terça-feira, 26 de novembro de 2024

Unidade II - Tema 4 - Vitaminas 1. Diferencie as vitaminas hidrossolúveis das lipossolúveis. RESUMO: Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo III Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

 

Unidade II - Tema 4 - Vitaminas

 

1. Diferencie as vitaminas hidrossolúveis das lipossolúveis.

RESUMO:

As vitaminas do complexo B (Hidrossolúveis) são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade. Ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.

As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O organismo somente usa o necessário, eliminando o excesso.  Vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em água. Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios, além de bílis e suco pancreático.

As vitaminas hidrossolúveis são vitaminas solúveis em água. São absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O organismo somente usa o necessário, eliminando o excesso. Elas não se acumulam no corpo, ou seja, não permanece no nosso organismo por muito tempo, sendo assim, excretada pelo organismo através da urina.  As vitaminas hidrossolúveis são muito sensíveis ao cozimento e se perdem facilmente na água em que as verduras e legumes são cozidos. Por isso longos cozimentos devem ser evitados.  As vitaminas hidrossolúveis são:

Vitaminas do complexo B:

Vitamina B1;

Vitamina B2;

Vitamina B6;

Ácido pantotênico;

Niacina;

Biotina;

Ácido fólico (folato);

Vitamina B12;

Vitamina C.

Vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em água. Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios, além de bílis e suco pancreático. Após a absorção no intestino, elas são transportadas através do sistema linfático até aos tecidos onde serão armazenadas. As vitaminas lipossolúveis são as vitamina A, a vitamina D, a vitamina E e a vitamina K. As vitaminas A e D são armazenadas principalmente no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em menor escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K.

Vitaminas

LIPOSSOLÚVEIS

A (Retinol, Betacaroteno, Tretinoína, Alfacaroteno) - D (Ergocalciferol, Colecalciferol, Didrotaquisterol, Calcitriol, Calcidiol) - E (Tocoferol, Tocotrienol) - K (Naftoquinona, Filoquinona/K1, Menatetrenona/K2)

HIDROSSOLÚVEIS: VITAMINAS B

B1 (Tiamina, Sulbutiamina, Benfotiamina) - B2 (Riboflavina) - B3 (Niacina, Nicotinamida) - B5 (Ácido pantotênico, Dexpantenol, Pantetina) - B6 (Piridoxina, Fosfato de piridoxal) - B7 (Biotina) - B9 (Ácido fólico) - B12 (Cianocobalamina, Hidroxocobalamina, Metilcobalamina, Cobamamida)

HIDROSSOLÚVEIS: OUTRAS

C (Ácido ascórbico) - Colina

 

2. Cite as vitaminas que, juntas, constituem o chamado Complexo B.

Introdução contextual.

VITAMINA (do latim “Vita”, vida + elemento composto amina) isso se deve a Casimir Funk, ao criar o termo, em 1911, descobrindo a primeira vitamina - vitamina B1- identificou-a como uma amina imprescindível para a vida. Desde as experiências fundamentais de Lavoisier, no século XVIII, até os estudos de Funk, um período de hipóteses, de investigações experimentais e observações clínicas imperaram, por etapas, até chegar-se ao ano de 1920, encerrando-se, assim o que poderia denominar o primeiro ciclo das investigações vitaminológicas.  Entre as décadas de  1920 a 1940 diversos estudos possibilitaram a identificação das causas de diversas doenças que hoje são  reconhecidas como “carências de vitaminas”.. A descoberta de novos fatores vitamínicos tais como a distinção entre as vitaminas A e D; a natureza nutricional e a vitaminótica da pelagra; a função nutritiva da riboflavina; as diversas funções da tiamina; a descoberta do ácido ascórbico; da biotina, da vitamina K; do ácido fólico; o isolamento da vitamina E; da vitamina B12 e a constatação que, sob a denominação genérica de vitamina B estavam grupados diversos fatores vitamínicos de estrutura e funções diferentes que compunham o chamado "complexo B”, se desenvolve novas perspectivas. Nesse período foram tentadas com sucesso as primeiras sínteses vitamínicas e sobre maneira enriquecido o patrimônio vitaminológico com o estabelecimento de sua importância na nutrição, suas fontes alimentares, suas funções fisiológicas e seu emprego em diversas afecções em que elas se mostram, em muitos casos, eficazes.  Segundo os Anais do III Congresso Internacional de Vitaminologia, realizado em 1953 em Milão, na Itália, "as vitaminas são substâncias orgânicas especiais, que procedem freqüentemente como coenzimas, ativando numerosas enzimas importantes para o metabolismo dos seres vivos. São reproduzidas nas estruturas celulares das plantas e por alguns organismos unicelulares. Os metazoários não as produzem e as obtêm através da alimentação. São indispensáveis ao bom funcionamento orgânico. Agem em quantidades mínimas e se distinguem das demais substâncias orgânicas porque não constituem uma fonte de energia nem desempenham função estrutural". A deficiência de algumas vitaminas no organismo desencadeia distúrbios que são conhecidos como avitaminoses ou doenças de carência, como por exemplo, o escorbuto, o beribéri, o raquitismo etc., algumas são encontradas na natureza sob uma forma inativa, precursora da vitamina propriamente dita, denominada provitamina. As vitaminas são classificadas pela sua ação biológica e em termos de suas características físico-químicas em: Hidrossolúveis: tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, ácido pantotênico, ácido fólico, cobalamina, biotina, ácido ascórbico, inositol, paba, vitaminas P, F, B15. Lipossolúveis: vitamina A, D, E e K.

O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular. Antigamente, pensava-se que as vitaminas do complexo B, como são conhecidas, eram uma só vitamina, chamada de vitamina B. Depois, pesquisas mostraram que elas eram vitaminas quimicamente distintas que coexistem em alguns alimentos.  Facilita a digestão e absorção dos carboidratos, das proteínas e da gordura. No estômago, as vitaminas B estimularão a liberação e controlarão a ação do suco gástrico, ajudando na absorção e digestão dos nutrientes e, dessa forma, aumentarão a eficácia de sua dieta. Se você é um esportista ou praticante de atividades físicas que deseja obter o máximo de benefícios da sua dieta, a suplementação com complexo B é indicada. Vitamina B1 - A tiamina é importante para produção de ácido clorídrico e para a formação do sangue. Tem importante função no metabolismo dos carboidratos. Não há problema se for ingerida em excesso, pois ela não se acumula no organismo (é eliminada pelas fezes). A absorção fica prejudicada com o consumo elevado de álcool, que interfere no transporte da substância. A deficiência de vitamina B1 manifesta-se principalmente em pacientes alcoólatras e é denominada beribéri. Os sintomas principais das falta da tiamina são fadiga, depressão, anorexia e instabilidade emocional. Podem aparecer também sintomas gastrointestinais e insuficiência cardíaca. Vitamina B2 (antes conhecida por vitamina G) - A riboflavina é fundamental no processo metabólico de proteínas, carboidratos e gorduras. A riboflavina também está envolvida nos processos de manutenção da integridade cutânea. Ela é necessária para a formação de hemácias, produção de anticorpos, respiração celular e para o crescimento de forma geral. Alivia a fadiga ocular (vista cansada) e é importante na prevenção e tratamento da catarata. Participa do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Vitamina B3 - niacina, incluindo ácido nicotínico e nicotinamidaA vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável. Vitamina B3 ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, e na produção de ácido clorídrico para o sistema digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação. Vitamina B5 - Ácido pantotênico, conhecido como a vitamina anti-stress, a vitamina B5 atua na produção dos hormônios supra-renais e na formação de anticorpos. A utilização de vitaminas auxilia na conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia. Esta vitamina é necessária para produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal e é um elemento essencial da coenzima A. Vitamina B6 - A piridoxina participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado. Muitas reações do metabolismo são dependentes da piridoxina. É importante tanto para a saúde física quanto mental. A vitamina B6 é uma coenzima e interfere no metabolismo das proteínas, gorduras e triptofano. Atua na produção de hormônios e é estimulante das funções defensivas das células. Participa no crescimento dos jovens. Vitamina B7 (antes conhecida como vitamina H) - A biotina ajuda no crescimento celular, produção de ácidos graxos, metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, e na utilização das vitaminas do complexo B. Quantidades suficientes são necessárias para a saúde dos cabelos e pele. A biotina pode evitar a queda de cabelos em alguns homens. Vitamina B9 (antes conhecida como vitamina M ou vitamina Bc) - O ácido fólico, considerado um alimento para o cérebro, o ácido fólico é necessário à produção de energia e formação das hemácias. Vitamina B11 - Amparadora do crescimento. Vitamina B12 - A cobalamina é necessária na prevenção da anemia. Auxilia na formação e longevidade das células. Essa vitamina também é necessária à digestão apropriada, absorção dos alimentos, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos e lipídeos. Além disto, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove o crescimento e desenvolvimento normais. É essencial para o funcionamento da célula, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. É necessária para a formação de DNA e afeta a formação de mielina.

Fontes de Alimentos do Complexo BVitamina B1 (Tiamina).

Carnes vermelhas, fígado, legumes cereais, leite e ovos;

Vitamina B2 (Riboflavina);

Carnes vermelhas e brancas, fígado, leite, queijos e ovos;

Vitamina B3 (Niacina);

Carnes vermelhas e brancas, fígado, ovos e germe de trigo;

Vitamina B5 (Ácido Pantotênico);

Carnes vermelhas, fígado, rins, germe de trigo, brócolis, batata e tomate;

Vitamina B6 (Piridoxina);

Germe de trigo;

Vitamina B7 (Biotina);

Carnes vermelhas, gema de ovo, cereais;

Vitamina B9 (Ácido Fólico)

Miúdos, vegetais folhosos, legumes, milho e amendoim.

Vitamina B12 (Cobalamina)

Carnes vermelhas e brancas.

Existem nutrientes que já foram reconhecidos como vitaminas B, mas que agora apenas formam os intervalos existentes na lista das consideradas verdadeiras vitaminas B.

Vitamina B4 – adenina;

Vitamina B8 – colina;

Vitamina B10 ou Bx - ácido para-aminobenzóico;

Vitamina B13 - ácido orótico;

Vitamina B15 - ácido pangâmico;

Vitamina B17 – amigdalina.

 

3. Escreva os nomes das vitaminas que desempenham as seguintes funções no organismo:

a) coagulação sangüínea.

“VITAMINA DA COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA”

FUNÇÃO: O principal papel da vitamina K é na modificação pós-translacional de vários fatores de coagulação do sangue, onde serve como coenzima na carboxilação de certos resíduos de ácido glutâmico presentes nestas proteínas. A vitamina K existe em várias formas, por exemplo, em plantas como filoiquinona (ou vitamina K1) e na flora bacteriana intestinal como menaquinona (ou vitamina K2). Para terapia existe um derivado sintético da vitamina K1 a menadiona. Em animais, como no homem, não exerce atividade farmacológica, quando sadios, porém, quando estes apresentam sua deficiência, a filoquinona exerce funções importantes como na biossíntese da protombina no fígado. A protombina é indispensável na coagulação do sangue. Controla hemorragias e sangramentos internos. É anti-hemorrágico.

CLASSIFICAÇÃO: Lipossolúveis.

METABOLISMO. A absorção da vitamina K é feita no intestino de modo idêntico ao das gorduras, necessitando da presença da bile, sendo que a absorção varia muito, dependendo de seu grau de solubilidade. É transportada do intestino para o sistema linfático e após algumas horas temos quantidades apreciáveis de vitamina K que aparecem no fígado, rim, pele, músculos, coração, apresentando seu máximo de concentração no sangue cerca de duas horas após a administração oral, e isso é seguido por uma rápida queda do índice inicial. A vitamina K não se estoca no organismo, se armazenado no fígado em pequena proporção, ocorrendo síntese bacteriana no intestino do homem, fornecendo desta forma fonte dessa vitamina. Pouco se conhece do destino metabólico da vitamina K, tendo sido detectado o “Simon metabólico” da fitomenadiona na urina, assim como no fígado e nos rins. A considerável quantidade de vitamina K que a parece nas fezes é primariamente de origem bacteriana, isso pode ser grandemente reduzido pela administração de drogas que exerçam efeito bacteriostático no intestino. Estudos recentes mostram que a vitamina K travessa a barreira placentária.

DEFICIÊNCIA. Uma verdadeira deficiência de vitamina K é incomum, pois quantidades adequadas geralmente são produzidas pelas bactérias intestinais ou obtidas na dieta. Se a população no intestino está diminuída, por exemplo, por antibióticos, a quantidade de vitamina formada endogenamente está reduzida e pode levar a hipoprotrombinemia no indivíduo levemente desnutrido. Esta condição pode exigir suplementação com vitamina K para corrigir a tendência ao sangramento. O aumento no tempo de coagulação no sangue. Os recém nascidos têm intestinos estéreis e inicialmente não podem sintetizar vitamina K, o qual é recomendado que todos os neonatos recebam uma dose única intramuscular de vitamina K como profilaxia contra as doenças hemorrágicas.

EXCESSO. A administração prolongada de grandes doses de vitamina K pode produzir anemia hemolítica e icteríciano latente, hernicterus em crianças devido a efeitos tóxicos sobre a membrana das hemácias.

FONTES. Também é produzido pela flora intestinal equilibrada. São encontrados em vegetais de folhas verdes, cabeça da cenoura, arroz integral, ervilha, couve-flor, aveia, tomate, ovo, óleos não-refinados, morango, algas, alfafa e iogurte. Fígado, leite e nabo.

b) antioxidante e anti - radicais livres.

C,e E e a BETA-CAROTENO.

Beta-carotene-2D-skeletal.svg

BetaCarotene-3d.png

Nome IUPAC - β,β-carotene - Outros nomes - β-Carotene, all-trans- (8CI); (all-E)-1,1'-(3,7,12,16-Tetramethyl-1,3,5,7,9,11,13,15,17-octadecanonaene-1,18-diyl)bis[2,6,6-trimethylcyclohexene]; BetaVit; Betacarotene; C.I. 40800; C.I. Food Orange 5; Carotaben; Carotene Base 80S; CoroCare; Cyclohexene, 1,1'-(3,7,12,16-tetramethyl-1,3,5,7,9,11,13,15,17-octadecanonaene-1,18-diyl)bis[2,6,6-trimethyl-, (all-E)-; Food Orange 5; KPMK; Lucaratin; Lucarotin; Lucarotin 10CWD/O; Lucarotin 30SUN; Lurotin; NSC 62794; Provatene; Provatenol; Rovimix β-carotene; Serlabo; Solatene; all-E-β-Carotene; all-trans-β-Carotene; β-Carotene

O ácido ascórbico ou vitamina C (C6H8O6, ascorbato, quando na forma ionizada) é uma molécula usada na hidroxilação de várias outras em reacções bioquímicas nas células. A sua principal função é a hidroxilação do colágeno, a proteína fibrilar que dá resistência aos ossos, dentes tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Além disso, é um poderoso antioxidante, sendo usado para transformar os radicais livres de oxigênio em formas inertes. É também usado na síntese de algumas moléculas que servem como hormônios ou neurotransmissores. Em gêneros alimentícios é referido pelo número INS 300.  - Nome IUPAC - 3-oxo-L-gulofuranolactona (5R)-5-[(1S)-1,2-diidroxietil]-3,4-diidroxifurano-2(5H)-ona. Outros nomes               Vitamina C Ácido L-xiloascórbico

L-ascorbic-acid-3D-balls.png  L-Ascorbic acid.svg

Uma parte do oxigênio que respiramos se transforma em radicais livres, que estão ligados a processos degenerativos como o câncer e o envelhecimento. Deve ser lembrado os radicais livres também tem um papel importante atuando no combate a inflamações, matando bactérias, e controlando o tônus dos "músculos lisos". Os antioxidantes protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as vitaminas C, E e o beta-caroteno - são ingeridos. O ácido ascórbico(Vitamina C) é um sólido cristalino de cor branca, inodoro, hidrossolúvel e pouco solúvel em solventes orgânicos. O ácido ascórbico presente em frutas e legumes é destruído por temperaturas altas por um período prolongado. Também, sofre oxidação irreversível, perdendo a sua atividade biológica, em alimentos frescos guardados por longos períodos. Aos valores de pH normalmente encontrados no meio intracelular, o ácido ascórbico encontra-se predominantemente na sua forma ionizada, o ascorbato. Uma das actividades mais importantes do ascorbato no organismo humano é na desidratação de resíduos de prolina no colagénio. O colagénio, uma proteína estrutural fundamental, necessita ter determinados resíduos de prolina na forma hidroxiprolina para manter uma estrutura tridimensional correcta. A hidroxilação é feita pela enzima prolil-4-hidroxilase; o ascorbato não intervém directamente nesta hidroxilação, pelo que é assumido que é necessário para reduzir o íon Fe3+ que participa na catálise enzimática (nesta, o íon passa do estado Fe2+ para Fe3+, sendo necessário o seu restabelecimento para novo ciclo catalítico). Em plantas, o ascorbato encontra-se em concentrações relativamente elevadas (2 a 25 mM) e actua na desintoxicação do peróxido de hidrogénio. A enzima ascorbato peroxidase catalisa a redução do peróxido de hidrogénio a água, usando o ascorbato como agente redutor. Também é precursor dos íons tartarato e oxalato. Tem os seguintes efeitos no organismo em doses moderadas: Favorece a formação dos dentes e ossos; Ajuda a resistir às doenças; Previne gripes, fraqueza muscular e infecções. Este ponto é disputado, havendo estudos que não mostram qualquer efeito de doses aumentadas. Contudo ajuda, sem dúvida, em doentes já com escorbuto. Ajuda o sistema imunológico e a respiração celular, estimula as glândulas supra-renais e protege os vasos sanguíneos. A vitamina C é importante para o funcionamento adequado das células brancas do sangue. É eficaz contra doenças infecciosas e um importante suplemento no caso de câncer. A carência desta vitamina provoca a avitaminose designada por escorbuto. É importante observar que a vitamina C (ácido ascórbico) é extremamente instável.  Ela reage com o oxigênio do ar, com a luz e até mesmo com a água. Assim que é exposta têm-se início reações químicas que a destroem, daí o surgimento do gosto ruim no suco pronto. Estima-se que, em uma hora, quase que a totalidade do conteúdo vitamínico já reagiu e desapareceu, por isso é importante consumir as frutas ou o suco fresco feito na hora, deste modo, temos certeza que o teor de vitaminas está garantido. No caso das frutas, deve-se levar em conta o estado das mesmas (cascas, cor e etc.), caso estejam 'feridas' pode ser que já se encontre em estado avançado de reação e não tenha o 'teor' vitamínico que se deseja.

Fontes alimentares

Acerola 1 copo (250 ml) = 3.872 mg

Mamão (ou papaia)100 gramas = 62 mg

Laranja 1 copo (250ml) = 124 mg

Limão (fresco) 100 ml = 46 mg

Morangos 100 gramas = 57 mg

Kiwi 100 gramas= 98 mg[6]

Cantalupo 100 gramas= 26 mg

Toranja (pomelo)

Pimentão (vermelho ou verde)

Camu-camu 100 gramas = 6.000 mg

 

 

Alimentos com maior poder antioxidante.

Pesquisadores da U. S. Department of Agriculture nutrition center na Tufts University, em Boston, estão testando quais alimentos tem maior poder antioxidante. Para isto, Dr. Ronald Prior e seus colegas, mediram a capacidade de absorção de radicais livres dos alimentos. O problema é que os testes foram feitos com os alimentos comprimidos em tubos. Eles ainda não descobriram como testar o poder antioxidante no corpo humano. Os pesquisadores descobriram que os vegetais e frutas com maior poder antioxidante são os listados na tabela abaixo:

 

Poder Antioxidante

 

Pos.

Vegetais

Frutas

1

Repolho

Morango

2

Beterraba

Ameixa

3

Pimenta vermelha

Laranja

4

Brócolis

Uva

5

Espinafre

Maçã

6

Batata

Tomate

7

Milho

Banana

8

Pêra

9

Melão

 

ALIMENTOS QUE CONTÊM VITAMINA.

 

  • Morangos (uma xícara, cortados)
  • Mamão (uma xícara, cubos)
  • Kiwi (um, médio)
  • Laranja (uma, média)
  • Suco de laranja (1/2 xícara)
  • Cantalupo (1/4, médio)
  • Manga (uma xícara, cortada)
  • Grapefruit (1/2 de um médio)
  • Suco de Grapefruit (1/2 xícara)
  • Pimentão vermelho ou verde (1/2 xícara) Cru Cozido
  • Brócolis (1/2 xícara, cozido)
  • Couve (uma xícara, cozida)
  • Couve-de-bruxelas (1/2 xícara, cozida)
  • Ervilhas (1/2 xícara, cozidas) Frescas Congeladas
  • Batata (uma média, assada)
  • 95mg
  • 85
  • 75
  • 70
  • 50
  • 60
  • 45
  • 40
  • 35
  • 65 50
  • 60
  • 55
  • 50
  • 40 20
  • 25

Exercícios físicos produzem radicais livres?

Dr. Kenneth Cooper, em seu livro "Revolução Antioxidante" (Editora Record, 1994), descreve duas maneiras pelas quais os radicais livres são produzidos durante exercícios físicos. A primeira está ligada aos exercícios exaustivos nos quais há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo de oxigênio no corpo. O enorme bombeamento de oxigênio através dos tecidos desencadearia a liberação de radicais livres. Para se evitar isto, Cooper recomenda praticar os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima. A outra forma de produção de radicais livres durante os exercícios está ligada ao processo que é conhecido como isquemia-reperfusão. Quando os exercícios físicos intensos são praticados, o fluxo sangüíneo é desviado dos órgãos não diretamente envolvidos para os músculos em atividade. Assim, uma parte do corpo irá passar por uma deficiência de oxigênio. Ao término do exercício há reperfusão, quando o sangue retorna aos órgãos que estiveram privados. Este processo foi associado à liberação de grandes quantidades de radicais livres. Verificamos então a importância do desaquecimento, ou volta à calma.

Então atletas sofrem mais a ação dos radicais livres?

Não necessariamente! É verdade que pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas Edmund Burke, Ph.D., salienta, em sua coluna para o site da Endurox, alguns pontos importantes a se considerar nestas pesquisas.

Primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que em pessoas bem treinadas o aumento da ação dos radicais livres devido ao exercício é bem menor. Isto se deve ao fato de que atividade física regular aumenta os níveis de enzimas que destroem os radicais livres.  Uma demonstração disto é o estudo realizado pela Universidade de Tubingen na Alemanha. Homens treinados e não treinados realizaram um teste de intensidade progressiva em esteira ergometrica até a exaustão. O dano ao DNA nas células brancas no sangue foi significativamente menor nos homens treinados. Deve-se lembrar que os treinados correram por mais tempo e por isso consumiram mais oxigênio (International Journal of Sport Medicine, 1996, 17 : 397-403).

Os exercícios de baixo-moderada intensidade combatem os radicais livres?

Sim. Segundo o Dr. Kenneth Cooper os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima tem importância fundamental no combate aos radicais livres. Sem eles as defesas internas de seu organismo contra os radicais livres ficam fragilizadas.

Quantidade de vitaminas que devemos ingerir para combater os radicais livres.

A maior parte dos médicos e nutricionistas segue as recomendações de quantidades diárias de vitaminas (RDA) do departamento de agricultura do governo americano (U. S. Department of Agriculture). Entretanto as superdoses de algumas vitaminas têm o aval de pesquisadores de renome como o cientista americano Linus Pauling, Prêmio Nobel de Química em 1954 (e da Paz oito anos mais tarde). Pauling se auto prescreveu 10 gramas diários de vitamina C, equivalentes a duzentos copos de suco de laranja. Já o Dr. Kenneth Cooper recomenda um coquetel antioxidante diário a base de vitaminas para combater a ação danosa dos radicais livres. O beta-caroteno é uma espécie de vitamina A desmontada que o corpo só monta quando tem necessidade. Senão, eliminam suas sobras, o que não faz com a vitamina A que é altamente tóxica. Por isso, cuidado para não adquirir suplementos de vitamina A, mas sim de beta-caroteno. Na verdade, é nebulosa a área entre o necessário à saúde e os excessos nocivos. Os adversários das megadoses argumentam que o corpo humano não precisava mais do que poucos miligramas de vitamina C por dia, sendo o excesso eliminado pela urina. O médico americano Stephen Lawson, diretor do Instituto Linus Pauling de Pesquisas, rebate dizendo que a vitamina C leva seis horas até ser eliminada, de modo que durante esse período ela fica ativa, circulando pelo sangue. Sendo assim a melhor estratégia ao se tomar suplemento de vitamina C é fracionar a ingestão em doses menores ao longo do dia. O Instituto Nacional da Saúde, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de comer vegetais ricos em vitamina C diminui 13% o risco de enfartes. Se esse bom hábito for somado a comprimidos da mesma vitamina, a incidência despenca 37%. Não se sabe a dose extra-exata para se obter esse efeito preventivo. Mas a dúvida não apaga o fato: 37% menos chance de se morrer do coração. Com relação à vitamina E, Liz Applegate , nutricionista consultora da Runner's World, lembra que vários estudos já demonstraram que a ingestão diária de 400 UI protege os atletas dos danos oxidativos provocados pelo treinamento de longa distância. Como nutricionista ela adoraria afirmar que é possível obter 400 UI pela alimentação, mas reconhece que isto é muito difícil.

OBSERVAÇÃO:

Tomar um comprimido de vitamina C por dia não protege a maioria das pessoas de resfriados comuns, de acordo com um estudo feito por cientistas na Austrália e na Finlândia. Uma análise de 30 pesquisas, envolvendo um total de 11.350 pessoas, também concluiu que doses de pelo menos 200 miligramas por dia não tiveram grande eficácia em reduzir a duração ou gravidade de resfriados. Mas pessoas expostas a períodos de grande estresse, como corredores de maratona, podem reduzir o seu risco de pegar resfriados em 50% se tomarem vitamina C diariamente. O estudo foi publicado na última edição da revista científica Cochrane Library. Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana e da Universidade de Helsinki concluíram que, para a maioria das pessoas, os benefícios de tomar vitamina C diariamente são tão poucos que não valem o esforço ou o gasto. Embora eles tenham descoberto que a vitamina C pode reduzir a duração de resfriados em até 8% em adultos e 13,6% em crianças, como a maioria das pessoas só tem dois ou três resfriados anualmente, este benefício é muito pequeno. Harri Hemilä, que participou do estudo, disse: "Não faz sentido tomar vitamina C 365 dias por ano para diminuir a chance de pegar um resfriado." Mas os cientistas dizem que isso pode se justificar no caso de pessoas expostas a frio em excesso  ou estresse físico, onde doses de vitamina C reduziram pela metade o risco de se pegar resfriado. Além disso, afirmam que há evidências sugestivas de um estudo de que doses muito grandes de vitamina C tomadas no começo de um resfriado podem ter um efeito positivo. Mas mais pesquisas serão necessárias para avaliar esta possibilidade. Em 1970, o químico Linus Pauling, que recebeu o prêmio Nobel, encorajou as pessoas a tomarem mil miligramas de vitamina C diariamente para afastar a possibilidade de resfriados. Mas desde então os efeitos da vitamina em resfriados causam polêmica.

Infecção.

A atual dose diária recomendada de vitamina C é de apenas 60 miligramas, e Catherine Collins, uma nutricionista da Associação Dietética Britânica, disse que a dose ideal é de 200 miligramas por dia.  Mas ela disse que a maioria das pessoas pode facilmente obter essa quantidade da vitamina dos alimentos, comendo cinco porções de frutas e verduras todos os dias. Além disso, vitamina C em excesso não é absorvida e, portanto, é eliminada pelo organismo. Embora os glóbulos brancos do organismo, que combatem infecções, utilizem vitamina C, Collins disse que há poucas evidências que sugerem que ela possa ajudar a impedir resfriados. "Parece biologicamente plausível, porque a vitamina C ajuda a melhorar o sistema imunológico, mas ela só parece funcionar em pessoas com deficiência (da vitamina C), o que é muito raro", afirmou. Mas ela acrescentou que o estudo é útil para um melhor conhecimento da vitamina C.

http://www.studyadelaide.com/

c) facilitar a absorção de cálcio e fósforo na formação óssea.

CALCIFEROL. A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imunológico, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos. O nome da vitamina foi criada pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em latim vita (vida) e no sufixo -amina. Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se. A vitamina D também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes. Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.

d) Proteção dos tecidos epiteliais e visão.

Retinol. Aaxeroftol.

Nome IUPAC - (2E,4E,6E,8E)-3,7-Dimethyl- 9-(2,6,6-trimethylcyclohex-1-enyl)nona- 2,4,6,8-tetraen-1-ol.

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Principais fontes na natureza - A vitamina A, uma vitamina lipossolúvel, ocorre sob duas formas principais na natureza – o retinol, o qual se encontra apenas em fontes animais e certos carotenóides (provitaminas), as quais se encontram apenas em fontes vegetais. Os carotenóides são os compostos que dão a vários frutos e vegetais a sua cor amarela ou laranja. O carotenóide mais abundante e mais conhecido é o beta-caroteno. O beta-caroteno é um precursor da vitamina A ou “provitamina A”, porque a sua atividade como vitamina A ocorre apenas após a sua conversão para retinol no interior do corpo. Uma molécula de beta-caroteno pode ser clivada por uma enzima intestinal específica em duas moléculas de vitamina A. Os alimentos ricos em beta-caroteno incluem as cenouras, os vegetais de folhas verde-escuras, e amarelas (p.e. espinafres e bróculos), abóboras, alperces e melões. A vitamina A pré-formada ou retinol, pode ser encontrada no fígado, gema de 

ANd9GcREVf9EYKbv1SlN4XjxpImAh5JKR43QerOtZzMJWV1ldHMYB3v1PgFRUTA NÃO CONHECIDA COM POPULARIDADE NO BRASIL..

Os alperces são frutos pequenos, de cor laranja dourada, com pele e tegumento aveludados: não muito sumarento, mas marcadamente suave e doce. O seu sabor é quase almiscarado, com uma leve acidez que é mais pronunciada quando o fruto está seco. Há quem ache que o sabor se encontra algures entre o do pêssego e o da ameixa, frutos dos quais são próximos.  Os alperces são cheios de beta-caroteno e fibra, dão-nos os primeiros sinais da chegada do Verão e são abundantes em vários nutrientes, em particular em vitamina C e vitamina A.

35 GRS / 16.80 CALORIAS

 

NUTRIENTES

QUANT.

DDR (%)

DENSIDADE DO NUTRIENTE

CLASS.

VITAMINA A

914.20 IU

18.3

19.6

EXCELENTE

VITAMINA C

3.50 MG

5.8

6.3

MUITO BOM

FIBRAS

0.84 G

3.4

3.6

BOM

TRIPTOFANOS

0.01 G

3.1

3.3

BOM

POTÁSSIO

103.60 MG

3.0

3.2

BOM

 Benefícios para a Saúde: 

 

● Dietas de Emagrecimento

● Doenças dos Olhos

● Anemia Ferropénica

● Lesões da Pele e Mucosas

● Afecções Nervosas (astenia; depressão; inapetência, etc.)

● Afecções Digestivas.

Estabilidade.

A vitamina A é sensível à oxidação pelo ar. A perda de atividade é acelerada pelo calor e pela exposição à luz. A oxidação das gorduras e dos óleos (p.ex. manteiga, margarina, óleos de cozinha) pode destruir as vitaminas lipossolúveis, incluindo a vitamina A. A presença de antioxidantes, tais como a vitamina E contribui para a proteção da vitamina A. O beta-caroteno é uma das vitaminas mais estáveis em vegetais. Têm sido documentadas perdas pela cozedura de 25%, mas apenas após fervura por um período comparativamente longo.

Principais Iterações.

O estado da vitamina A pode ser influenciado por vários fatores, incluindo os seguintes: Doenças e infecções, especialmente o sarampo, comprometem o estado da vitamina A e, reciprocamente, um estado de pobreza em vitamina A diminui a resistência às doenças. A ingestão crônica e em excesso de álcool pode comprometer o armazenamento da vitamina A no fígado. Uma deficiência aguda de proteínas interfere com o metabolismo da vitamina A e, ao mesmo tempo, baixas quantidades de gordura na dieta interferem com a absorção tanto de vitamina A como de carotenóides. As alterações no metabolismo do ferro ocorrem associadas à deficiência em vitamina A, resultando, por vezes, em anemia. A vitamina E protege a vitamina A da oxidação; deste modo um estado adequado de vitamina E protege o estado da vitamina A.

Funções.

A vitamina A é essencial para a visão, para um crescimento adequado e para a diferenciação dos tecidos.

Visão.

Os bastonetes, as células visuais receptoras de luz na retina do olho permitem-nos distinguir entre a luz e a escuridão. Estas células contêm um pigmento sensível à luz chamado púrpura visual (rodopsina), o qual é um complexo da proteína opsina e da vitamina A. Quando um bastonete é exposto à luz, a púrpura visual desintegra-se, libertando cargas elétricas para o cérebro. Estes estímulos são depois traduzidos numa imagem compostos a qual nós “vemos”. Ao mesmo tempo, é formada nova rodopsina nas células visuais a partir da opsina e da vitamina A.

Crescimento.

A vitamina A tem um papel importante no crescimento normal e no desenvolvimento, bem distinto do seu papel na manutenção da visão. Um dos primeiros sinais de deficiência de vitamina A nos animais é a perda de apetite, acompanhado por um retardamento do crescimento.

Dose Diária Recomendada (DDR).

Os seres humanos baseiam-se na dieta alimentar para cobrir as suas necessidades de vitamina A. A Dose Diária Recomendada para os adultos nos EUA é 1000 RE (5000 IU) para os homens e 800 RE (4000 IU) para as mulheres. Durante a gravidez e a amamentação, são recomendadas 200 RE e 400 RE adicionais por dia, respectivamente. Os bebês e crianças, devido ao seu menor tamanho corporal, têm uma DDR inferior à dos adultos.

Deficiência.

Um dos sintomas iniciais de deficiência em vitamina A é a cegueira noturna, ou uma capacidade diminuída para ver na penumbra. A deficiência grave produz cegueira parcial ou total, uma doença chamada xeroftalmia. O surgimento de lesões na pele (hiperqueratose folicular) tem também sido utilizado como um indicador inicial de um estado inadequado de vitamina A. A deficiência em vitamina A é de longe a mais generalizada e a mais grave nas crianças, especialmente nos países pobres. É a principal causa de cegueira na infância e, combinada com outros fatores, tais como uma mal nutrição protéico calórica e a crescente ocorrência de infecções, é associada a elevadas taxas de mortalidade infantil. Nas crianças com xeroftalmia são comuns os problemas associados, tais como crescimento subdesenvolvido, doenças respiratórias, doenças parasitárias e infecciosas.  As doenças podem elas próprias induzir a deficiência de vitamina A, mais especificamente as doenças hepáticas e gastrointestinais, as quais interferem com a absorção e utilização da vitamina A. Acredita-se atualmente que um estado de carência da vitamina A pode estar também associado ao desenvolvimento do cancro, embora não sejam ainda conhecidos os mecanismos exatos.

Utilização Terapêutica.

São distribuídas doses terapêuticas de vitamina A em zonas mundiais específicas, de modo a prevenir a xeroftalmia e tratar aqueles nos quais já tenham surgido os estágios iniciais de cegueira. Dado que a vitamina A pode ser armazenada no fígado, é possível construir uma reserva nas crianças através da administração de doses de elevada potência. A dose terapêutica standard utilizada atualmente para as crianças é de 200.000 IU administradas oralmente em líquido ou em cápsulas, duas a três vezes por ano. A cápsula contém também 40 IU de vitamina E, para facilitar à absorção de vitamina A. A administração de 400.000 IU de vitamina A a crianças com complicações decorrentes do sarampo, mas sem sinais claros de deficiência em vitamina A, diminuiu a mortalidade em cerca de 50% e reduziu significativamente a morbidade.  O intervalo de idades da população alvo para os programas de intervenção de vitamina A é normalmente entre o nascimento e os sete anos de idade. A xeroftalmia é habitualmente uma doença infantil de crianças entre os seis meses e os três anos. Em programas de distribuição periódica regulares, é dada uma seqüência de meia dose de 100.000 IU a crianças entre os seis meses e um ano de idade. Descobriu-se que uma única dose de 200.000 IU dada às mães imediatamente após o parto aumenta o conteúdo de vitamina A no leite materno. Quando consideramos a terapia de vitamina A em mulheres a amamentar, é necessária precaução dado que pode ser colocada em risco uma gravidez coexistente. Durante a gravidez não deve ser excedida uma dose diária de 10.000 IU de vitamina A.

Segurança.

Dado que a vitamina A (enquanto retinol) é armazenada no fígado, quantidades elevada tomadas durante um longo período de tempo podem eventualmente exceder a capacidade de armazenamento do fígado, passar para o sangue e provocar efeitos adversos. Existe assim uma preocupação relativa à segurança de ingestão de elevadas de doses de vitamina A pré-formada (retinol), especialmente em bebês, crianças e em mulheres em idade fértil.  A experiência de campo no que se refere aos programas de intervenção em nutrição em países onde a deficiência de vitamina A é prevalente, indica que doses únicas orais de 200.000 IU em crianças e 400.000 – 500.000 IU em adultos são seguras. No entanto, deve ser recordado que estas são doses profiláticas, dadas em níveis bastante elevados de modo a preencher reservas físicas devem ser diminuídas durante pelo menos a cada seis meses. Em pessoas bem nutridas, a toxicidade da vitamina A pode ocorrer de forma aguda no seguimento de doses muito elevadas (superiores a 500.000 IU) tomado durante um período de alguns dias, ou como estado crônico no seguimento de doses elevadas (50.000 IU) tomadas durante um longo período de tempo. Geralmente tomas de até 10 vezes a DDR são consideradas seguras. Os níveis atuais de vitamina A em alimentos fortificados são baseados nos níveis da DDR, assegurando que não existe possibilidade razoável de sobre ou super dosagem de vitamina A na população. Na esmagadora maioria dos casos, os sinais e os sintomas de toxicidade são reversíveis após a cessação da ingestão de vitamina A. O beta-caroteno é considerado uma forma segura de vitamina A, dado que é convertida pelo corpo apenas à medida que é necessária. O beta-caroteno apresenta uma absorção pobre a partir do trato gastrointestinal e a sua conversão em retinol torna-se progressivamente menos eficiente à medida que o estado da vitamina A melhora. Ingestões elevadas (superiores a 30mg/dia) de beta-caroteno podem, no entanto resultar numa coloração amarelo-alaranjada da pele (hipercarotenemia), a qual é reversível após a cessação da ingestão do beta-caroteno.

Suplementos.

A vitamina A está disponível em cápsulas de gelatina mole, comprimidos mastigáveis ou efervescentes ou em ampolas. Está também incluída na maioria dos multivitamínicos.

História.

Embora se saiba, desde os tempos do antigo Egito que certos alimentos curavam a cegueira noturna, a vitamina A em si mesma só foi identificada em 1913. A sua estrutura química foi definida por Paul Karrer em 1931. O professor Karrer recebeu um Prêmio Nobel pelo seu trabalho, dado que esta foi a primeira vez que era determinada a estrutura de uma vitamina.

1831  Wackenroder isola o corante amarelo-laranja das cenouras e dá-lhe o nome de “caroteno”.

1876 Snell consegue demonstrar que a cegueira nocturna e a xeroftalmia podem ser curadas dando ao paciente óleo de fígado de bacalhau.

1880 W. N. Lunin descobre que para além de necessitar de hidratos de carbono, gorduras e proteínas, os animais sob experiência apenas podem sobreviver se lhes forem dadas pequenas de quantidades de leite em pó.

1887 Arnaud descreve a presença generalizada de carotenos nas plantas.

1909 W. Stepp consegue extrair a substância lipossolúvel vital a partir do leite.

1915 McCollum diferencia entre “lipossolúvel A” e “hidrossolúvel B”.

1929  A atividade do beta-caroteno como vitamina A é demonstrada em experiências com animais.

1931  Paul Karrer isola retinol praticamente puro do óleo de fígado de uma espécie de sarda. Paul Karrer e R. Kuhn isolam carotenos activos.

1946 Isler inicia a primeira síntese industrial em larga escala da vitamina A.

1984 Alfred Sommer demonstra na Indonésia que a deficiência em vitamina A é a maior causa de mortalidade infantil.

Alimentos ricos em Vitamina A.

·                Fígado.

·                Manteiga.

·                Leite.

·                Gema de ovos.

·                Sardinha.

·                Queijos gordurosos.

·                Óleo de fígado de bacalhau.

·                Abacate.

·                Acelga.

·                Caju.

·                Pêssego.

·                Mamão.

·                Escarola.

·                Melão.

·                Cenoura.

·                Brócolis.

·                Batata-doce.

·                Couve.

·                Espinafre.

·                Abóbora.

·                Manga.

·                Tucumã (Amazônia).

Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são lipossolúveis, portanto a absorção de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as paredes das células se rompam e liberem cor também aumentam a absorção.

 

4. Identifique as vitaminas cuja deficiência causa as seguintes doenças:

a) queda de imunidade, fraqueza capilar e sangramento gengival.

IMUNIDADE.

Uma alimentação saudável e balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias do organismo contra vários tipos de doenças. A nutrição como ferramenta para modular um estado ideal de imunidade tem se tornado um fato real não apenas em estados patológicos de imunodepressores, como também para a manutenção de estados saudáveis em pessoas sem comprometimento do seu sistema imune.  Convém enfatizar que a relação nutrição-imunidade é extremamente dinâmica: tanto uma "overdose" de nutrientes quanto as deficiências podem levar a conseqüências negativas. Esta dinâmica também se observa na direcionalidade da relação, pois estados infecciosos decorrentes de uma deficiência da imunidade podem ocasionar má nutrição. A nutrição é muito importante no processo da resposta imune e infecção. Quando um organismo está com seu estado nutricional deficiente, acaba ficando mais suscetível a adquirir infecções e a resposta imunológica acaba comprometida. A falta de alguns nutrientes como as vitaminas A,E e C, ferro, zinco entre outros, comprometem as reações que fazem parte da resposta imune. Para catalisar e potencializar o sistema imunológico é preciso controlar o consumo de gorduras, açúcares, alimentos processados e refrigerantes, que prejudicam o bom funcionamento do sistema imunológico. E ingerir freqüentemente alimentos variados (grãos, hortaliças frescas, frutas, nozes, sementes) para conseguir ingerir vitaminas, minerais e enzimas diferentes.

Veja com alguns alimentos que agem diretamente no sistema imunológico.

Vitamina C: aumenta a produção das células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Vitamina E: Parte do sistema de defesa do corpo interage com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante e retardando o envelhecimento. Vitamina A: Tem ação antiinflamatória. Vitamina B6: Excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. Tem ação protetora contra o câncer, ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré-menstrual. Selênio (Se): Antioxidante, imunoestimulante, desintoxicante e antiinflamatório. Zinco (Zn): Atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. O processo infeccioso pode levar à desnutrição ou deficiência de macro ou micronutrientes, pois a infecção tem alguns efeitos sobre o metabolismo, tais como: Algumas infecções intestinais podem diminuir a absorção e a biodisponibilidade de nutrientes. A febre aumenta a necessidade calórica do organismo (para cada grau, 7% do valor calórico diário). Infecções crônicas consomem as reservas energéticas que estão no fígado e tecido adiposo. A maioria das infecções altera o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, o balanço eletrolítico e os níveis de micronutrientes. As alterações hormonais (principalmente corticosteróides) interferem no metabolismo de nutrientes. Alguns alimentos são importantíssimos para aumentar a imunidade do organismo, como o iogurte. Estudos científicos mostraram que os lactobacilos presentes no iogurte recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico. A noz moscada e a páprica têm ação antiinflamatória. E o suco de agrião com laranja é rico em zinco, ferro e vitamina C. O cogumelo shitake tem uma substância chamada lentinan que tende a estimular a produção das células de defesa do organismo. O alho (preferencialmente assado) ajuda a prevenir o câncer e as doenças cardíacas. E o gengibre fortalece o sistema de defesa do organismo. O ideal é consumi-lo antes das refeições para ajudar no processo digestivo. Só não é recomendando para gestantes por causar contrações uterinas. E a banana é uma campeã na promoção da saúde. Por conter muito ferro, ela estimula a produção de hemoglobulina no sangue e é de grande auxílio em casos de anemia. Usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago. Ela é indicada para pessoas que estão deixando o cigarro, por conter elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de potássio e magnésio, ajudando o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina. De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND (The National Association for Mental Health), no Reino Unido, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em banana. Ela contém Triptofano, um tipo de proteína que o organismo converte em serotonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar. Os brócolis ajudam na prevenção de câncer em geral e aumento da imunidade em todas as idades e a soja na regulação hormonal, diminuindo casos de câncer, aumento da imunidade, além de auxiliar no tratamento de colesterol e triglicérides altos. Assim, podemos concluir que uma alimentação balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias contra as mais variadas doenças, promovendo benefícios à saúde e à qualidade de vida.

FRAQUEZA CAPILAR.

Isso é possível porque a pele que recobre a cabeça é diferente da do resto do corpo: além de fina e repleta de folículos pilosos, ela não tem uma camada protetora de gordura, colágeno e elastina. "Como é uma área bastante vascularizada, tudo o que for aplicado ali entra na circulação sangüínea e chega à raiz do cabelo, alimentando-o", explica a engenheira química e cosmetóloga Sônia Corazza, de São Paulo. "Os cosméticos modernos têm múltiplas funções: ajudam na regeneração do fio, aumentam a retenção de água, melhoram a irrigação sangüínea e a oxigenação celular no couro cabeludo." Bons produtos são os que contêm vitaminas, sais minerais e fitoativos necessários.

Quando o cabelo cai... Qual o papel da cabeleira?" Se imaginarmos o corpo como uma máquina inteligente, o cabelo não tem função, já que não faz parte de nenhum processo fisiológico. Assim, toda vez que o organismo precisar de um nutriente e este estiver em falta, ou em pequena quantidade, os fios vão sofrer as conseqüências", explica Valcinir Bedin, especialista em Nutrologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo (SBEC). Recentemente, os cientistas fizeram duas descobertas sobre a queda. A primeira é que o ferro é muito importante no crescimento do cabelo e que as mulheres precisam ter uma reserva maior do que os homens para que esse mineral vá parar nos fios. "A mulher pode ter um nível de ferro adequado para evitar a anemia, mas insuficiente para alimentar a raiz do cabelo. Daí a queda ou a interrupção do crescimento", explica o dermatologista. Por isso, é importante que o médico faça uma avaliação e solicite exames detalhados antes de determinar a causa e o melhor tratamento.  Outro dado importante é em relação ao ácido fólico e aos folatos, utilizados com freqüência no tratamento da queda. Descobriu-se que, em doses maiores do que as necessárias, esses elementos impedem que outros nutrientes entrem na raiz do cabelo, obstruindo o seu crescimento em vez de estimulá-lo. Portanto, exagerar nos suplementos está fora de questão.  Ácido Fólico (folatos): É essencial para deixar o organismo mais resistente à doenças (age como um fortificante natural) e ainda atua como um potencializado do alto astral. Onde encontrar: abóbora, amendoim, farelo de trigo, feijão preto, fígado, grão de bico, lentilha, nozes, ovos, suco de laranja, banana, pepino, repolho verde cozido, espinafre, agrião, brócolis, escarola crua, couve refogada e outras folhas verdes em geral. Ferro: Importante na produção de glóbulos vermelhos, responsáveis pela circulação de oxigênio no sangue. Sua falta causa desânimo, queda de cabelo e fraqueza, de acordo com um alerta feito no último Congresso Brasileiro de Nutrição.  Onde encontrar: amêndoa, canela, carnes vermelhas em geral, castanha de caju, feijão preto, fígado, ovos, rúcula, soja.

Vitamina A e carotenóides.

Interrompem a degeneração das células capilares causada pela oxidação; controlam a produção sebácea, reduzindo a oleosidade excessiva do couro cabeludo; melhoram a elasticidade do fio e regulam a multiplicação celular.  Onde encontrar: fígado, ovos, leites integrais e derivados, manteiga, algas, frutas e vegetais amarelos, laranjas e verde-escuros, como batata-doce, espinafre, brócolis, abóbora, pêssego, damasco, manga, melão, papaia, cenoura, couve, salsa, cebolinha e espinafre.  Pró-vitamina B5 (pantenol ou ácido pantotênico). Quando aplicada topicamente, penetra rapidamente na raiz e no corpo do cabelo. Através da técnica de microscopia eletrônica, mediu-se o seu efeito e verificou-se que encorpa o fio em até 10% do seu diâmetro normal. O tratamento com pantenol também reduz a queda de cabelo e acelera o seu crescimento. Onde encontrar: miúdos, gema de ovo, levedo de cerveja, leguminosas, salmão, grãos integrais, germe de trigo.

Vitamina E.

Ações antirradicais livres previnem danos celulares decorrentes da UV e do envelhecimento; melhora a micro circulação do couro cabeludo; protege de gorduras oxidáveis. Onde encontrar: óleos vegetais prensados a frio (azeite, por exemplo), ovos, germe de trigo, miúdos, vegetais folhosos, abacate, manteiga.

Vitamina F (ácidos graxos essenciais).

A sua carência causa a desorganização no processo de queratinização do couro cabeludo, propiciando o aparecimento da caspa e deixando o fio mais fino e frágil.
Onde encontrar: óleos vegetais, sementes oleaginosas, semente de linhaça, peixes gordos, como salmão, cavala, atum e sardinha.

Vitamina H (biotina).

Vitamina hidrossolúvel faz parte da família do complexo B. É um nutriente essencial para o crescimento das células, sua carência altera o ciclo capilar, aumentando o tempo de queda. Onde encontrar: gema de ovo, fígado, arroz integral, levedo de cerveja, leguminosas, sardinhas, grãos integrais. Fotoativos. Ricos em ácido oléico, linoléico e fonte protéica. Emolientes, restauram a emulsão protetora do fio, garantindo sua penteabilidade e a homogeneidade.

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Fitoativos. Ricos em ácido oléico, linoléico e fonte protéica. Emolientes, restauram a emulsão protetora do fio, garantindo sua penteabilidade e a homogeneidade.
Principais características: Ricos em flavonóides, carotenóides, ácidos graxos essenciais, minerais e vitaminas - com ação antioxidante, nutritiva e regeneradora.
Onde encontrar: óleo de pêssego, óleo de amêndoas, extrato de oliva, extrato de grapefruit; extrato de folha de uva.

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Minerais
Eles ajudam a agrupar, construir e aproveitar melhor as proteínas, responsáveis pela formação e preenchimento da estrutura do fio. Sua falta deixa o cabelo mais fino e frágil. por isso, a remineralização da fibra capilar é essencial para deixar as madeixas mais bonitas

.Sódio
Também ajuda no equilíbrio da água no fio de cabelo.
Onde encontrar: frutos do mar, sal, shoyo, aipo, tomate, alimentos processados.

Magnésio. Gera energia na célula e é vital para a renovação celular.
Onde encontrar: frutos do mar, grãos integrais, vegetais verde-escuros, melado de cana, sementes oleaginosas, abacate, melão, abacaxi, banana.

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Enxofre. Mineral essencial para a formação de queratina, a proteína que estrutura e encorpa o cabelo. Onde encontrar: pimentão vermelho, alho, cebola, ovos, peixe, carne, repolho, couve de Bruxelas  raiz forte.

SANGRAMENTO GENGIVAL.

A gengiva saudável não sangra espontaneamente e nem durante a escovação ou alimentação. Quando a higiene bucal não é realizada de forma adequada há acúmulo de placa bacteriana na superfície dentária que pode resultar no aparecimento das doenças periodontais conhecidas como gengivite e periodontite. É importante salientar também que a infecção presente na cavidade bucal é considerada fator de risco para várias alterações sistêmicas. Entre elas doenças cardiovasculares, diabetes, doenças pulmonares além de risco de parto prematuro visto que a infecção bucal pode migrar para outras partes do organismo através da porção da gengiva que se encontra em contato com o dente que é chamado de bolsa periodontal. Desse modo, devemos sempre lembrar que a boca é a porta de entrada do nosso organismo e a prevenção e o correto tratamento da doença periodontal são fundamentais não apenas para adequada saúde bucal, mas também para um corpo todo saudável!  A vitamina K é o nome genérico para diversas substâncias necessárias à coagulação normal do sangue. A principal forma é a vitamina K1 (filoiquinona ou fitomenadiona), encontrada em plantas, principalmente em folhagens verdes. A vitamina K2 (menaquinona) é formada como resultado da ação bacteriana no trato intestinal. A vitamina K3 (menadiona), composto lipossolúvel sintético, é cerca de duas vezes mais potente biologicamente que as vitaminas K1 e K2. A deficiência de vitamina K não é muito comum, pois a vitamina é bastante distribuída nos alimentos e a síntese da mesma pelos microorganismos do intestino fornece grandes quantidades da substância. Está associada com má absorção de lipídeos ou destruição da flora intestinal por uma terapia antibiótica contínua.  Mas em relaçao ao que vc falou sobre os vegetarianos: os vegetarianos nao só ingerem alimentos de origem animal, comem derivados de leite, de fribras, como por exemplo, leite de soja, pão, iogurt. O que pode acontecer é o excesso dessa vitamina que pode causar: Dispnéia, rubor, dores no tórax (na injeção intravenosa de vitamina K1). Hiperbilirrubinemia em recém-nascidos (cujas mães foram tratadas com vitamina K3).

 

b) dificuldade de coordenação motora;

Colina é um catião orgânico, um nutriente essencial que faz parte do complexo B de vitaminas. Este catião, o (2-Hidroxietil)-trimetilamônio, sais quaternários de amônio como o cloreto de colina. Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e no neurotransmissor acetilcolina. A ingestão diária recomendada está entre 425-550mg para adultos. É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral. As fontes são gema do ovo, feijão, soja e semelhantes, lecitina de soja e outros(61) (62).

Alimentação cerebral.

Por tudo até aqui dissertado já é ciente que uma dieta equilibrada para a saúde, seja para manter uma pele bonita e jovem, seja para o bem do coração, ou para buscar uma vida longa. Mas você tem idéia do impacto que sua alimentação tem sobre o seu cérebro?  Para começar do básico: considere que tudo o que compõe o seu cérebro vem da sua alimentação: proteínas, carboidratos, as gorduras que constituem a membrana das células e da bainha de mielina, os sais minerais que participam do equilíbrio elétrico das células e dos sinais nervosos, as vitaminas que mantêm as células vivas. Para manter o cérebro (e o resto do corpo) saudável, é preciso, portanto ter uma alimentação saudável: diversificada e equilibrada. Pesquisas recentes têm demonstrado os efeitos (positivos e negativos) de substâncias presentes nos alimentos sobre o sistema nervoso. Os dados a seguir mostram o papel conhecido de algumas dessas substâncias no organismo, as conseqüências da sua deficiência, e os efeitos da suplementação. Lembre, contudo, que suplementação não é necessariamente sinônimo de benefícios: o importante é ter quantidades adequadas de nutrientes disponíveis para o corpo. Para você ter uma idéia, o ferro, disponível em vários suplementos, precisa ser regulado cuidadosamente pelo organismo: se a deficiência causa anemia profunda, o excesso pode até levar à morte, se o corpo não conseguir eliminá-lo. Como você vê grandes quantidades de uma coisa boa podem ser mais danosas até do que sua deficiência. Quem mantém uma dieta balanceada e diversificada já ingere as quantidades necessárias dos nutrientes importantes para um funcionamento saudável de corpo e cérebro. Os dados apresentados a seguir não devem ser utilizados como base para a montagem de uma dieta sem orientação de um nutricionista. Se você quer tratar bem do seu cérebro, preocupe-se em ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios regularmente - e, sobretudo, em usar o seu cérebro!

Ômega-3.

Fontes: Peixes (sobretudo salmão), krill, sementes de linhaça, kiwi, sálvia, nozes, noz-branca americana.

Função: Manutenção das funções sinápticas e plasticidade em roedores. É componente estrutural das membranas celulares e da mielina.

Deficiência: Em roedores, causa problemas de memória e aprendizado. Em humanos, a deficiência em ômega-3 parece estar associada a um aumento do risco de vários distúrbios mentais, incluindo distúrbio de déficit de atenção, dislexia, demência, depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.

Suplementação: Eleva níveis de BDNF no hipocampo e melhora funções cognitivas em roedores com trauma encefálico. Alguns estudos mostraram que a suplementação com ômega-3 está associada a uma redução de déficits cognitivos (em leitura, em soletração, etc) em crianças afetadas por distúrbio de desenvolvimento de coordenação.

 Curcumina.

Fontes: Açafrão da terra, Cúrcuma ou Turmérico (curry).

Atuação: Tem efeitos inibitórios sobre enzimas metabólicas. A curcumina contém uma mistura de antioxidantes fito nutrientes fortes, conhecidos como os curcuminóides, que tem sido descritos como tendo propriedades antiinflamatórias.

Suplementação: Diminuição de déficit cognitivo em modelos animais de Doença de Alzheimer e em roedores com trauma encefálico.

 Flavonóides.

Fontes: Cacau, chá verde, ginseng, frutas cítricas, vinho (especialmente tinto), chocolate amargo.

Função: Antioxidantes, com um papel fundamental na proteção contra agentes oxidantes.

Suplementação: Aumento cognitivo em combinação com exercícios, em roedores. Melhora das funções cognitivas em idosos.

 Gorduras Saturadas.

Fontes: Manteiga, ghee, sebo, toucinho, óleo de côco, óleo de semente de algodão, laticínios, carne, óleo de semente de palmeira.

Função: As gorduras de origem vegetal e animal propiciam uma fonte concentrada de energia. Elas também fornecem os lipídios formadores das membranas das células, além de uma variedade de hormônios e substâncias assemelhadas, e auxiliam na absorção das vitaminas A, D, E, e K. As gorduras da dieta alimentar são necessárias para converter caroteno em vitamina A, para absorção de minerais e para uma gama de outros processos. Porém, as gorduras saturadas são as principais responsáveis pela aterosclerose. Eleva o nível de produção de LDL, o que gera placas de ateroma e aumenta as chances de acontecer ataque cardíaco e derrame cerebral.

Suplementação: Associada ao déficit cognitivo em roedores adultos. Danos cognitivos agravados após trauma encefálico, em roedores. Exacerbação do déficit cognitivo em idosos.

Efeitos colaterais da suplementação: Dietas ricas em gorduras saturadas aumentam o risco de disfunções neurológicas tanto em humanos como em animais, além de diminuir a plasticidade sináptica no hipocampo.

 Vitaminas do complexo B.

Fontes: Várias fontes naturais. Vitamina B12 não está disponível em produtos derivados de plantas.

Função: O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular.

Deficiência: Folato: pode levar a distúrbios neurológicos como depressão e danos cognitivos.

Suplementação: Folato: por si só, ou juntamente com outras vitaminas do complexo B, é eficaz na prevenção de déficit cognitivo e demência durante o envelhecimento, além de potencializar os efeitos dos antidepressivos. Vitamina B12 melhora danos cognitivos em ratos alimentados com dieta deficiente em colina. Suplementação com vitamina B6, B12 ou folato tem efeitos positivos na memória em mulheres de várias idades.

Efeitos colaterais da suplementação: Folato: anemia, baixa função imunológica e câncer.

 Vitamina D.

Fontes: Fígado de peixe, peixes gordurosos, cogumelos, produtos fortificados, leite, leite de soja, cereais em grãos.

Funções: É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol (seu precursor metabólico) através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado.

Deficiência: A carência de vitamina D provoca, nas crianças, o raquitismo e nos adultos a osteomalácia (amolecimento dos ossos). Nos idosos leva à osteoporose.

Suplementação: Importante na preservação da cognição em idosos.

Efeitos colaterais da suplementação: O consumo de altas doses (10 vezes o valor diário recomendado) por vários meses pode causar toxicidade, resultando em nível alto de cálcio no sangue. Pode ocorrer depósito de cálcio pelo organismo, principalmente no rim.

 Vitamina E.

Fontes: Aspargos, abacate, nozes, amendoim, azeitonas, óleo de palmeira laca vermelha, sementes, espinafre, óleos vegetais e gérmem de trigo.

Função: Protege a integridade celular e prolonga-lhes a vida. A sua ação antioxidante neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres provenientes da contaminação química e atividade do organismo, e potencializa fortemente a ação de outros antioxidantes, como a vitamina C e vitamina A.

Deficiência: É geralmente caracterizada por problemas neurológicos devido à condução nervosa prejudicada.

Suplementação: Diminuição dos danos cognitivos após trauma encefálico em roedores. Reduz o declínio cognitivo em idosos. Existem evidências discretas de que altas doses de Vitamina E associadas ao Ginko biloba tornariam a progressão da Doença de Alzheimer mais lenta.

Efeitos colaterais da suplementação: Pesquisas realizadas revelaram que há um aumento significativo de acidentes vasculares cerebrais em fumantes que recebem altas doses de Vitamina A e E.

Colina.

Fontes: Gema de ovos, carne de soja, frango, vitela, fígado de peru, alface.

Função: Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e na neurotransmissora acetilcolina. É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral.

Deficiência: Provoca acúmulo de gorduras no fígado, cirrose, aumento na incidência de câncer de fígado, lesões hemorrágicas dos rins e falta de coordenação motora.

Suplementação: Redução dos danos de memória induzidos por epilepsia, em roedores. Uma revisão da literatura revela evidências de uma casual relação entre colina na dieta e cognição em humanos e ratos.

 Combinação de vitaminas.

Fontes: Vitamina C: frutas cítricas, várias plantas e vegetal fígado de boi e bezerro. Vitamina E: veja acima.

Função: As vitaminas são moléculas orgânicas (contendo carbono) que funcionam principalmente como catalisadores para reações enzimáticas dentro do organismo.

Deficiência: A manifestação principal da carência de ácido fólico é a alta incidência de crianças com malformações congênitas do sistema nervoso nascidas de mães que foram carentes em ácido fólico no início da gravidez. A carência de ácido fólico, junto com a carência de vitamina B12, pode levar as pessoas a sentirem vertigens, cansaço, perda de memória, alucinações e fraqueza muscular. Efeitos da carência de vitamina A no Sistema Nervoso: alterações do olfato, do paladar e da audição podem ocorrer. Lesões de nervos e aumento na produção de líquor com conseqüente hidrocefalia têm sido relatadas.

Suplementação: Ingestão de vitaminas antioxidantes atrasa o declínio cognitivo em idosos.

 Cálcio, Zinco, Selênio.

Fontes: Cálcio: leite, coral. Zinco: ostras, algumas variedades de feijão, nozes, amêndoas, grãos inteiros, sementes de girassol. Selênio: nozes (castanha do Pará especialmente), cereais, carne, peixe, ovos.

Função: Cálcio: possui funções importantes como atuar na formação estrutural dos ossos e dos dentes. Além disso, ele atua juntamente com a vitamina K no sistema circulatório, auxiliando na coagulação do sangue. Age na sinalização intracelular, na transmissão sináptica, na contração muscular e cardíaca, na ação de hormônios. Zinco: Participam na divisão celular, na expressão gênica, em processos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, na morte celular; age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares, além de participar da função imune e desenvolvimento cognitivo. Atuando com a vitamina E ele protege as células do organismo contra danos oxidativos, especialmente retardando a oxidação do colesterol LDL; apresenta ação inibidora do efeito tóxico de metais pesados As, Cd, Hg e Sn. No caso de doenças crônicas como a arteriosclerose, câncer, artrite, cirrose e enfisema, há fortes indícios de que ele atue como elemento protetor. O selênio retarda o envelhecimento, combate a tensão pré-menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza radicais livres.

Deficiência: Estudos indicam que pessoas que tem carência do mineral Selênio têm tendência a ter sintomas depressivos, como ansiedade, nervosismo e confusão mental. Um baixo nível de selênio ao longo da vida está associado com baixa função cognitiva em humanos. Na deficiência leve de zinco podem ocorrer alterações neurossensoriais. A deficiência moderada de zinco é agravada pelo desenvolvimento de letargia mental e diminuição acentuada do apetite. Redução de zinco na dieta pode ajudar a reduzir déficit cognitivo em idosos.

Efeitos colaterais da suplementação: Altos níveis de cálcio sérico estão associados com rápido déficit cognitivo em idosos. O excesso de cálcio também pode causar câimbras. O excesso de selênio é tóxico e pode levar à morte. O excesso de zinco no corpo, como de outros metais pesados, causa distúrbios neurológicos.

 Cobre.

Fontes: Ostras, fígado de boi e carneiro, castanha-do-pará, melaço, cacau, pimenta preta.

Função: Parceiro do zinco, ele também compõem a enzima que combate os radicais livres, além de transportar o ferro.

Deficiência: Déficit cognitivo em pacientes com Doença de Alzheimer está correlacionado com baixa concentração de cobre no plasma.

Suplementação: Estudos realizados com pacientes de Doença da Alzheimer, que foram tratados ou com suplementação de cobre ou com placebo, foram submetidos a diversos testes de memória durante um ano. Ao final desse período, os indivíduos com menor taxa de cobre no sangue apresentavam mais falhas. Experiências com ratos nos mostram que uma concentração elevada do mineral ajuda a reduzir placas presentes no cérebro que são relacionadas com a doença. Não há comprovação de que de o cobre ajuda a reverter os danos causados pela doença, mas sabe-se que ele influi na funções cognitivas.

Efeitos colaterais da suplementação: a suplementação com  cobre é problemática devido a seu grande potencial como gerador de radicais livres, e por sua relação direta com esquizofrenia e distúrbios psiquiátricos. Só um mineralograma pode justificar a sua administração quando se detecta severa deficiência. A suplementação excessiva de cobre pode baixar o nível de zinco e produzir insônia, perda de cabelos, menstruação irregular e depressão. O excesso de cobre no organismo, como o excesso de qualquer outro metal pesado, é tóxico e causa distúrbios neurológicos.

 Ferro.

Fontes: Carne vermelha, peixe, aves, lentilha, feijão.

Função: O ferro participa da síntese de proteínas, do transporte de oxigênio e da renovação celular.

Deficiência: Deficiência de ferro pode causar anemia, com sonolência e cansaço persistentes. Em grávidas a deficiência pode causar hemorragias e baixo peso do bebê ao nascer, entre outros efeitos.

Suplementação: Tratamento com ferro normaliza funções cognitivas em mulheres jovens.

Efeitos colaterais da suplementação: O excesso de ferro pode ser letal a pessoas portadoras de hemocromatose, cujo corpo tem dificuldade de regular a absorção de ferro e, portanto não consegue eliminar o ferro ingerido em excesso.

 Calorias.

Fontes: Grandes quantidades em “junk food”.

Função: Calorias não são nutrientes, e sim uma medida da energia que esses fornecem para o metabolismo humano.

Deficiência: A restrição calórica eleva os níveis de BDNF. E também leva a diminuição de déficits motores e cognitivos que são associados ao envelhecimento.

Suplementação: A suplementação calórica gera desregulação hipotalâmica, levando a pessoa a continuar comer mais do que necessita, causando obesidade. O excesso de comida pode provocar um estímulo das células do sistema imunológico a atacar invasores inexistentes e com isso provocar inflamações crônicas no organismo.

Efeitos colaterais da suplementação: Além da obesidade e dos riscos associados a ela, o excesso de calorias pode reduzir a plasticidade sináptica e aumentar a vulnerabilidade das células a se danificarem pela formação de radicais livres.

 Ácido Alfa-lipóico.

Fontes: Carnes como fígado, rins e coração, e vegetais como espinafre, brócolis e batata.

Função: Atua como cofator de inúmeras enzimas envolvidas na produção de energia possui propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e protegendo as células da oxidação. Além de combater os radicais livres, ele regenera os tecidos lesados.

Suplementação: Aumenta o fluxo sanguíneo para os nervos e melhora a condução dos impulsos nervosos. Melhora déficits de memória em modelos animais de Doença de Alzheimer e mostrou reduzir déficits cognitivos em pequenos grupos de pacientes com Doença de Alzheimer. É utilizada no tratamento de lesões neurológicas, inclusive a neuropatia diabética, uma complicação tardia do diabete que provoca dor e perda da sensibilidade nos membros.

 c) Lesões na pele e no sistema nervoso, provocando dermatite e demência (pelagra).

NIACINA E NIACINAMIDA (FATOR PP).

http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/12_78_alim_enriquecido.htm

Outros nomes pyridine-3-carboxylic acid, nicotinic acid, nicotinamide, niacinamide, vitamin B3.

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Estrutura química do ácido nicotínico e da nicotinamida.

 

A niacina, também conhecida como vitamina B3, vitamina PP ou ácido nicotínico, é uma vitamina hidrossolúvel cujos derivados (NAD+, NADH, NADP+ e NADPH) desempenham importante papel no metabolismo energético celular e na reparação do DNA. A designação "vitamina B3" também inclui a amida correspondente, a nicotinamida, ou niacinamida. Outras funções da niacina incluem remover substâncias químicas tóxicas do corpo e auxiliar a produção de hormônios esteróides pelas glândulas supra-renais, como os hormônios sexuais e os relacionados ao estresse.

Histórico.

Pelle agra é o termo em italiano para pele áspera, doença conhecida há séculos na Itália, onde se comia principalmente milho. Em 1914, Funk postulou que a pelagra era uma doença de carência nutricional (carencial).  Pouco tempo depois Goldberg demonstrou que se podia curar a pelagra com carne fresca, ovos e leite. Goldberg também observou que se dava a dieta carente dos humanos aos cães, causando a doença da língua preta. Depois verificaram ser também um componente hidrossolúvel, termo estável que acompanhava o complexo B. Em 1935, Warburg e outros isolaram o ácido nicotínico do sangue de cavalos.  Sinônimos: ácido nicotínico e niacinamida e fator PP. Também denominados de vitaminas da inteligência. Doses diárias recomendadas: 15 mg. Principais funções: influencia a formação de colágeno e a pigmentação da pele provocada pela radiação ultravioleta. No cérebro, a niacina age na formação de substâncias mensageiras, como a adrenalina, influenciando a atividade nervosa. Principais fontes: carnes e cereais. Origina-se do metabolismo do Triptofano: 60 mg de Triptofano produzem 1 mg de Niacina. As pessoas que se alimentam principalmente à base de milho são propensas a manifestações de carência de Niacina por ser o milho muito pobre em Triptofano. Manifestações de carência: a doença dos 3 "D", composta por Diarréia, Demência e Dermatite. A língua pode apresentar cor avermelhada, ulcerações e edema. Pode haver salivação excessiva e aumento das glândulas salivares. Podem aparecer dermatites parecidas com queimaduras de pele, diarréia, esteatorréia, náuseas e vômitos. No sistema nervoso, aparecem manifestações como cefaléia, tonturas, insônia, depressão, perda de memória e, nos casos mais severos, alucinações, demência e alterações motoras e alterações neurológicas com períodos de ausência e sensações nervosas alteradas. Manifestações de excesso: a Niacina não costuma ser tóxica, mesmo em altas doses, mas pode provocar coceira, ondas de calor, hepatotoxicidade, distúrbios digestivos e ativação de úlceras pépticas. Observação: a denominação PP significa Previne Pelagra, manifestação encontrada principalmente em alcoólatras de destilados quando mal-alimentados.  A nicotinamida e o ácido nicotínico são abundantes na natureza. Há uma predominância de ácido nicotínico nas plantas, enquanto que nos animais predomina a nicotinamida. São encontradas principalmente na levedura, no fígado, nas aves, nas carnes magras, no leite e nos ovos, nas frutas secas, nos cereais integrais e em vários legumes, frutas e verduras (como o brócolis, o tomate, a cenoura, o aspargo, o abacate e a batata-doce). A ingestão diária recomendada de miligramas equivalentes de niacina (NE) para um adulto são 6,6 mgNE por 1.000 kcal e não menos de 13 mg NE para necessidades de calorias inferiores a 2.000 kcal. As mulheres grávidas precisam de suplementos de 2NE ao dia, e as que amamentam, 5 mg NE ao dia. Para crianças de até seis meses, com uma dieta calórica de 1.000 kcal ao dia, as necessidades são de 8 mg NE ao dia. Para idades superiores as necessidades diárias dependem da ingestão calórica diária. Uma dieta pobre em vitamina B3 pode causar sintomas como fadiga, irritabilidade, insônia, dor-de-cabeça, depressão nervosa, diarréia e dermatite. A doença causada pela deficiência de Niacina é conhecida como Pelagra cuja tríade diagnóstica é composta por Dermatite, Demência e Diarréia.

Pelagra é uma doença causada pela falta de niacina (ácido nicotínico ou vitamina B3 ou vitamina PP) e/ou de aminoácidos essenciais, como o triptofano. É conhecida por seus três sintomas que começam com a letra D. São eles: o aparecimento de uma cor escura na pele (Dermatite), que fica seca e áspera e mais tarde provoca o aparecimento de crostas. Mais tarde aparecem Diarreias e alterações mentais (Demência); também conhecida como doença dos três "Ds". O nome 'vitamina PP' faz referência à ação Preventiva à Pelagra. Na antiga Europa esta doença propagou-se quando a farinha de milho começou a substituir a de trigo, por volta de 1700. A vitamina PP não se faz presente na farinha de milho. Atualmente é uma afecção infreqüente, sendo a causa mais comum o alcoolismo.

PATOLOGIA NUTRICIONAL

DESNUTRIÇÃO

KWASHIORKOR - MARASMO

AVITAMINOSE

VITAMINAS B: B1: BERIBÉRI/ENCEFALOPATIA DE WERNICKE, B2: ARIBOFLAVINOSE, B3: PELAGRA, B6: DEFICIÊNCIA DE PIRIDOXINA, B7: DEFICIÊNCIA DE BIOTINA, B9: DEFICIÊNCIA DE FOLATO, B12: DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12
OUTRAS VITAMINAS: A: DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A/MANCHAS DE BITOT, C: ESCORBUTO, D: RAQUITISMO/OSTEOMALACIA

DEFICIÊNCIA DE MINERAIS

DEFICIÊNCIA DE ZINCO - DEFICIÊNCIA DE FERRO - DEFICIÊNCIA DE MAGNÉSIO - DEFICIÊNCIA DE CROMO - DEFICIÊNCIA DE IODO

HIPERALIMENTAÇÃO

OBESIDADE - ENVENENAMENTO POR VITAMINA (HIPERVITAMINOSE A, HIPERVITAMINOSE D)

 

 

 

ICONOGRAFIA – PELAGRA.

pelagra 1pelagra2

menino 1

Sintomas pelagra

 

 

Unidade II - Tema 5 - Ácidos Nucléicos

  1. Cite os tipos de base que formam o DNA e as que formam o RNA.

 

DNA:
Adenina.. ++.... Guanina (<--- bases púricas)
Timina ..... ++... Citosina (<--- pirimidinas)

 

RNA:
Adenina.. ++.... Guanina


URACILA..... ++... Citosina

Ácido Nucleico é um tipo de composto químico, de elevada massa molecular, que possui ácido fosfórico, açúcares e bases purínicas e pirimidínicas. São portanto macromoléculas formadas por nucleotídeos. Ocorrem em todas as células vivas e são responsáveis pelo armazenamento e transmissão da informação genética e por sua tradução que é expressa pela síntese precisa das proteínas. Os ácidos nucleicos são as biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucleicos: ácido desoxirribonucleico - DNA e ácido ribonucleico - RNA. Utilizando técnicas apropriadas, foi possível isolar os ácidos nucleicos e identificar os seus constituintes. Nos ácidos nucleicos podem identificar-se três constituintes fundamentais: Ácido fosfórico - confere aos ácidos nucleicos as suas características ácidas. Faz as ligações entre nucleotídeos de uma mesma cadeia. Está presente no DNA e no RNA. Pentoses - como o próprio nome descreve, é um açúcar formado por cinco carbonos. Ocorrem dois tipos: a desoxirribose e a ribose. Base nitrogenada - há cinco bases azotadas diferentes, divididas em dois grupos:

Bases de anel duplo (puricas)- adenina (A) e guanina (G);

Bases de anel simples (pirimidicas)- timina (T), citosina (C) e uracila (U).

Os ácidos nucléicos são os compostos responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, sendo sintetizados por grupos, complexos denominados Nucleotídeos. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: DNA e RNA, cada um com suas características e funções especificas no organismo.

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Diagrama muito simplificado de um ácido nucleico duplamente trançado. Os círculos amarelos representam fosfatos, os verdes pentoses e os vermelhos bases nitrogenadas. As linhas sólidas representam ligações covalentes e as pontilhadas ligações de hidrogênio.

Em 1869, Friedrich Miescher, trabalhando em Tübingen, sul da Alemanha, iniciou experiências que, aparentemente, eram de pouca importância. Seu trabalho consistia no exame de células do pus humano. O pesquisador retirava o material para estudo a partir de curativos utilizados em secreções purulentas. Durante suas observações, verificou que todas as células vivas, inclusive as de pus, continham um glóbulo central mais escuro que o restante, denominado núcleo celular. Já se sabia que nas células do pus o núcleo representava uma grande parte do organismo celular. Miescher acabou por concluir que daquele material poderia obter, quase que na sua totalidade um grande número de núcleos celulares isolados. O processo utilizado pelo pesquisador era fazer o produto retirado das células ser assimilado por uma enzima digestiva chamada de pepsina. Em seguida, através de centrifugações e outros processos de separação e filtragem observou o aparecimento de uma substância química até então desconhecida e rica em fósforo. Inicialmente esta substância foi chamada de nucleína. Ao submetê-la à verificação do PH, descobriu que esta substância era bastante ácida. Em função desta descoberta, Miescher mudou o nome do produto para “Ácido Nucléico”. A informação genética contida no DNA especifica os tipos de proteínas que são feitas pelas células. Entretanto o DNA não é o molde direto da síntese de proteínas. Uma molécula intermediária faz a ligação entre o código genético e o produto do gene. A transcrição é o processo em que ocorre a síntese de RNA a partir de um molde de DNA. O RNA é sintetizado apenas de um filamento de um DNA de dupla-hélice.

Estrutura do ADN(ou DNA).

A estrutura do ADN é mais fácil de se compreender começando pelos componentes menores. Um único bloco de bases de ADN é um nucleotídeo (ou nucleotídeo).. Este consiste de um açúcar de desoxirribose, um grupo fosfato (que é um átomo de fósforo ligado a quatro de oxigênio), e uma base de nitrogênio. Existem quatro tipos de bases: adenina (A) e guanina (G), que são purinas e têm uma estrutura de dois anéis; citosina (C) e tiamina (T), que são pirimidinas e têm uma estrutura de um anel.

dna

Os nucleotídeos juntam-se em cadeias longas quando se formam ligações químicas entre os açúcares desoxirribose e os fosfatos, que criam um esqueleto açúcar-fosfato. Duas cadeias de nucleotídeos deste tipo alinham-se “topo-a-topo”. Um gene é uma longa secção de uma molécula de ADN cuja seqüência de blocos bases contém o código que permite definir a seqüência de aminoácidos numa proteína particular. A atividade da proteína é responsável pelo fenótipo associado com o gene. O fato de diferentes blocos bases se combinarem para formar ácidos nucléicos habilita a transportar informação, tal como as letras de um alfabeto se combinam para formar palavras.  A orientação oposta dos dois nucleótidos é uma propriedade do ADN chamada antiparalelismo. Deriva da estrutura do esqueleto açúcar-fosfato. O antiparalelismo torna-se evidente quando aos carbonos dos açúcares são atribuídos números para indicar as suas posições na molécula.

Os carbonos são numerados de 1 a 5, começando pelo primeiro carbono (no sentido dos ponteiros do relógio) depois do oxigênio em cada açúcar. Uma cadeia vai do carbono 5 para o carbono 3, mas a cadeia alinhada com ela vai do carbono 3 para o carbono 5. Estas extremidades são chamadas de “5 prime” e “prime 3” abreviado de 5’ e 3’. A dupla hélice simétrica do ADN forma-se quando nucleotídeos contendo A emparelham com os que contêm T, e nucleótidos (ou nucleotídeos) contendo G emparelham com os que contêm C. Porque as purinas têm dois anéis e as pirimidinas um, o emparelhamento de uma purina com uma pirimidina assegura que a dupla hélice tem a mesma largura em todo o seu comprimento. Estes casais específicos purina-pirimidina são chamados de pares de bases complementares. Atrações químicas chamadas pontes de hidrogênio mantêm os pares de bases juntos. Duas pontes de hidrogênio juntam A e T, e três pontes de hidrogênio juntam G e C.

image004As moléculas de ADN são incrivelmente longas. Uma única molécula com várias polegadas de comprimento tem que dobrar-se para caber dentro da célula. Vários tipos de proteínas ajudam na compactação de ADN sem o danificar ou emaranhar. Proteínas “scaffold” (forcadas) formam “frameworks” (armações) que guiam os cordões de ADN. Então, o ADN enrola-se à volta de proteínas chamadas histonas, formando uma estrutura tipo “contas num rosário”. A parte da “conta” é o nucleossoma. O ADN enrola-se várias vezes até estar compactado num cromossoma. Ele “empacota-se” tanto durante a mitose que os cromossomas ficam suficientemente condensados para serem visíveis quando corados especificamente. O ADN consegue-se desenrolar localmente quando se replica ou quando está a ser copiado para ARN, que é o passo intermediário na síntese protéica. Um cromossoma consiste em cerca de um terço de ADN, em um terço de histonas, e um terço de outros tipos de proteínas de ligação de ADN. Uma quantidade pequena de ARN pode também estar associada com um cromossoma. No conjunto, o material cromossômico chama-se cromatina.

 

 

 

 

SÍNTESE.

DNA: Adenina.

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Nome IUPAC - 9H-purin-6-amine Outros nomes               6-aminopurine

A adenina é uma purina que possui uma grande variedade de papeis em bioquímica participando da respiração celular, na forma de adenosina trifosfato (ATP), dinucleotídeo nicotinamida-adenina (NAD) e dinucleotídeo flavina-adenina (FAD). Na síntese de proteínas participa como um componente químico do DNA e RNA (Definition of Adenine from the Genetics Home Reference - National Institutes of Health) A adenina forma muitos tautômeros, compostos que podem ser rapidamente interconvertidos e são freqüentemente considerados equivalentes.  Tautomeria é o caso particular de isomeria funcional em que os dois isômeros ficam em equilíbrio químico dinâmico. Os casos mais comuns ocorrem entre: aldeído e enol; cetona e enol(•          FELTRE, Ricardo - Fundamentos da Química. 4ª edição, São Paulo - 2005 - Ed. Moderna)

Exemplos de tautomeria

O metabolismo das purinas envolve a formação da Adenina e Guanina. Tanto a Adenina como a Guanina são derivados do nucleotídeo inosina monofosfato (IMP) o qual é sintetizado em uma ribose preexistente por uma complexa via usando átomos provenientes de aminoácidos como a glicina, glutamina e aspartato, bem como o folato e bicarbonato. Em livros antigos, observa-se que a adenina é algumas vezes chamada de Vitamina B4. No entanto, ela não é mais considerada uma vitamina verdadeira(O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular. Antigamente, pensava-se que as vitaminas do complexo B, como são conhecidas, eram uma só vitamina, chamada de vitamina B. Depois, pesquisas mostraram que elas eram vitaminas quimicamente distintas que coexistem em alguns alimentos). Porém, duas vitaminas B, niacina e riboflavina, liga-se com a adenina para formar os co-fatores essenciais dinucleotideo nicotinamida-adenia (NAD) e o dinucleotideo flavina-adenina (FAD) respectivamente. Alguns cientistas acreditam que, na origem da vida na terra, a primeira adenina foi formada pela polimerização de cinco moléculas de cianeto de hidrogênio (HCN). Porém, há quem questione tal acontecimento.

 

CIANETO DE HIDROGÊNIO

 

Cianeto de hidrogênio (ou cianureto de hidrogênio) (HCN) é um composto extremamente volátil. Puro pode ser encontrado tanto na forma líquida quanto gasosa, devido ao seu baixo ponto de ebulição (25,7 °C) e grande volatilidade. Borbulhado-o em água, produz-se uma solução chamada de ácido cianídrico ou ácido prússico, é um composto químico que contém o aníon cianeto (CN−1). Tem um forte cheiro de amêndoas amargas, e encontra-se em certas plantas, como a mandioca (Manihot esculenta), e no caroço de certas frutas (maçãs, pêssegos e cerejas). Os sais do ácido cianídrico são chamados cianetos, sendo os mais comuns o cianeto de potássio (KCN) e o cianeto de sódio (NaCN). Os cianetos iónicos são extremamente venenosos a vários seres vivos, em especial, aos humanos, neste caso, devido à habilidade do íon em se combinar com o ferro da hemoglobina, bloqueando a recepção do oxigênio pelo sangue, matando a pessoa exposta por sufocamento. Nome IUPAC - Cianeto de hidrogênio - Outros nomes: Ácido prússico. Formonitrilo. Ácido cianídrico ou e/ Gás cianídrico.

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DNA: Guanina (bases púricas)

Para fixar em processo de cognição:

“As bases nitrogenadas são: Adenina (A), Citosina (C), Guanina (G), Timina (T). Bases púricas são duas cadeias nitro-carbônico (compostas principalmente por nitrogênio e carbono) e podem também ser nomeadas de purinas = Adenina (A) e Guanina (G)
Bases Pirimídicas são compostas por apenas uma cadeia nitro-carbônico e podem também ser nomeadas de pirimidinas = Timina (T) e Citosina (C).

Guanina é uma base nitrogenada, orgânica, assim como a adenina, a citosina e a timina, que se une com uma molécula de desoxirribose (pentose, monossacarídeo) e com um ácido fosfórico, geralmente o fosfato, para formar um nucleotídeo, principal base para formar cadeias polinucleotídeas que, por sua vez, formam o ADN (ácido desoxirribonucléico). Guanina. Nome IUPAC - 2-amino-1H-purin-6(9H)-one - Outros nomes 2-amino-6-hydroxypurine, 2-aminohypoxanthine, Guanine

 

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Blocos.

 

DNA: Timina.

Nome IUPAC - 5-Methylpyrimidine-2,4(1H,3H)-dione. Outros nomes          5-Metil-uracil

Thymine.pngThymin.svgThymine-3D-balls.pngThymine-3D-vdW.png

 

A timina é uma base nitrogenada que compõe o nucleotídeo, a principal estrutura que forma o ácido desoxirribonucleico, mais conhecida como ADN ou DNA. A estrutura da timina é formada por substâncias químicas que formam uma molécula num único anel. Este tipo de composição é chamada pirimidina. A timina é a única molécula que existe apenas no ADN. As outras moléculas (guanina, citosina e adenina) também fazem parte do ácido ribonucléico (ARN ou RNA). Nela, a timina é substituída pela uracila.

Por que a timina só existe no ADN/DNA, e no RNA/ARN é substituída pela uracila ?

Não esqueçamos que o DNA é um livro de receitas que não pode sofrer nenhuma alteração, caso isso ocorra existem mecanismos que podem corrigir esse erro. No caso do DNA a timina é uma base que dá certa segurança a uma provável mutação que ocorra na citosina. Como isso pode ocorrer? O tipo de lesão mais comum e importante é a lesão hidrolítica, que é uma desaminação da base citosina (lembra que citosina pareia com guanina). A citosina sofre essa desaminação espontânea, originando a base que não é natural (no DNA), a URACILA. A uracila realiza pareamento preferencialmente com adenina, introduzindo a base A na fita oposta, ao invés do G, que deveria ter sido pareada com C (essa sofreu desaminação e originou a base U). Caso o DNA possuísse naturalmente a uracila ao invés da timina, a desaminação da citosina produziria uma base natural dificilmente reconhecida pelos sistemas de reparo do DNA. Quando essa desaminação da citosina ocorre e gera uma uracila, sendo uma base que não é comum do DNA o sistema de reparo conserta esse erro por um mecanismo chamado excisão de bases. É por isso que o DNA possui timina e não uracila... Reparação de ADN é um processo em constante funcionamento nas células; sendo essencial para a sobrevivência das mesmas. A reparação protege o genoma de danos que podem levar a mutações nocivas. A reparação ocorre em todas as células e em todos os organismos. Em células humanas, tanto atividades metabólicas normais quanto fatores ambientais (como raios UV) podem causar danos no ADN, resultando em cerca de 500 000 lesões moleculares individuais por dia. Essas lesões causam danos estruturais à molécula de ADN, e podem dramaticamente alterar o resultado da transcrição gênica. Conseqüentemente, o processo de reparo de ADN precisa estar operando constantemente, para corrigir rapidamente qualquer dano a estrutura do ADN.

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Lesões no ADN resultando de múltiplas fraturas nos cromossomos.

 

DNA: Citosina (pirimidinas)

Nome IUPAC - 4-aminopyrimidin-2(1H)-one - Outros nomes: 4-amino-1H-pyrimidine-2-one.

 

 

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As quatro bases nitrogenadas emparelhadas, pondo em evidência que as purinas fazem par com as pirimidinas e que o número de ligações de hidrogénio nos dois pares é diferente.

 

Citosina é uma substância cristalina, uma base nitrogenada, derivada do aminado da pirimidina cuja fórmula é a seguinte: C4H5N3O. É uma das bases que compõem o código genético. É correto afirmar que uma das três bases pirimídicas que se encontram nos ácidos nucléicos e que universalmente se representa pela letra C, no estado livre, encontra-se em duas formas tautómeras em equilíbrio entre si. O mecanismo da sua biossíntese está praticamente esclarecido a partir do ácido aspártico e do carbonil-fosfato.

Contextualização.

Tautomeria. É uma isomeria funcional onde dois ou até mais isômeros ficam simultaneamente em equilíbrio dinâmico na solução, transformando-se um no outro, através da mudança da posição do H na molécula.  A tautomeria ou isomeria dinâmica pode ser chamada também de cetoenólica ou aldoenólica, pois ela acontece nas cetonas e enóis ou aldeídos e enóis. O enol é um composto que possui hidroxila (–OH) ligada a um carbono com uma dupla ligação. 

I)                C2H4O.


19796

II) C3H6O

19797

220px-DNA_Overview

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Estrutura de um ADN. – ANEXO.

Estrutura do RNA (ou ARN).

Na biologia, o ARN é a sigla que designa o ácido ribonucléico (ou, em inglês, RNA, ribonucleic acid). A composição do RNA é muito semelhante ao do DNA, contudo apresenta algumas diferenças. O RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do DNA. O RNA é constituído por uma pentose (Ribose), por um grupo fosfato e uma base azotada(É uma base orgânica que contém o elemento azoto com propriedades básicas (tendência para captar um ião H+). As bases azotadas podem ser purinas e pirimidinas e são constituintes dos ácidos nucleicos. As purinas adenina e guanina são moléculas maiores e possuem uma dupla estrutura circular; as pirimidinas timina, citosina e uracilo são moléculas mais pequenas e só apresentam uma estrutura circular.) que pode ser adenina (A), guanina (G), citosina (C) e Uracila (U). O RNA forma-se no núcleo e migra para o citoplasma. O RNA apresenta um tipo de cadeia diferente da do DNA; tem geralmente numa só cadeia simples que pode, por vezes, ser dobrada. A quantidade de RNA é variável de célula para célula e com a atividade celular.

Transcrição do RNA.

A transcrição consiste na síntese de RNA. Na síntese de RNA, a molécula de DNA abre-se em um determinado ponto. Nucleotídios livres na célula vão se pareando a esse segmento aberto. Completado o pareamento a esse segmento aberto, está pronta a molécula do RNA, o DNA que serviu de molde reconstitui a molécula original.
Tipos de RNA.

O DNA transcreve três tipos de RNA, que se diferenciam entre si, na estrutura e na função. São eles:

RNA Mensageiro (RNAm): Transporta as informações do código genético do DNA para o citoplasma, ou seja, determina as sequências dos aminoácidos na construção das proteínas.

RNA transportador (RNAt): Encaminha os aminoácidos dispersos no citoplasma ao local onde ocorrerá a síntese das proteínas.

RNA ribossômico (RNAr): Faz parte da estrutura dos ribossomos (organelas citoplasmáticas) onde a síntese de proteínas ocorre.

RNA polimerase: Enzima que catalisa a síntese de seqüências genéticas a partir de moldes.

220px-Taq_polimerase

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Estrutura da taq polimerase.

 

Uracila (U).

Uracilo ou uracila é uma base nitrogenada. Representada pela letra U no código genético, é uma base de anel simples, pirimídica, capaz de realizar duas ligações de hidrogênio assim como a timina. Substitui a timina na transcrição do DNA para RNA e é, portanto, complementar à adenina. É uma base exclusiva do RNA, não ocorrendo no DNA (Richard L. Myers, Rusty L. Myers: The 100 most important chemical compounds, 92-93 link).

Uracil.svg

.  Nome IUPAC - Pirimidino-2,4(1H,3H)-diona - Outros nomes        Uracil, 2-oxi-4-oxi pirimidina, 2,4(1H,3H)-pirimidinodiona, 2,4-diidroxipirimidina, 2,4-pirimidinodiol

Base nitrogenada ou base azotada / base nitrogenada, como já foi aqui citado, é um composto cíclico contendo nitrogênio.São cinco as bases desse tipo, divididas em dois grupos:

Purinas(Adenina e Guanina), possuem duplo anel de átomos de carbono e derivam da purina;

Pirimidinas(Citosina, Timina e Uracilo), possuem anel simples.

As bases nitrogenadas se ligam com uma pentose (um açúcar) e com um grupo fosfato. Essas estruturas se organizam em pares, formando assim o DNA, caso a pentose seja a desoxirribose. As bases organizam-se aos pares (sempre Adenina-Timina, Citosina-Guanina). No caso do RNA, o açúcar com que as bases se ligarão será a ribose e no lugar da Timina entrará o Uracilo (A-U e C-G).  Encontrando-se o ADN em dupla hélice, as bases, se estáveis, emparelham-se com as respectivas bases complementares: Adenina (A) com Timina (T), Citosina (C) com Guanina (G). No ADN só aparecem as bases ATCG, onde (A) pareia com (T) através de duas ligações de hidrogênio (A=T) e (G) pareia com (C) através de três ligações hidrogênio (C≡G): regra de Chargaff. A base Uracila (U) só aparece no ARN, substituindo a Timina e ligando-se com a Adenina.

2. Como se chama o açúcar (pentose), que forma o DNA e a que forma o RNA.

Pentose são monossacarídeos de 5 carbonos. Para os seres vivos, as pentoses mais importantes são a ribose e a desoxirribose, que são as componentes estruturais dos ácidos nucléicos, os quais comandam as funções celulares. A desoxirribose é a pentose que entra na composição química do ácido desoxirribonucléico (DNA), enquanto a ribose entra na constituição do ácido ribonucléico (RNA). A nomenclatura de trioses, tetroses, pentoses e hexoses foi desenvolvida por Emil Fischer, a partir dos seus estudos de carboidratos iniciados em 1880. Fischer também endossou os termos aldose e cetose, propostos por Amstrong(Nomenclature of Carbohydrates, site da IUPAC *). A ribose, também denominada D-Ribose, é um carboidrato da família das aldopentoses (função aldeído: CHO), constituída por cinco átomos de carbono, dez de hidrogênio e cinco de oxigênio (C5H10O5). Foi descoberta em 1905 por Phoebus Levene. Faz parte da estrutura do RNA e de diversos nucleosídeos relacionados com o metabolismo: ATP (adenosina trifosfato), GTP (guanosina trifosfato), NADH (nicotinamida adenina dinucleotídeo), entre outros.  D-Ribose possui a mesma configuração química que a molécula de D-gliceraldeído.

 

 

 

 

Nome IUPAC (3R,4S,5R)-5-(Hydroxymethyl)tetrahydrofuran-2,3,4-triol

200px-D-Ribose

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Ribosena forma acíclica.

Em solução aquosa, a forma isomérica predominante é a beta-D-Ribopiranose (58,5%).

Isômeros da D-Ribose

Forma linear

Projeção de Haworth

D-Ribose Keilstrich.svg
<1%

Alpha-D-Ribofuranose.svg
α-D-Ribofuranose
6,5%

Beta-D-Ribofuranose.svg
β-D-Ribofuranose
13,5%

Alpha-D-Ribopyranose.svg
α-D-Ribopiranose
21,5%

Beta-D-Ribopyranose.svg
β-D-Ribopiranose
58,5%

A ribose é comumente utilizada durante a atividade física como complemento para estimular a imediata produção de ATP pelas células musculares, permitindo aos músculos continuarem a trabalhar de forma otimizada.  Estudos mostram que as reservas de ATP podem decrescer de 60% a 70% durante exercícios exaustivos e podem levar mais de 72 horas para serem adequadamente repostas. A ribose consegue aumentar os estoques intramusculares de ATP porém, não consegue melhorar a performance Atlética, segundo Dhanoa e Housner (2007).

* A União Internacional de Química Pura e Aplicada (International Union of Pure and Applied Chemistry, IUPAC) é uma organização não governamental (ONG) internacional dedicada ao avanço da Química. Foi criada em 1919,[1] em Genebra. Tem como membros as sociedades nacionais de química. É a autoridade reconhecida no desenvolvimento de padrões para a denominação dos compostos químicos, mediante o seu Comitê Interdivisional de Nomenclatura e Símbolos (Interdivisional Committee on Nomenclature and Symbols). É um membro do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU).

Deoxyribose structure.svg

Nome IUPAC - (2R,4S,5R)-5-(Hydroxymethyl)tetrahydrofuran-2,4-diol - Outros nomes        D-Deoxyribose 2-Deoxy-D-ribose Thyminose

A desoxirribose, também denominada D-Desixirribose ou 2-desoxirribose, é uma aldopentose que contém cinco átomos de carbono incluíndo um grupo funcional aldeído. É derivada da ribose foi substituição do grupo hidroxila na posição 2 por hidrogénio, resultando na perda de uma átomo de oxigénio. Participa na composição do ADN (ácido desoxirribonucleico).

3. Descreva a função dos seguintes tipos de RNA: RNA de transferência ou tRNA; RNA mensageiro ou mRNA; RNA ribossômico ou rRNA.

Rna De Transferência(RNA de Transferência Supressor; tRNA; RNA Transportador).

Pequenas moléculas de rna, com 73-93 nucleotídeos, que ocorre nas células em 20 ou mais variedades e funcionam em tradução; cada variedade carrega um aminoácido específico para um local especificado por um códon de rna, ligando-se a aminoácido, ribossomo e ao códon por meio de uma região anticódon. Todos possuem numerosas bases modificadas e estrutura secundária extensa (Dicionário Médico Ilustrado - Dorland 28ª Ed. São Paulo)

900px-Estrutura_mRNA

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Esquema da estrutura molecular típica de mRNA de proteína humana.

RNAm, ou RNA mensageiro é o intermediário chave na expressão gênica atua na tradução do DNA em aminoácidos para "fazer" as proteinas de todos os seres vivos da terra. O RNA.É responsável pela transferência de informação do ADN até ao local de síntese de proteínas, na célula. Durante a transcrição, uma enzima, designada RNA-polimerase faz a cópia de um gene do DNA para o RNA-m. Nos procariotas o RNAm não sofre, geralmente, qualquer processo de modificação - aliás, a síntese das proteínas chega a ocorrer enquanto a transcrição ainda está a acontecer. Nos eucariotas, por outro lado, a transcrição e a tradução ocorrem em locais distintos da célula: no núcleo e no citoplasma,pela ação conjunta do ribossomo e do RNA Transportador respectivamente. A síntese protéica (tradução) nos eucariotas, conta também com a ajuda do Retículo endoplasmático granular (REG), que tem como função levar a proteína produzida para o meio extra-celular ou serem armazenadas no complexo golgiense para serem utilizadas mais tarde pela célula. Lembramos que a molécula do RNAm no espaço, se apresenta como uma fita simples. As bases púricas (purinas) e pirimídicas (pirimidinas) do RNA são: A (Adenina), C (Citosina), G (Guanina) e U (Uracila).

O RNA ribossômico (RNAr), ou RNA ribossomais, são os mais abundantes produzidos pela célula e, também passam para o citoplasma, depois de um certo período de acúmulo no nucléolo, vão participar da construção dos ribossomos, que são minúsculas estruturas citoplasmáticas de papel decisivo no mecanismo de síntese protéica. Cada ribossomo é constituído de duas subunidades de tamanhos e densidades distintos, porém ambas formadas de proteínas associadas com o RNAr. A presença de íons  Mg2+ é essencial para a manutenção das duas subunidades ligadas entre si. A carência de magnésio na célula provoca a dissociação dessas subunidades (Biologia – José Luiz Soares. Editora Scipione. Vol. Único). RNA ribossômico(RNAr -no Brasil) ou ARN ribossómico (ARNr - em Portugal) é o componente primário dos ribossomos. Ribossomos são as organelas produtoras de proteínas das células e existem no citoplasma. O RNAr é transcrito do DNA, como todo RNA. As proteínas ribossômicas são transportadas para o interior do núcleo e juntadas ao RNAr antes de serem transportadas por meio do envoltório nuclear. Este tipo de RNA constitui a maioria do RNA encontrado em uma célula típica. Embora as proteínas estejam presentes também nos ribossomos, apenas o RNAr é capaz de gerar peptídeos. Por isso, freqüentemente o ribossomo é chamado de ribozima.

Ficheiro:RNAi-simplified.png

RNAi (RNA interferente, ou RNA de interferência) é um mecanismo exercido por moléculas de RNA complementares a RNAs mensageiros, o qual inibe a expressão gênica na fase de tradução ou dificulta a transcrição de genes específicos. Dois tipos de pequenas moléculas de RNA podem estar envolvidas em mecanismos de RNA interferente, são elas: miRNA (microRNA) e siRNA (do inglês, small interfering RNA). Os miRNA são produtos da transcrição de genes presentes em muitos eucariotos. Eles se originam de RNAs precursores, com cerca de 70 nucleotídeos de comprimento, que possuem regiões internas autocomplementares, capazes de se parear e formas estruturas do tipo hairpin ("grampo de cabelo"). Os siRNA são derivados de longas moléculas de RNA dupla fita de origem exógena (como aquelas provenientes de vírus de RNA). Mediante clivagem pela ação da enzima Dicer, estas pequenas moléculas de RNA dupla fita são geradas e se associam a um complexo protéico, formando um complexo ribonucleoprotéico conhecido como RISC (sigla do inglês: RNA-induced silencing complex). Após esta associação, uma das fitas do RNA é eliminada e a outra serve de guia para que o complexo RISC encontre fitas complementares de mRNA específicos, as quais serão alvo da ação de silenciamento gênico. Quando o pareamento entre a fita guia e o mRNA envolve diversas bases, gerando um pareamento efetivo, este mRNA será degradado pela ação catalítica de uma das subunidades de RISC: a enzima denominada Argonauta. Quando o pareamento entre a fita guia e o mRNA alvo ocorre de maneira parcial, RISC não promove a clivagem do mRNA, mas atua inibindo o processo de tradução deste. Nesta condição, o mRNA desestabilizado pode ser conduzido aos chamados corpos de processamento (corpos-P), estruturas citosólicas responsáveis pela degradação de mRNA. A RNA de interferência tem um papel importante na defesa do património genético celular contra genes parasíticos – vírus e transposões– mas também no desenvolvimento e expressão genética em geral. (Hammond S, Bernstein E, Beach D, Hannon G. (2000). "An RNA-directed nuclease mediates post-transcriptional gene silencing in Drosophila cells". Nature 404 (6775): 293–6. DOI:10.1038/35005107. PMID 10749213; ALBERTS, B.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WALTER, P.. Molecular Biology of the Cell. 5 ed. New York: Garland science, Taylor & Francis Group, 2008. 1268 p. ISBN 9780815341062; BECKAGE, N. E.. Insect Immunology. San Diego: Elsevier, 2008. 360 p. ISBN 9780123739766; NELSON, D. L.; COX, M. M.. Lehninger Principles of Biochemistry. 4 ed. W.H. Freeman & Co, 2004. 1100 p. ISBN 9780716764380)

4. Explique em que consiste a desnaturação do DNA.

A desnaturação do DNA é o processo através do qual o ácido desoxirribonucleico de dupla cadeia se desenrola e separa-se em duas cadeias simples, através da quebra de ligações de hidrogénio entre as bases. O termo é utilizado para referir ao processo que ocorre quando uma mistura é aquecida, apesar de "desnaturação" também poder referir a separação das cadeias de ADN induzidas por químicos como a ureia. Para múltiplas cópias de moléculas de DNA, a temperatura de desnaturação (Tm) é definida como a temperatura na qual metade das cadeias de ADN estão no estado de dupla hélice e a outras metade estados de "random coils". A temperatura de desnaturação depende do comprimento da molécula e da composição específica da sequência de nucleotídeos. A desnaturação é um processo que se dá em moléculas biológicas, principalmente nas proteínas, expostas a condições diferentes àquelas em que foram produzidas, como variações de temperatura, mudanças de pH, força iônica, entre outras. A proteína perde a sua estrutura tridimensional e, portanto, as suas propriedades. Este processo é irreversível.  Dois exemplos simples de desnaturação ocorrem: Ao pingar gotas de limão no leite, o pH é alterado, causando a desnaturação das proteínas, que se precipitam na forma de coalho (Cf.queijo). Ao cozinhar um ovo. O calor modifica irreversivelmente a clara, que é formada pela proteína albumina e água. A desnaturação também atinge enzimas, que realizam funções vitais no corpo. Por isso que os médicos preocupam-se antes em baixar a febre do que descobrir a causa, pois a alta temperatura pode destruir enzimas de funçoes vitais, como as enzimas que auxiliam no processo respirátorio (transporte de substância via hemoglobina).

5. Explique como acontecem as ligações entre os nucleotídeos para formar uma molécula de acido nucléico.

 A ligação entre a base nitrogenada e a pentose: Esta ligação é feita covalentemente através de uma ligação N-glicosídica com a hidroxila ligada ao carbono-1 da pentose.

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A ligação entre o grupo fosfato e a pentose: Esta ligação é feita através de uma ligação fosfoéster com a hidroxila ligada ao carbono-5 da pentose.

 

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Para a formação da molécula de DNA é necessário que ocorra a ligação entre os nucleotídeos. Os nucleotídeos estão ligados covalentemente por ligações fosfodiéster formando entre si pontes de fosfato. O grupo hidroxila do carbono-3 da pentose do primeiro nucleotídeo se liga ao grupo fosfato ligado a hidroxila do carbono-5 da pentose do segundo nucleotídeo através de uma ligação fosfodiéster.

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Devido a esta formação a cadeia de DNA fica com uma direção determinada, isto é, em uma extremidade temos livre a hidroxila do carbono-5 da primeira pentose e na outra temos livre a hidroxila do carbono-3 da última pentose. Isto determina que o crescimento do DNA se faça na direção de 5'para 3'.

e11

Sabendo-se como são feitas as ligações entre os nucleotídeos, formando assim a fita de DNA, podemos analisar a estrutura tridimensional do DNA. James Watson e Francis Crick postularam um modelo tridimensional para a estrutura do DNA baseando-se em estudos de difração de raio-X. O DNA consiste de duas cadeias helicoidais de DNA, enroladas ao longo de um mesmo eixo, formando uma dupla hélice de sentido rotacional à direita.

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Ainda com base nestes estudos, concluiu-se que na dupla hélice as duas fitas de DNA estão em direção opostas, isto significa que são anti-paralelas. O termo anti-paralelas deve-se ao fato de que uma das fitas tem a direção exata da sua síntese (5'---3') enquanto que a outra está invertida (3'----5').  Esta conformação em fitas anti-paralelas levará à necessidade de mecanismos especiais para a replicação do DNA.

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Com base na estrutura de dupla hélice do DNA e nas características de hidrofobicidade das moléculas, a estrutura do DNA fica da seguinte forma:  O grupo fosfato e o açúcar (parte hidrofílica) - estão localizados na parte externa da molécula. As bases nitrogenadas (parte hidrofóbica) - estão localizadas na parte interna da molécula.

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A relação espacial entre as duas fitas cria um sulco principal e um sulco secundário.

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O pareamento das bases de cada fita se dá de maneira padronizada, sempre uma purina com uma pirimidina, especificamente: adenina com timina e citosina com guanina. A proximidade destas bases possibilita a formação de pontes de hidrogênio, sendo que adenina forma duas pontes de hidrogênio com a timina e a citosina forma três pontes com a guanina.

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A dupla hélice é mantida unida por duas forças: Por pontes de hidrogênio formadas pelas bases complementares. Por interações hidrofóbicas, que forçam as bases a se "esconderem" dentro da dupla hélice. Estudos recentes mostram que existem duas formas de DNA com a hélice girando para a direita, chamadas A-DNA e B-DNA, e uma forma que gira para a esquerda chamada Z-DNA. A diferença entre as duas formas que giram para a direita está na distância necessária para fazer uma volta completa da hélice e no ângulo que as bases fazem com o eixo da hélice. B-DNA: Tem a dupla hélice mais longa e mais fina. Para completar uma volta na hélice são necessários 10 pares de bases.

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A-DNA: Tem a forma mais curta e mais grossa. Para completar uma volta na hélice são necessários 11 pares de bases.

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Em solução, geralmente o DNA assume a conformação B. Quando há pouca água disponível para interagir com a dupla hélice, o DNA assume a conformação A-DNA. Existe uma terceira forma de DNA que difere das duas anteriores, pois seu sentido de rotação é para a esquerda, este tipo de DNA é chamado de Z-DNA. Esta conformação é mais alongada e mais fina do que o B-DNA. Para completar uma volta na hélice são necessários 12 pares de bases. O DNA, em solução com altas concentrações de cátions, assume a conformação Z-DNA.

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Em eucariotos o DNA tende a assumir a conformação Z-DNA devido a metilação do DNA. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas –

Capítulo III

Componentes Celulares Orgânicos.

By Professor César Venâncio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEMAS EXTRAS

Fórum Acadêmico e Cientifico I

A contribuição, de forma geral, que os defensores da Abiogênese ofereceram para a explicação correta do surgimento da vida no nosso planeta?

As pesquisas rudimentares das épocas do nascimento da ciência não podem ser desprezadas como fato histórico relevante que desenvolveu outras idéias com resultados evolutivos ao conhecimento que temos hoje.

De forma geral na linha histórica podemos se posicionar que ao longo dos séculos, várias hipóteses foram formuladas por filósofos e cientistas na tentativa de explicar como teria surgido a vida em nosso planeta. Até o século XIX, imaginava-se que os seres vivos poderiam surgir não só a partir do cruzamento entre si, mas também a partir da matéria bruta, de uma forma espontânea. Essa idéia, proposta há mais de 2 000 anos por Aristóteles, era conhecida pôr geração espontânea ou abiogênese. Os defensores dessa hipótese supunham que determinados materiais brutos conteriam um "princípio ativo", isto é, uma "força" capaz de comandar uma série de reações que culminariam com a súbita transformação do material inanimado em seres vivos.  O grande poeta romano Virgílio (70 a.C.-19 a.C.), autor das Écoglas e da Eneida, garantia que moscas e abelhas nasciam de cadáveres em putrefação. Já na Idade Média, Aldovandro afirmava que, o lodo do fundo das lagoas, poderiam, poderia nascer patos e morcegos. O padre Anastásio Kircher (1627-1680), professor de Ciência do Colégio Romano, explicava a seus alunos que do pó de cobra, espalhado pelo chão, nasceriam muitas cobras. No século XVII, o naturalista Jan Baptiste van Helmont (1577-1644), de origem belga, ensinava como produzir ratos e escorpiões a partir de uma camisa suada, germe de trigo e queijo. Até aqui, na sua época, os fatos podem ser considerados grande fato cientifico. Mas hoje, sabemos que o início da lógica cientifica começa nesse mesmo século, ao surgir sábios com novas idéias, que não aceitavam a abiogênese e procuravam desmascará-la, com suas experiências baseadas no método científico. Em meados do século XVII, o biólogo italiano Francesco Redi (elaborou experiências que, na época, abalaram profundamente a teoria da geração espontânea. Colocou pedaços de carne no interior de frascos, deixando alguns abertos e fechando outros com uma tela. Observou que o material em decomposição atraía moscas, que entravam e saíam ativamente dos frascos abertos. Depois de algum tempo, notou o surgimento de inúmeros "vermes" deslocando-se sobre a carne e consumindo o alimento disponível. Nos frascos fechados, porém, onde as moscas não tinham acesso à carne em decomposição, esses "vermes" não apareciam . Redi, então, isolou alguns dos "vermes" que surgiram no interior dos frascos abertos, observando-lhes o comportamento; notou que, após consumirem avidamente o material orgânico em putrefação, tornavam-se imóveis, assumindo um aspecto ovalado, terminando por desenvolver cascas externas duras e resistentes. Após alguns dias, as cascas quebravam-se e, do interior de cada unidade, saía uma mosca semelhante àquelas que haviam pousado sobre a carne em putrefação. A experiência de Redi favoreceu a biogênese, teoria segundo a qual a vida se origina somente de outra vida preexistente.  Quando Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), na Holanda, construindo microscópios, observou pela primeira vez os micróbios, reavivou a polêmica sobre a geração espontânea, abalando seriamente as afirmações de Redi. Foi na Segunda metade do século passado que a abiogênese sofreu seu golpe final. Louis Pasteur (1822-1895), grande cientista francês, preparou um caldo de carne, que é excelente meio de cultura para micróbios, e submeteu-o a uma cuidadosa técnica de esterilização, com aquecimento e resfriamento. Hoje, essa técnica é conhecida como "pasteurização". Uma vez esterilizado, o caldo de carne era conservado no interior de um balão "pescoço de cisne".  Devido ao longo gargalo do balão de vidro, o ar penetrava no balão, mas as impurezas ficavam retidas na curva do gargalo. Nenhum microrganismo poderia chegar ao caldo de carne. Assim, a despeito de estar em contato com o ar, o caldo se mantinha estéril, provando a inexistência da geração espontânea. Muitos meses depois, Pasteur exibiu seu material na Academia de Ciências de Paris. O caldo de carne estava perfeitamente estéril. Era o ano de 1864. A geração espontânea estava completamente desacreditada. Outra questão que complementa a enquete.

Como surgiu o primeiro ser vivo?

Desmoralizada a teoria da abiogênese, confirmou-se a idéia de Prayer: Omne vivium ex vivo, que se traduz por "todo ser vivo é proveniente de outro ser vivo". Isso criou a seguinte pergunta: se é preciso um ser vivo para originar outro ser vivo, de onde e como apareceu o primeiro ser vivo?  Tentou-se, então, explicar o aparecimento dos primeiros seres vivos na Terra a partir dos cosmozoários, que seriam microrganismos flutuantes no espaço cósmico. Mas existem provas concretas de que isso jamais poderia ter acontecido. Tais seres seriam destruidor pelos raios cósmicos e ultravioletas que varrem continuamente o espaço sideral.  Em 1936, Alexander Oparin propõe uma nova explicação para a origem da vida. Sua hipótese se resume nos seguintes fatos:

  • Na atmosfera primitiva do nosso planeta, existiriam metano, amônia, hidrogênio e vapor de água.
  • Sob altas temperaturas, em presença de centelhas elétricas e raios ultravioleta, tais gases teriam se combinado, originando aminoácidos, que ficavam flutuando na atmosfera.
  • Com a saturação de umidade da atmosfera, começaram a ocorrer as chuvas. Os aminoácidos eram arrastados para o solo.
  • Submetidos a aquecimento prolongado, os aminoácidos combinavam-se uns com os outros, formando proteínas.
  • As chuvas lavavam as rochas e conduziam as proteínas para os mares. Surgia uma "sopa de proteínas" nas águas mornas dos mares primitivos.
  • As proteínas dissolvidas em água formavam colóides. Os colóides se interpenetravam e originavam os coacervados.
  • Os coacervados englobavam moléculas de nucleoproteínas. Depois, organizavam-se em gotículas delimitadas por membrana lipoprotéica. Surgiam as primeiras células.
  • Essas células pioneiras eram muito simples e ainda não dispunham de um equipamento enzimático capaz de realizar a fotossíntese. Eram, portanto, heterótrofas. Só mais tarde, surgiram as células autótrofas, mais evoluídas. E isso permitiu o aparecimento dos seres de respiração aeróbia.
  • Atualmente, se discute a composição química da atmosfera primitiva do nosso planeta, preferindo alguns admitir que, em vez de metano, amônia, hidrogênio e vapor de água, existissem monóxido de carbono, dióxido de carbono, nitrogênio molecular e vapor de água.

Oparin não teve condições de provar sua hipótese. Mas, em 1953, Stanley Miller, na Universidade de Chigago, realizou em laboratório uma experiência. Colocou num balão de vidro: metano, amônia, hidrogênio e vapor de água. Submeteu-os a aquecimento prolongado. Uma centelha elétrica de alta tensão cortava continuamente o ambiente onde estavam contidos os gases. Ao fim de certo tempo, Miller comprovou o aparecimento de moléculas de aminoácido no interior do balão, que se acumulavam no tubo em U.  Pouco tempo depois, em 1957, Sidney Fox submeteu uma mistura de aminoácidos secos a aquecimento prolongado e demonstrou que eles reagiam entre si, formando cadeias peptídicas, com o aparecimento de moléculas protéicas pequenas. As experiências de Miller e Fox comprovaram a veracidade da hipótese de Oparin.

OPINIÃO REFLEXIVA:

 

Em minha opinião esses pesquisadores, respeitando-se as limitações tecnológicas correspondentes as épocas deram uma grande contribuição ao pensamento cientifico (pensamento em que um assunto é visto pelo lado da ciência). e ao método de ciência(o método científico conjunto de regras básicas de como se deve proceder a fim de produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento quer seja este fruto de uma integração, correção, evolução ou expansão da área de abrangência de conhecimentos pré-existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis - baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo - e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência) tão propalado e aceito nos dias de hoje como válidos.

 

 

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TEMAS EXTRAS

Fórum Acadêmico e Cientifico II

Na falta de uma reposição constante de energia, pela via alimentar, quais os compostos que são consumidos emergencialmente de modo a manter o organismo vivo? Ordene os compostos levando em consideração a seqüência preferencial que o metabolismo humano apresenta, ou seja, quem ele vai consumir primeiro e assim por diante.

A IMPORTANCIA DOS ALIMENTOS ENERGÉTICOS.

Começamos a envelhecer já aos 22 anos de idade, e desde a juventude nós começamos a nos matar, o homem não morre, mata-se, somos uns auto-suicidas conscientes, pois sabemos o que é bom e o que é ruim para nossa saúde e optamos errado. O homem pode e deve prolongar a vida através de uma alimentação saudável com qualidade e não quantidade. As frutas são para o homem o alimento de primeira necessidade, são as maravilhas construtoras do organismo humano, dão energia, saúde, desaceleram e retardam o processo do envelhecimento celular. Por isso devemos consumi-las à vontade. Aqui temos alguns tipos de frutas para a nossa saúde: Abacate - abaixa ou reduz os níveis sangüíneos do LDL o colesterol ruim Abacaxi - fonte de energia, diluí as toxinas das carnes ingeridas. Acerola - anemia, gripe, resfriados. Água de coco verde - remineralizante em potencial, reposição energética, trata os rins, anemia, estômago Banana - ótima para tratar a hipertensão e repor o potássio perdido e necessário ao organismo Caqui - dá a longevidade Fruta do conde ou pinha - rica em elementos antioxidantes, altamente energéticas

Figo - importante para a manutenção dos fluídos corporais; trata a hipertensão Maçã - trata e acalma - reduz as chances do colesterol depositar-se nos vasos sangüíneos, dá a longevidade Mamão papaia - combate a artrite e sua enzima facilita a digestão Melão - é um soro biológico que trata os rins e ajuda na desintoxicação alimentar, fortifica os ossos e os dentes Melancia - elimina o ácido úrico, e desintoxica, fruta única Morango - excelente para evitar e tratar a gota e o estômago Nêspera - ameixas amarelas e nectarinas - para resistência física combate a fadiga Pêra - combate a hipertensão, tira o cansaço mental, alcaliniza o estômago Pêssego - um néctar para os diabéticos Romã - trata a garganta, e a rouquidão Uva rosada - excelente tônico por causa de grande quantidade de substâncias flavonóides, para desobstrução de veias, e para tratar o coração, também para livrar-se da anemia

 

TEMAS EXTRAS

Fórum Acadêmico e Cientifico III

O tema Origem da Vida na Terra, na sala de aula, ainda é relevante ou todos nós já temos conhecimento suficiente para considerar que a Ciência já apresentou todas as respostas possíveis?

 A crescente participação da tecnologia na vida cotidiana do cidadão e a contínua transformação do sistema de produção pela dinâmica científico-tecnológica vem alterando as relações sociais e as relações ser humano/natureza. Isso tudo demanda, além de  compreensão prática, uma percepção crítica da Ciência, em todas as suas implicações. Mostrar a Ciência como elaboração humana para uma compreensão do mundo e como meio para promover transformações é uma meta para o ensino da área na escola fundamental. Seus conceitos e procedimentos podem contribuir para o questionamento do que se vê e se ouve, para interpretar os fenômenos da natureza, para compreender como a sociedade nela intervém utilizando seus recursos e criando um novo meio social e tecnológico. É importante que se supere a postura que apresenta o ensino de Ciências como sinônimo da mera descrição de suas teorias e experiências, sem refletir sobre seus aspectos éticos, culturais e de suas relações com o mundo do trabalho. Durante muitos séculos, o ser humano se imaginou no centro do Universo, com a natureza à sua disposição e apropriou-se de seus processos, alterou seus ciclos, redefiniu seus espaços, mas acabou deparando com uma crise ambiental que coloca em risco a vida do planeta, inclusive a humana. Na educação contemporânea, o ensino de Ciências Naturais é uma das áreas onde se pode contribuir para uma reconstrução da relação ser humano/natureza em outros termos. A idéia de que o aprendizado deve estar centrado no fazer e no pensar ativo e crítico do aluno tem também essa dimensão de desenvolver uma consciência social e planetária. Um conhecimento maior sobre a vida e sobre sua condição singular na natureza permite ao aluno se posicionar acerca de questões polêmicas como os desmatamentos, o acúmulo de poluentes e a manipulação gênica. Deve poder ainda perceber a vida humana, seu próprio corpo como um todo dinâmico, que interage com o meio em sentido amplo. Tanto a herança biológica quanto as condições culturais, sociais e afetivas refletem-se na arquitetura do corpo, de tal forma que não se pode considerá-lo uma máquina, pois cada ser humano é único, como único é seu corpo. Nessa perspectiva, a área de Ciências pode contribuir para a percepção da integridade pessoal e na formação da auto-estima, da postura de respeito ao próprio corpo e ao dos outros, para o entendimento da saúde como um valor pessoal e social, e para a compreensão da sexualidade humana sem preconceitos. Conviver com produtos científicos e tecnológicos é algo hoje universal, mas que não significa conhecer seus processos de produção e distribuição. A falta de informação científico-tecnológica pode comprometer a própria cidadania, deixada à mercê do mercado e da publicidade. Mais do que em qualquer época do passado, para o consumo ou para o trabalho, cresce o conhecimento necessário para interpretar e avaliar informações, até mesmo para poder participar e julgar decisões políticas. O ensino de Ciências Naturais também é espaço de expressão e comparação entre as explicações espontâneas dos alunos e aquelas elaboradas pela ciência contemporânea e de outras épocas e culturas. Assim, é possível favorecer o desenvolvimento de postura reflexiva e investigativa, de não aceitação a priori de idéias e informações, assim como a percepção dos limites de cada modelo explicativo, inclusive dos modelos científicos, colaborando para a construção da autonomia de pensamento e de ação. Considerando a obrigatoriedade do ensino fundamental no Brasil, não se pode pensar no ensino de Ciências como propedêutico, voltado apenas para o futuro distante. A criança não é só cidadã do futuro, mas já é cidadã hoje e, nesse sentido, conhecer Ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e desenvolvimento mental, para assim viabilizar sua capacidade plena de exercício da cidadania. Devemos sim estudar entre outras ciências, a ciência da terra (Geologia), pois na formação dos demais conhecimentos no âmbito cognitivo devemos estudar a dinâmica da Terra em que vivemos seus recursos, e da maneira mais econômica e sustentável para usar esses recursos. Geologists are scientific detectives who try to reveal the past and the future of the Earth. Nos professores devemos cultuar os aspectos do conhecimento científico que tentam revelar o passado e o futuro da Terra. Na biologia básica podemos aprender comoGeology is a field-based, multi-disciplinary science that integrates the principles of chemistry, physics, biology and mathematics in the study of Earth processes and history. um campo-base, a ciência multi-disciplinar que integra os princípios da química, física, biologia e matemática no estudo dos processos da Terra e da história. Geologists study a broad range of topics including plate tectonics, glaciers, floods, groundwater flow, and dinosaur evolution. Os professores devem estimular os alunos estudarem uma ampla gama de tópicos, incluindo placas tectônicas, geleiras, enchentes, fluxo de águas subterrâneas e evolução dos dinossauros. Devemos ser uma inferência mediadora, Geologists are increasingly in demand to study and evaluate geologic hazards, natural resources and environmental issues such as groundwater supply and contamination. para cada vez mais estimular os estudantes a compreender e avaliar os riscos geológicos, recursos naturais e questões ambientais como o abastecimento de águas subterrâneas e contaminação. Students who enjoy working outdoors, have a good scientific background, and are interested in understanding how the world around them works will find geology a rewarding area of study. Os alunos que gostam de trabalhar ao ar livre, têm uma boa base científica, e estão interessados ​​em entender como o mundo em torno deles trabalha encontrará será muito gratificante.

TEMAS EXTRAS

Fórum Acadêmico e Cientifico IV

Podemos afirmar que o surgimento de compartimentos celulares garantiu, definitivamente, o sucesso da implantação da vida na Terra?

Argumentos:  Célula

Em 1665, Robert Hooke publicou um livro que o consagraria nos meios científicos da Inglaterra e do continente, o chamado Micrographia. Neste livro, ele faz, entre outras coisas, a descrição do primeiro microscópio feito de partes móveis, composto de uma lente objectiva hemisférica e uma grande ocular plano-convexa. Foi ao estudar lâminas de cortiça que Robert Hooke observou umas cavidades poliédricas, que chamou de células, do latim cella que significa pequena cavidade. Estas cavidades não eram mais do que paredes celulares de células vegetais mortas. A célula é a estrutura mais simples na qual os elementos químicos existentes na Terra podem estar organizados em forma de vida. Dai ser considerada por muitos autores como a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional comum a todos os seres vivos, estes podem ser constituídos por uma ou mais células. São estas que realizam todas as funções fundamentais dos seres vivos , nomeadamente, reprodução, crescimento, alimentação, movimentação, reacção a estímulos externos e respiração(consumo do oxigénio produzindo dióxido de carbono). As células são limitadas por uma membrana plasmática e no seu interior contém uma solução aquosa concentrada em substâncias químicas, o citoplasma. No citoplasma encontram-se dispersas numerosas estruturas designadas por organelos. Apesar de todas as células terem uma estrutura base, existem variantes de cada tipo, em número suficiente para criar a enorme variedade de formas vivas que conhecemos. Por exemplo, no nosso corpo, existem cerca de 300 tipos diferentes de células, cada uma com uma função específica. A Terra é o único planeta do Sistema Solar aonde existe vida, isso ocorre porque ela apresenta fatores químicos e físicos, sem os quais a vida não seria possível. Estes fatores são: a luminosidade, a temperatura amena, a disponibilidade de água, o ar atmosférico rico em oxigênio e as substâncias químicas utilizadas pelos organismos em geral. A sobrevivência de qualquer espécie depende da presença destes fatores, mas não somente deles, de fato, se observarmos a vida de um organismo verificaremos que ele nunca está isolado, pois além dos componentes físicos e químicos ele está sempre cercado por outros seres vivos. Chama-se meio ambiente ao conjunto de fatores físicos, tais como luz e calor, químicos, como oxigênio, nitrogênio e carbono e os biológicos, os seres vivos em geral, sendo eles dos reinos: Monera, Protozoa, Fungi, Vegetal e Animal. Nosso planeta é uma esfera de 14 mil quilômetros de diâmetro. Em torno dessa esfera existe uma grossa camada gasosa que recebe o nome de Atmosfera, isto é, esfera de ar. Grande parte da crosta terrestre, denominada Litosfera, é recoberta por uma camada de água, chamada Hidrosfera. Reserva-se o termo Biosfera para designar a parte do planeta onde pode ser encontrada vida, trata-se, portanto da região do planeta que contém todos os seres vivos e onde a vida é permanentemente possível. A biosfera compreende um espaço que vai desde a altitude de 6200 metros até a profundidade de cerca de 10100 metros, existindo então uma faixa de um pouco mais de 16 quilômetros que compreende os seres vivos, um pouco pequena diante dos 14 mil quilômetros de diâmetro da Terra. Chama-se Ecossistema a uma parte da Biosfera que pode ser estudada isoladamente, como podemos citar um lago, um rio, uma floresta ou um pântano. Note que num ecossistema existem dois componentes: um físico, denominado biótipo, que é representado pelos componentes abióticos, isto é, não vivos do meio: solo, água, sais, etc; e o outro vivo denominado biocinese, representado pelos componentes bióticos, isto é, vivos, que nada mais são que o conjunto de seres vivos que povoam o ambiente físico. O ecossistema é, portanto, o conjunto de dois componentes que se inter-relacionam. Chamam-se Habitat ao lugar onde uma espécie pode ser encontrada, isto é, seu endereço dentro do ecossistema. Nicho ecológico é o papel que o organismo desempenha dentro do ecossistema. Ao dizermos que o leão habita as savanas africanas, estamos nos referindo ao seu habitat, mas se dissermos que nas savanas o leão atua como predador, devorando grandes herbívoros como a zebra e os antílopes, estaremos nos referindo ao seu nicho ecológico. Empós analise das teorias diversas apresentadas no curso da disciplina “Química da Vida”, podemos concluir afirmativamente que o surgimento dos compartimentos celulares garantiu a evolução que resultou no processo de implantação da vida no nosso planeta, Terra. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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