ANEXO.
Estrutura do RNA (ou ARN).
Na biologia, o ARN é a sigla que designa o ácido ribonucléico (ou, em inglês, RNA, ribonucleic acid). A composição do RNA é muito semelhante ao do DNA, contudo apresenta algumas diferenças. O RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do DNA. O RNA é constituído por uma pentose (Ribose), por um grupo fosfato e uma base azotada(É uma base orgânica que contém o elemento azoto com propriedades básicas (tendência para captar um ião H+). As bases azotadas podem ser purinas e pirimidinas e são constituintes dos ácidos nucleicos. As purinas adenina e guanina são moléculas maiores e possuem uma dupla estrutura circular; as pirimidinas timina, citosina e uracilo são moléculas mais pequenas e só apresentam uma estrutura circular.) que pode ser adenina (A), guanina (G), citosina (C) e Uracila (U). O RNA forma-se no núcleo e migra para o citoplasma. O RNA apresenta um tipo de cadeia diferente da do DNA; tem geralmente numa só cadeia simples que pode, por vezes, ser dobrada. A quantidade de RNA é variável de célula para célula e com a atividade celular.
Transcrição do RNA.
A transcrição
consiste na síntese de RNA. Na síntese de RNA, a molécula de DNA abre-se em um
determinado ponto. Nucleotídios livres na célula vão se pareando a esse
segmento aberto. Completado o pareamento a esse segmento aberto, está pronta a
molécula do RNA, o DNA que serviu de molde reconstitui a molécula original.
Tipos de RNA.
O DNA transcreve três tipos de RNA, que se diferenciam entre si, na estrutura e na função. São eles:
RNA Mensageiro (RNAm): Transporta
as informações do código genético do DNA para o citoplasma, ou seja, determina
as sequências dos aminoácidos na construção das proteínas.
RNA transportador (RNAt): Encaminha
os aminoácidos dispersos no citoplasma ao local onde ocorrerá a síntese das
proteínas.
RNA ribossômico (RNAr): Faz parte
da estrutura dos ribossomos (organelas citoplasmáticas) onde a síntese de
proteínas ocorre.
RNA polimerase: Enzima que catalisa
a síntese de seqüências genéticas a partir de moldes.
Estrutura da taq polimerase.
Uracila (U).
Uracilo ou uracila é uma base nitrogenada.
Representada pela letra U no código genético, é uma base de anel simples,
pirimídica, capaz de realizar duas ligações de hidrogênio assim como a timina.
Substitui a timina na transcrição do DNA para RNA e é, portanto, complementar à
adenina. É uma base exclusiva do RNA, não ocorrendo no DNA (Richard L.
Myers, Rusty L. Myers: The 100 most important chemical compounds, 92-93 link).
. Nome IUPAC -
Pirimidino-2,4(1H,3H)-diona - Outros nomes Uracil,
2-oxi-4-oxi pirimidina, 2,4(1H,3H)-pirimidinodiona, 2,4-diidroxipirimidina,
2,4-pirimidinodiol
Base nitrogenada ou base
azotada / base nitrogenada, como já foi aqui citado, é um composto cíclico
contendo nitrogênio.São cinco as bases desse tipo, divididas em dois
grupos:
Purinas(Adenina
e Guanina),
possuem duplo anel de átomos de carbono e derivam da purina;
Pirimidinas(Citosina, Timina e Uracilo), possuem anel simples.
As bases nitrogenadas se ligam com uma pentose (um açúcar) e com um grupo fosfato.
Essas estruturas se organizam em pares, formando assim o DNA, caso a pentose
seja a desoxirribose. As bases organizam-se aos pares
(sempre Adenina-Timina, Citosina-Guanina). No caso do RNA, o açúcar com que as
bases se ligarão será a ribose e no lugar da Timina entrará o Uracilo (A-U e
C-G). Encontrando-se o ADN em dupla
hélice, as bases, se estáveis, emparelham-se com as respectivas bases
complementares: Adenina (A) com Timina (T), Citosina (C) com Guanina (G). No
ADN só aparecem as bases ATCG, onde (A) pareia com (T) através de duas ligações
de hidrogênio (A=T) e (G) pareia com (C) através de três ligações hidrogênio
(C≡G): regra de Chargaff. A base Uracila (U) só aparece no ARN, substituindo a
Timina e ligando-se com a Adenina.
2. Como se chama o açúcar (pentose), que forma o DNA e a que forma o
RNA.
Pentose são monossacarídeos de 5 carbonos. Para os seres vivos, as pentoses
mais importantes são a ribose e a desoxirribose, que são as componentes
estruturais dos ácidos nucléicos, os quais comandam as funções celulares. A
desoxirribose é a pentose que entra na composição química do ácido
desoxirribonucléico (DNA), enquanto a ribose entra na constituição do ácido
ribonucléico (RNA). A nomenclatura de trioses, tetroses, pentoses e hexoses foi
desenvolvida por Emil Fischer, a partir dos seus estudos de carboidratos
iniciados em 1880. Fischer também endossou os termos aldose e cetose, propostos
por Amstrong(Nomenclature of Carbohydrates, site da IUPAC *). A ribose, também
denominada D-Ribose, é um carboidrato da família das aldopentoses (função
aldeído: CHO), constituída por cinco átomos de carbono, dez de hidrogênio e
cinco de oxigênio (C5H10O5). Foi descoberta em 1905 por Phoebus Levene. Faz
parte da estrutura do RNA e de diversos nucleosídeos relacionados com o
metabolismo: ATP (adenosina trifosfato), GTP (guanosina trifosfato), NADH
(nicotinamida adenina dinucleotídeo), entre outros. D-Ribose possui a mesma configuração química que a molécula de D-gliceraldeído.
Nome IUPAC
(3R,4S,5R)-5-(Hydroxymethyl)tetrahydrofuran-2,3,4-triol
Ribosena forma acíclica.
Em solução aquosa, a forma isomérica predominante é a beta-D-Ribopiranose
(58,5%).
|
Isômeros da D-Ribose |
||
|
Forma linear |
||
A ribose é comumente utilizada durante a atividade física como complemento
para estimular a imediata produção de ATP pelas células musculares, permitindo
aos músculos continuarem a trabalhar de forma otimizada. Estudos mostram que as reservas de ATP podem
decrescer de 60% a 70% durante exercícios exaustivos e podem levar mais de 72
horas para serem adequadamente repostas. A ribose consegue aumentar os estoques
intramusculares de ATP porém, não consegue melhorar a performance Atlética,
segundo Dhanoa e Housner (2007).
* A
União Internacional de Química Pura e Aplicada (International Union of Pure and
Applied Chemistry, IUPAC) é uma organização não governamental (ONG)
internacional dedicada ao avanço da Química. Foi criada em 1919,[1] em Genebra.
Tem como membros as sociedades nacionais de química. É a autoridade reconhecida
no desenvolvimento de padrões para a denominação dos compostos químicos, mediante
o seu Comitê Interdivisional de Nomenclatura e Símbolos (Interdivisional
Committee on Nomenclature and Symbols). É um membro do Conselho Internacional
para a Ciência (ICSU).
Nome IUPAC -
(2R,4S,5R)-5-(Hydroxymethyl)tetrahydrofuran-2,4-diol - Outros nomes D-Deoxyribose 2-Deoxy-D-ribose Thyminose
A desoxirribose, também denominada D-Desixirribose ou 2-desoxirribose, é
uma aldopentose que contém cinco átomos de carbono incluíndo um grupo funcional
aldeído. É derivada da ribose foi substituição do grupo hidroxila na posição 2
por hidrogénio, resultando na perda de uma átomo de oxigénio. Participa na
composição do ADN (ácido desoxirribonucleico).
3. Descreva a função dos seguintes tipos de RNA: RNA de transferência
ou tRNA; RNA mensageiro ou mRNA; RNA ribossômico ou rRNA.
Rna De Transferência(RNA de Transferência Supressor; tRNA; RNA Transportador).
Pequenas moléculas de rna,
com 73-93 nucleotídeos,
que ocorre nas células
em 20 ou mais variedades e funcionam em tradução; cada variedade carrega um
aminoácido específico para um local especificado por um códon
de rna,
ligando-se a aminoácido, ribossomo e ao códon
por meio de uma região anticódon. Todos possuem numerosas bases modificadas e
estrutura secundária extensa (Dicionário
Médico Ilustrado - Dorland 28ª Ed. São Paulo)
Esquema da estrutura molecular típica de mRNA de proteína humana.
RNAm, ou RNA
mensageiro é o intermediário chave na expressão gênica atua na tradução do
DNA em aminoácidos para "fazer" as proteinas de todos os seres vivos
da terra. O RNA.É responsável pela transferência de
informação do ADN até ao local de síntese de proteínas, na célula.
Durante a transcrição, uma enzima,
designada RNA-polimerase faz a cópia de um gene do DNA para o RNA-m.
Nos procariotas
o RNAm não sofre, geralmente, qualquer processo de modificação - aliás, a
síntese das proteínas chega a ocorrer enquanto a transcrição ainda está a
acontecer. Nos eucariotas, por outro lado, a transcrição e a tradução ocorrem
em locais distintos da célula: no núcleo
e no citoplasma,pela
ação conjunta do ribossomo e do RNA Transportador respectivamente. A síntese
protéica (tradução) nos eucariotas, conta também com a ajuda do Retículo endoplasmático granular (REG),
que tem como função levar a proteína produzida para o meio extra-celular ou
serem armazenadas no complexo golgiense para serem utilizadas mais
tarde pela célula. Lembramos que a molécula do RNAm no espaço, se apresenta
como uma fita simples. As bases púricas (purinas) e pirimídicas (pirimidinas)
do RNA são: A (Adenina),
C (Citosina),
G (Guanina)
e U (Uracila).
O RNA ribossômico (RNAr), ou RNA
ribossomais, são os mais abundantes produzidos pela célula e, também passam
para o citoplasma, depois de um certo período de acúmulo no nucléolo, vão
participar da construção dos ribossomos, que são minúsculas estruturas
citoplasmáticas de papel decisivo no mecanismo de síntese protéica. Cada
ribossomo é constituído de duas subunidades de tamanhos e densidades distintos,
porém ambas formadas de proteínas associadas com o RNAr. A presença de íons Mg2+ é essencial para a manutenção das duas
subunidades ligadas entre si. A carência de magnésio na célula provoca a
dissociação dessas subunidades (Biologia
– José Luiz Soares. Editora Scipione. Vol. Único). RNA ribossômico(RNAr -no Brasil) ou ARN ribossómico (ARNr
- em Portugal) é o componente primário dos ribossomos.
Ribossomos são as organelas produtoras de proteínas
das células
e existem no citoplasma. O RNAr é transcrito do DNA, como todo RNA. As proteínas ribossômicas são
transportadas para o interior do núcleo
e juntadas ao RNAr antes de serem transportadas por meio do envoltório nuclear. Este tipo de RNA constitui
a maioria do RNA encontrado em uma célula típica. Embora as proteínas estejam
presentes também nos ribossomos, apenas o RNAr é capaz de gerar peptídeos.
Por isso, freqüentemente o ribossomo é chamado de ribozima.
RNAi (RNA interferente, ou RNA de interferência) é um mecanismo exercido por
moléculas de RNA
complementares a RNAs mensageiros, o qual inibe a expressão gênica na fase de tradução ou dificulta a transcrição de genes específicos. Dois
tipos de pequenas moléculas de RNA podem estar envolvidas em mecanismos de RNA
interferente, são elas: miRNA (microRNA) e siRNA (do inglês, small interfering RNA). Os miRNA são
produtos da transcrição de genes presentes em muitos eucariotos. Eles se
originam de RNAs precursores, com cerca de 70 nucleotídeos
de comprimento, que possuem regiões internas autocomplementares, capazes de se
parear e formas estruturas do tipo hairpin
("grampo de cabelo"). Os siRNA são derivados de longas moléculas de
RNA dupla fita de origem exógena (como aquelas provenientes de vírus de RNA).
Mediante clivagem pela ação da enzima Dicer, estas pequenas moléculas de RNA dupla fita são geradas
e se associam a um complexo protéico, formando um complexo ribonucleoprotéico
conhecido como RISC (sigla do inglês: RNA-induced
silencing complex). Após esta associação, uma das fitas do RNA é eliminada
e a outra serve de guia para que o complexo RISC encontre fitas complementares
de mRNA específicos, as quais serão alvo da ação de silenciamento gênico. Quando
o pareamento entre a fita guia e o mRNA envolve diversas bases, gerando um
pareamento efetivo, este mRNA será degradado pela ação catalítica de uma das subunidades de RISC: a
enzima denominada Argonauta. Quando o
pareamento entre a fita guia e o mRNA alvo ocorre de maneira parcial, RISC não
promove a clivagem do mRNA, mas atua inibindo o processo de tradução deste.
Nesta condição, o mRNA desestabilizado pode ser conduzido aos chamados corpos de processamento (corpos-P),
estruturas citosólicas
responsáveis pela degradação de mRNA. A RNA de interferência tem um papel
importante na defesa do património genético celular contra genes parasíticos – vírus
e transposões–
mas também no desenvolvimento e expressão genética em
geral. (Hammond S, Bernstein E, Beach D,
Hannon G. (2000). "An RNA-directed nuclease mediates post-transcriptional
gene silencing in Drosophila cells". Nature 404 (6775): 293–6. DOI:10.1038/35005107. PMID 10749213; ALBERTS,
B.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WALTER, P.. Molecular
Biology of the Cell. 5 ed.
4. Explique em que consiste a desnaturação do DNA.
A desnaturação do DNA é o processo através do qual o ácido
desoxirribonucleico de dupla cadeia se desenrola e separa-se em duas cadeias
simples, através da quebra de ligações de hidrogénio entre as bases. O termo é
utilizado para referir ao processo que ocorre quando uma mistura é aquecida,
apesar de "desnaturação" também poder referir a separação das cadeias
de ADN induzidas por químicos como a ureia. Para múltiplas cópias de moléculas
de DNA, a temperatura de desnaturação (Tm) é definida como a temperatura na
qual metade das cadeias de ADN estão no estado de dupla hélice e a outras
metade estados de "random coils". A temperatura de desnaturação
depende do comprimento da molécula e da composição específica da sequência de
nucleotídeos. A desnaturação é um processo que se dá em moléculas biológicas,
principalmente nas proteínas, expostas a condições diferentes àquelas em que
foram produzidas, como variações de temperatura, mudanças de pH, força iônica,
entre outras. A proteína perde a sua estrutura tridimensional e, portanto, as
suas propriedades. Este processo é irreversível. Dois exemplos simples de desnaturação
ocorrem: Ao pingar gotas de limão no leite, o pH é alterado, causando a desnaturação
das proteínas, que se precipitam na forma de coalho (Cf.queijo). Ao cozinhar um
ovo. O calor modifica irreversivelmente a clara, que é formada pela proteína
albumina e água. A desnaturação também atinge enzimas, que realizam funções
vitais no corpo. Por isso que os médicos preocupam-se antes em baixar a febre
do que descobrir a causa, pois a alta temperatura pode destruir enzimas de
funçoes vitais, como as enzimas que auxiliam no processo respirátorio
(transporte de substância via hemoglobina).
5. Explique como acontecem as ligações entre os nucleotídeos para
formar uma molécula de acido nucléico.
A ligação entre a base nitrogenada e a pentose: Esta ligação é feita covalentemente através de uma ligação N-glicosídica com a hidroxila ligada ao carbono-1 da pentose.
A ligação entre
o grupo fosfato e a pentose: Esta ligação é feita através de uma ligação
fosfoéster com a hidroxila ligada ao carbono-5 da pentose.

Para a formação da molécula de DNA é necessário que ocorra a ligação entre os nucleotídeos. Os nucleotídeos estão ligados covalentemente por ligações fosfodiéster formando entre si pontes de fosfato. O grupo hidroxila do carbono-3 da pentose do primeiro nucleotídeo se liga ao grupo fosfato ligado a hidroxila do carbono-5 da pentose do segundo nucleotídeo através de uma ligação fosfodiéster.

Devido a esta
formação a cadeia de DNA fica com uma direção determinada, isto é, em uma
extremidade temos livre a hidroxila do carbono-5 da primeira pentose e na outra
temos livre a hidroxila do carbono-3 da última pentose. Isto determina que o
crescimento do DNA se faça na direção de 5'para 3'.
Sabendo-se como
são feitas as ligações entre os nucleotídeos, formando assim a
fita de DNA, podemos analisar a estrutura
tridimensional do DNA. James Watson e Francis Crick postularam um modelo
tridimensional para a estrutura do DNA baseando-se em estudos de difração de
raio-X. O DNA consiste de duas cadeias helicoidais de DNA, enroladas ao longo
de um mesmo eixo, formando uma dupla hélice de sentido rotacional à direita.

Ainda com base
nestes estudos, concluiu-se que na dupla hélice as duas fitas de DNA estão em
direção opostas, isto significa que são anti-paralelas. O termo anti-paralelas
deve-se ao fato de que uma das fitas tem a direção exata da sua síntese
(5'---3') enquanto que a outra está invertida (3'----5'). Esta conformação em fitas anti-paralelas
levará à necessidade de mecanismos especiais para a replicação do DNA.

Com base na
estrutura de dupla hélice do DNA e nas características de hidrofobicidade das
moléculas, a estrutura do DNA fica da seguinte forma: O grupo fosfato e o açúcar (parte
hidrofílica) - estão localizados na parte externa da molécula. As bases
nitrogenadas (parte hidrofóbica) - estão localizadas na parte interna da
molécula.

A relação
espacial entre as duas fitas cria um sulco principal e um sulco secundário.

O pareamento das
bases de cada fita se dá de maneira padronizada, sempre uma purina com uma
pirimidina, especificamente: adenina com timina e citosina com guanina. A
proximidade destas bases possibilita a formação de pontes de hidrogênio, sendo
que adenina forma duas pontes de hidrogênio com a timina e a citosina forma
três pontes com a guanina.

A dupla hélice é
mantida unida por duas forças: Por pontes de hidrogênio formadas pelas bases
complementares. Por interações hidrofóbicas, que forçam as bases a se
"esconderem" dentro da dupla hélice. Estudos recentes mostram que
existem duas formas de DNA com a hélice girando para a direita, chamadas A-DNA
e B-DNA, e uma forma que gira para a esquerda chamada Z-DNA. A diferença entre
as duas formas que giram para a direita está na distância necessária para fazer
uma volta completa da hélice e no ângulo que as bases fazem com o eixo da
hélice. B-DNA: Tem a dupla hélice mais longa e mais fina. Para completar uma
volta na hélice são necessários 10 pares de bases.

A-DNA: Tem a
forma mais curta e mais grossa. Para completar uma volta na hélice são
necessários 11 pares de bases.

Em solução,
geralmente o DNA assume a conformação B. Quando há pouca água disponível para
interagir com a dupla hélice, o DNA assume a conformação A-DNA. Existe uma
terceira forma de DNA que difere das duas anteriores, pois seu sentido de
rotação é para a esquerda, este tipo de DNA é chamado de Z-DNA. Esta
conformação é mais alongada e mais fina do que o B-DNA. Para completar uma
volta na hélice são necessários 12 pares de bases. O DNA, em solução com altas
concentrações de cátions, assume a conformação Z-DNA.

Em eucariotos o DNA tende a assumir a conformação
Z-DNA devido a metilação
do DNA.
Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e
respostas –
Capítulo III
Componentes Celulares Orgânicos.
By Professor César Venâncio.
TEMAS EXTRAS
Fórum Acadêmico e Cientifico I
A contribuição, de forma geral, que os defensores da Abiogênese ofereceram para a explicação correta do surgimento da vida no nosso planeta?
As pesquisas rudimentares das épocas do nascimento da ciência não podem ser desprezadas como fato histórico relevante que desenvolveu outras idéias com resultados evolutivos ao conhecimento que temos hoje.
De forma geral
na linha histórica podemos se posicionar que ao longo dos séculos, várias
hipóteses foram formuladas por filósofos e cientistas na tentativa de explicar
como teria surgido a vida em nosso planeta. Até o século XIX, imaginava-se que
os seres vivos poderiam surgir não só a partir do cruzamento entre si, mas
também a partir da matéria bruta, de uma forma espontânea. Essa idéia, proposta
há mais de 2 000 anos por Aristóteles, era conhecida pôr geração espontânea
ou abiogênese. Os defensores dessa hipótese supunham que
determinados materiais brutos conteriam um "princípio ativo", isto é,
uma "força" capaz de comandar uma série de reações que culminariam
com a súbita transformação do material inanimado em seres vivos. O grande poeta romano Virgílio (
Como surgiu o primeiro ser
vivo?
Desmoralizada a teoria da abiogênese, confirmou-se a idéia de Prayer: Omne vivium ex vivo, que se traduz por "todo ser vivo é proveniente de outro ser vivo". Isso criou a seguinte pergunta: se é preciso um ser vivo para originar outro ser vivo, de onde e como apareceu o primeiro ser vivo? Tentou-se, então, explicar o aparecimento dos primeiros seres vivos na Terra a partir dos cosmozoários, que seriam microrganismos flutuantes no espaço cósmico. Mas existem provas concretas de que isso jamais poderia ter acontecido. Tais seres seriam destruidor pelos raios cósmicos e ultravioletas que varrem continuamente o espaço sideral. Em 1936, Alexander Oparin propõe uma nova explicação para a origem da vida. Sua hipótese se resume nos seguintes fatos:
- Na atmosfera primitiva do nosso planeta, existiriam metano, amônia, hidrogênio e vapor de água.
- Sob altas temperaturas, em presença de centelhas elétricas e raios ultravioleta, tais gases teriam se combinado, originando aminoácidos, que ficavam flutuando na atmosfera.
- Com a saturação de umidade da atmosfera, começaram a ocorrer as chuvas. Os aminoácidos eram arrastados para o solo.
- Submetidos a aquecimento prolongado, os aminoácidos combinavam-se uns com os outros, formando proteínas.
- As chuvas lavavam as rochas e conduziam as proteínas para os mares. Surgia uma "sopa de proteínas" nas águas mornas dos mares primitivos.
- As proteínas dissolvidas em água formavam colóides. Os colóides se interpenetravam e originavam os coacervados.
- Os coacervados englobavam moléculas de nucleoproteínas. Depois, organizavam-se em gotículas delimitadas por membrana lipoprotéica. Surgiam as primeiras células.
- Essas células pioneiras eram muito simples e ainda não dispunham de um equipamento enzimático capaz de realizar a fotossíntese. Eram, portanto, heterótrofas. Só mais tarde, surgiram as células autótrofas, mais evoluídas. E isso permitiu o aparecimento dos seres de respiração aeróbia.
- Atualmente, se discute a composição química da atmosfera primitiva do nosso planeta, preferindo alguns admitir que, em vez de metano, amônia, hidrogênio e vapor de água, existissem monóxido de carbono, dióxido de carbono, nitrogênio molecular e vapor de água.
Oparin não teve condições de
provar sua hipótese. Mas, em 1953, Stanley Miller, na Universidade de Chigago,
realizou em laboratório uma experiência. Colocou num balão de vidro: metano,
amônia, hidrogênio e vapor de água. Submeteu-os a aquecimento prolongado. Uma
centelha elétrica de alta tensão cortava continuamente o ambiente onde estavam
contidos os gases. Ao fim de certo tempo, Miller comprovou o aparecimento de
moléculas de aminoácido no interior do balão, que se acumulavam no tubo
OPINIÃO REFLEXIVA:
Em minha opinião esses pesquisadores, respeitando-se as limitações tecnológicas correspondentes as épocas deram uma grande contribuição ao pensamento cientifico (pensamento em que um assunto é visto pelo lado da ciência). e ao método de ciência(o método científico conjunto de regras básicas de como se deve proceder a fim de produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento quer seja este fruto de uma integração, correção, evolução ou expansão da área de abrangência de conhecimentos pré-existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis - baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo - e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência) tão propalado e aceito nos dias de hoje como válidos.
:
TEMAS EXTRAS
Fórum Acadêmico e Cientifico II
Na falta de uma reposição constante de energia, pela via alimentar, quais os compostos que são consumidos emergencialmente de modo a manter o organismo vivo? Ordene os compostos levando em consideração a seqüência preferencial que o metabolismo humano apresenta, ou seja, quem ele vai consumir primeiro e assim por diante.
A IMPORTANCIA DOS ALIMENTOS ENERGÉTICOS.
Começamos a envelhecer já aos 22 anos de idade, e desde a juventude nós começamos a nos matar, o homem não morre, mata-se, somos uns auto-suicidas conscientes, pois sabemos o que é bom e o que é ruim para nossa saúde e optamos errado. O homem pode e deve prolongar a vida através de uma alimentação saudável com qualidade e não quantidade. As frutas são para o homem o alimento de primeira necessidade, são as maravilhas construtoras do organismo humano, dão energia, saúde, desaceleram e retardam o processo do envelhecimento celular. Por isso devemos consumi-las à vontade. Aqui temos alguns tipos de frutas para a nossa saúde: Abacate - abaixa ou reduz os níveis sangüíneos do LDL o colesterol ruim Abacaxi - fonte de energia, diluí as toxinas das carnes ingeridas. Acerola - anemia, gripe, resfriados. Água de coco verde - remineralizante em potencial, reposição energética, trata os rins, anemia, estômago Banana - ótima para tratar a hipertensão e repor o potássio perdido e necessário ao organismo Caqui - dá a longevidade Fruta do conde ou pinha - rica em elementos antioxidantes, altamente energéticas
Figo - importante para a manutenção dos fluídos corporais; trata a hipertensão Maçã - trata e acalma - reduz as chances do colesterol depositar-se nos vasos sangüíneos, dá a longevidade Mamão papaia - combate a artrite e sua enzima facilita a digestão Melão - é um soro biológico que trata os rins e ajuda na desintoxicação alimentar, fortifica os ossos e os dentes Melancia - elimina o ácido úrico, e desintoxica, fruta única Morango - excelente para evitar e tratar a gota e o estômago Nêspera - ameixas amarelas e nectarinas - para resistência física combate a fadiga Pêra - combate a hipertensão, tira o cansaço mental, alcaliniza o estômago Pêssego - um néctar para os diabéticos Romã - trata a garganta, e a rouquidão Uva rosada - excelente tônico por causa de grande quantidade de substâncias flavonóides, para desobstrução de veias, e para tratar o coração, também para livrar-se da anemia
TEMAS EXTRAS
Fórum Acadêmico e Cientifico III
O tema Origem da Vida na Terra, na sala de aula, ainda é relevante ou todos nós já temos conhecimento suficiente para considerar que a Ciência já apresentou todas as respostas possíveis?
A crescente participação da tecnologia na vida cotidiana do cidadão e a contínua transformação do sistema de produção pela dinâmica científico-tecnológica vem alterando as relações sociais e as relações ser humano/natureza. Isso tudo demanda, além de compreensão prática, uma percepção crítica da Ciência, em todas as suas implicações. Mostrar a Ciência como elaboração humana para uma compreensão do mundo e como meio para promover transformações é uma meta para o ensino da área na escola fundamental. Seus conceitos e procedimentos podem contribuir para o questionamento do que se vê e se ouve, para interpretar os fenômenos da natureza, para compreender como a sociedade nela intervém utilizando seus recursos e criando um novo meio social e tecnológico. É importante que se supere a postura que apresenta o ensino de Ciências como sinônimo da mera descrição de suas teorias e experiências, sem refletir sobre seus aspectos éticos, culturais e de suas relações com o mundo do trabalho. Durante muitos séculos, o ser humano se imaginou no centro do Universo, com a natureza à sua disposição e apropriou-se de seus processos, alterou seus ciclos, redefiniu seus espaços, mas acabou deparando com uma crise ambiental que coloca em risco a vida do planeta, inclusive a humana. Na educação contemporânea, o ensino de Ciências Naturais é uma das áreas onde se pode contribuir para uma reconstrução da relação ser humano/natureza em outros termos. A idéia de que o aprendizado deve estar centrado no fazer e no pensar ativo e crítico do aluno tem também essa dimensão de desenvolver uma consciência social e planetária. Um conhecimento maior sobre a vida e sobre sua condição singular na natureza permite ao aluno se posicionar acerca de questões polêmicas como os desmatamentos, o acúmulo de poluentes e a manipulação gênica. Deve poder ainda perceber a vida humana, seu próprio corpo como um todo dinâmico, que interage com o meio em sentido amplo. Tanto a herança biológica quanto as condições culturais, sociais e afetivas refletem-se na arquitetura do corpo, de tal forma que não se pode considerá-lo uma máquina, pois cada ser humano é único, como único é seu corpo. Nessa perspectiva, a área de Ciências pode contribuir para a percepção da integridade pessoal e na formação da auto-estima, da postura de respeito ao próprio corpo e ao dos outros, para o entendimento da saúde como um valor pessoal e social, e para a compreensão da sexualidade humana sem preconceitos. Conviver com produtos científicos e tecnológicos é algo hoje universal, mas que não significa conhecer seus processos de produção e distribuição. A falta de informação científico-tecnológica pode comprometer a própria cidadania, deixada à mercê do mercado e da publicidade. Mais do que em qualquer época do passado, para o consumo ou para o trabalho, cresce o conhecimento necessário para interpretar e avaliar informações, até mesmo para poder participar e julgar decisões políticas. O ensino de Ciências Naturais também é espaço de expressão e comparação entre as explicações espontâneas dos alunos e aquelas elaboradas pela ciência contemporânea e de outras épocas e culturas. Assim, é possível favorecer o desenvolvimento de postura reflexiva e investigativa, de não aceitação a priori de idéias e informações, assim como a percepção dos limites de cada modelo explicativo, inclusive dos modelos científicos, colaborando para a construção da autonomia de pensamento e de ação. Considerando a obrigatoriedade do ensino fundamental no Brasil, não se pode pensar no ensino de Ciências como propedêutico, voltado apenas para o futuro distante. A criança não é só cidadã do futuro, mas já é cidadã hoje e, nesse sentido, conhecer Ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e desenvolvimento mental, para assim viabilizar sua capacidade plena de exercício da cidadania. Devemos sim estudar entre outras ciências, a ciência da terra (Geologia), pois na formação dos demais conhecimentos no âmbito cognitivo devemos estudar a dinâmica da Terra em que vivemos seus recursos, e da maneira mais econômica e sustentável para usar esses recursos. Geologists are scientific detectives who try to reveal the past and the future of the Earth. Nos professores devemos cultuar os aspectos do conhecimento científico que tentam revelar o passado e o futuro da Terra. Na biologia básica podemos aprender comoGeology is a field-based, multi-disciplinary science that integrates the principles of chemistry, physics, biology and mathematics in the study of Earth processes and history. um campo-base, a ciência multi-disciplinar que integra os princípios da química, física, biologia e matemática no estudo dos processos da Terra e da história. Geologists study a broad range of topics including plate tectonics, glaciers, floods, groundwater flow, and dinosaur evolution. Os professores devem estimular os alunos estudarem uma ampla gama de tópicos, incluindo placas tectônicas, geleiras, enchentes, fluxo de águas subterrâneas e evolução dos dinossauros. Devemos ser uma inferência mediadora, Geologists are increasingly in demand to study and evaluate geologic hazards, natural resources and environmental issues such as groundwater supply and contamination. para cada vez mais estimular os estudantes a compreender e avaliar os riscos geológicos, recursos naturais e questões ambientais como o abastecimento de águas subterrâneas e contaminação. Students who enjoy working outdoors, have a good scientific background, and are interested in understanding how the world around them works will find geology a rewarding area of study. Os alunos que gostam de trabalhar ao ar livre, têm uma boa base científica, e estão interessados em entender como o mundo em torno deles trabalha encontrará será muito gratificante.
TEMAS EXTRAS
Fórum Acadêmico e Cientifico IV
Podemos afirmar que o surgimento de compartimentos celulares garantiu, definitivamente, o sucesso da implantação da vida na Terra?
Argumentos: Célula
Em 1665, Robert Hooke publicou
um livro que o consagraria nos meios científicos da Inglaterra e do continente,
o chamado Micrographia. Neste livro, ele faz, entre outras coisas, a descrição
do primeiro microscópio feito de partes móveis, composto de uma lente objectiva
hemisférica e uma grande ocular plano-convexa. Foi ao estudar lâminas de
cortiça que Robert Hooke observou umas cavidades poliédricas, que chamou de
células, do latim cella que significa pequena cavidade. Estas cavidades não
eram mais do que paredes celulares de células vegetais mortas. A célula é a
estrutura mais simples na qual os elementos químicos existentes na Terra podem
estar organizados em forma de vida. Dai ser considerada por muitos autores como
a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional comum a todos os
seres vivos, estes podem ser constituídos por uma ou mais células. São estas
que realizam todas as funções fundamentais dos seres vivos , nomeadamente,
reprodução, crescimento, alimentação, movimentação, reacção a estímulos
externos e respiração(consumo do oxigénio produzindo dióxido de carbono). As
células são limitadas por uma membrana plasmática e no seu interior contém uma
solução aquosa concentrada em substâncias químicas, o citoplasma. No citoplasma
encontram-se dispersas numerosas estruturas designadas por organelos. Apesar de
todas as células terem uma estrutura base, existem variantes de cada tipo, em
número suficiente para criar a enorme variedade de formas vivas que conhecemos.
Por exemplo, no nosso corpo, existem cerca de 300 tipos diferentes de células,
cada uma com uma função específica. A Terra é o único planeta do Sistema Solar
aonde existe vida, isso ocorre porque ela apresenta fatores químicos e físicos,
sem os quais a vida não seria possível. Estes fatores são: a luminosidade, a
temperatura amena, a disponibilidade de água, o ar atmosférico rico em oxigênio
e as substâncias químicas utilizadas pelos organismos em geral. A sobrevivência
de qualquer espécie depende da presença destes fatores, mas não somente deles,
de fato, se observarmos a vida de um organismo verificaremos que ele nunca está
isolado, pois além dos componentes físicos e químicos ele está sempre cercado
por outros seres vivos. Chama-se meio ambiente ao conjunto de fatores físicos,
tais como luz e calor, químicos, como oxigênio, nitrogênio e carbono e os
biológicos, os seres vivos em geral, sendo eles dos reinos: Monera, Protozoa,
Fungi, Vegetal e Animal. Nosso planeta é uma esfera de 14 mil quilômetros de
diâmetro. Em torno dessa esfera existe uma grossa camada gasosa que recebe o
nome de Atmosfera, isto é, esfera de ar. Grande parte da crosta terrestre,
denominada Litosfera, é recoberta por uma camada de água, chamada Hidrosfera.
Reserva-se o termo Biosfera para designar a parte do planeta onde pode ser
encontrada vida, trata-se, portanto da região do planeta que contém todos os
seres vivos e onde a vida é permanentemente possível. A biosfera compreende um
espaço que vai desde a altitude de











































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